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Depois de um dia de tensão e anúncio bombástico, o cenário mudou completamente nos bastidores do PSD. O que parecia ser o fim da pré-candidatura de João Rodrigues ao Governo do Estado virou, poucas horas depois, uma reviravolta que entra para a história da política estadual.

Na manhã de hoje, Rodrigues chegou a se reunir com correligionários e aliados para discutir o futuro do projeto eleitoral. Na conversa, a avaliação era de que ele não seria mais candidato pelo PSD, decisão que inclusive estava prestes a ser consolidada publicamente, após a coletiva do ex-senador Jorge Bornhausen, que havia anunciado que o prefeito não disputaria o Governo do Estado.

Mas o roteiro mudou poucos minutos antes do anúncio. Segundo relatos de bastidores, cerca de dez minutos antes da coletiva, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ligou diretamente para João Rodrigues. Na conversa, Kassab foi claro: o prefeito de Chapecó está prestigiado dentro do partido e tem carta branca para disputar o governo. Ele também destacou a liderança do presidente estadual, Eron Giordani.

A ligação mudou completamente o clima. Além de Kassab, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também telefonou para Rodrigues, reforçando o apoio e confirmando presença no evento marcado para o próximo dia 21, quando deve ocorrer o ato de renúncia e o lançamento oficial da pré-candidatura.

Nos bastidores, outro nome teve papel decisivo na mudança de rumo: o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia. Ele atuou diretamente nas conversas internas para que o PSD mantivesse o projeto de candidatura própria ao governo com Rodrigues.

Kassab teria reforçado que o partido está preparado para disputar a eleição em Santa Catarina e que João Rodrigues é o nome para liderar esse projeto.

Outro fator que pesou na decisão foi o impacto político da possível desistência. Lideranças que estavam em processo de filiação ao PSD — ou que pretendiam disputar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal pela sigla — começaram a recuar diante da possibilidade de o partido não ter candidato ao governo.

Além disso, João Rodrigues recebeu, ainda na noite de ontem, ligações de lideranças do Progressistas, do MDB e do União Brasil demonstrando apoio à sua permanência na disputa.

Animado com a reviravolta, o prefeito de Chapecó já adotou o tom de enfrentamento político e lançou um desafio direto ao governador Jorginho Mello (PL). Segundo ele, a disputa deve ser marcada pela “candidatura do tostão contra o milhão”, em referência ao peso político e à estrutura do Governo do Estado.

Outro duro recado

O presidente estadual do partido, Eron Giordani, anunciou que na reunião da próxima segunda-feira será formalizado o processo de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A decisão, segundo ele, tem caráter pedagógico para quem não estiver alinhado com o projeto do partido.

Nos bastidores, a medida também é interpretada como um sinal claro para outras lideranças do PSD que resistem à candidatura de João Rodrigues, entre elas Paulinho Bornhausen, que integra o partido, mas não apoia o projeto.

Enquanto reorganiza a casa internamente, o PSD também trabalha na construção de alianças. A sigla aposta em uma composição envolvendo a federação e o MDB.

No Progressistas, a situação ainda está em aberto. Parte das lideranças tenta levar o partido para o projeto de Jorginho. No entanto, como a decisão passa pela federação formada com o União Brasil, o debate ainda está em curso — e uma parcela significativa do Progressistas demonstra simpatia pelo projeto liderado por João Rodrigues.

Depois de um dia que parecia encerrar uma candidatura, o PSD viveu o seu próprio “Dia do Fico”. E João Rodrigues voltou ao jogo eleitoral, já em tom de confronto direto com Jorginho Mello.