A discussão sobre Topázio no PSD; administração do Hospital de BC é criticada; Amin e ministro discutem a BR-101.
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O posicionamento do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, de que fica no PSD, mas que apoiará o governador Jorginho Mello (PL), gerou uma grande discussão entre os pessedistas sobre a posição do prefeito no partido. Talvez, em meio a essa discussão, falte o simples e o óbvio: Topázio tem todo o direito de apoiar quem ele quiser, afinal, estamos numa democracia. A questão é: o PSD é o seu lugar?
Embora não caiba a um detentor de cargo majoritário a perda do mandato por infidelidade partidária, a lei garante aos partidos autonomia para aplicar a sua disciplina interna, e faz muito tempo que Topázio está desalinhado do PSD. Trabalhou o tempo todo contra o projeto ao Governo do Estado do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, tentou levar o partido a apoiar a reeleição de Jorginho e, ontem, tentou se encontrar com o deputado estadual Sérgio Guimarães para convencê-lo a deixar o União Brasil — partido que estará com Rodrigues — para se filiar ao PL ou ao Republicanos, para apoiar um candidato que será adversário dos pessedistas.
O fato é que o PSD cai numa armadilha. Manteve uma liderança que tem a sua importância — afinal, é prefeito de Florianópolis —, mas que está apenas de corpo, não de alma. Não entrega mais nada para o partido. E não foi por falta de sinais. Topázio não pode ser acusado de ter agido sorrateiramente, porque ele sempre teve esse posicionamento contrário ao projeto de seu próprio partido. Agiu abertamente para tentar melar a pré-candidatura de João Rodrigues e, para entregar o PSD de bandeja para Jorginho Mello. Foi praticamente uma missão que lhe foi dada, e ficou livre para agir.
O que aconteceu agora, com as claras manifestações de que ficará no partido apoiando o governador, foi de caso pensado. E o PSD caiu na armadilha, na casca de banana, o que poderia ter sido evitado há muito tempo. Agora, resta saber o que ocorrerá em relação a Topázio, que se tornou persona non grata para João Rodrigues e seus apoiadores.
Missão dada

O fato é que o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, tem uma missão dentro do PSD. Que lhe foi dada dentro da Casa d’Agronômica. Ficar no partido para tentar gerar a divergência. Ao contrário de Paulinho Bornhausen, que, ao assumir o cargo de secretário de Articulação Internacional, avisou ao partido e se licenciou, deixando bem claro que estava se unindo ao governador Jorginho Mello (PL), Topázio preferiu ficar.
Entendimento
Conversei com algumas lideranças pessedistas sobre o caso Topázio Neto. Essas lideranças entendem que não há mais lugar para o prefeito de Florianópolis no PSD há muito tempo. E as leituras são parecidas. Entendem que é normal, nos partidos, ter correligionários com opiniões diferentes. Porém, o que atribuem ao prefeito são movimentos para tentar enfraquecer um projeto de seu próprio partido, o que vai além de uma simples divergência.
BR-101

Após o anúncio da suspensão das negociações para melhorias na BR-101 Norte, entre Florianópolis e a divisa com o Paraná, o senador Esperidião Amin (Progressistas) conversou ontem, por telefone, com o ministro dos Transportes, Renan Filho. A ligação durou mais de 30 minutos. Segundo Amin, apesar das diferenças, o ministério pretende buscar um entendimento para retomar o processo e viabilizar as obras consideradas essenciais no trecho. “Diferenças existem, mas nós temos que procurar o entendimento. O ministro se comprometeu a tentar novos passos, e acredito que até a próxima semana o processo possa ser retomado”, afirmou.
Impacto na tarifa
Durante conversa com o senador Esperidião Amin (Progressistas), o ministro dos Transportes, Renan Filho, apontou dois fatores que contribuíram para o impasse na prorrogação da concessão da BR-101 Norte. Segundo ele, um dos pontos envolve a postura da concessionária após ter firmado acordo e, posteriormente, perdido o leilão da rodovia entre São Paulo e Belo Horizonte. Outro fator é a preocupação do Governo Federal com o volume das obras previstas e o impacto que elas poderiam causar na tarifa paga pelos usuários da rodovia. Apesar disso, o ministro indicou que ainda buscará uma solução para que as melhorias possam avançar. A coluna adiantou essa informação ontem, após uma conversa com uma fonte ligada ao Ministério dos Transportes.
Hospital de BC

O vereador de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti (MDB), criticou a comunicação e a gestão da organização responsável pela administração do Hospital Regional Ruth Cardoso. A manifestação ocorreu durante sessão da Câmara de Vereadores em que o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, apresentou o balanço da nova gestão da unidade, estadualizada em 8 de dezembro do ano passado. Durante sua fala, Achutti afirmou que problemas registrados no período de transição não foram mencionados na apresentação. “Vossa excelência esqueceu de falar que, no período de transição, faltaram médicos, faltaram insumos e cirurgias foram canceladas”, disse o vereador.
Pinóquio
O vereador de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti (MDB), também criticou a condução da comunicação sobre a situação do Hospital Regional Ruth Cardoso e cobrou mais transparência por parte da organização responsável pela gestão. “A empresa é ruim. Eles deveriam estar aqui explicando a falta de médicos, os servidores descontentes e o atendimento que está deixando a desejar para a população. A comunicação de vocês é de Pinóquio”, afirmou Achutti.
Casan
A Justiça suspendeu os efeitos do decreto do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que havia declarado a caducidade do contrato com a Casan para os serviços de água e esgoto no município. Em decisão liminar, a juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini determinou a manutenção da companhia na operação dos sistemas até análise mais aprofundada do caso. A magistrada também proibiu o município de iniciar qualquer transição operacional ou transferência do serviço enquanto a liminar estiver em vigor.
Processo no começo
Com a decisão liminar, o processo segue agora para a fase de manifestação do município, que deverá apresentar sua defesa. Depois disso, o caso ainda passará por réplica da Casan e análise do Ministério Público antes de uma decisão de mérito. Ou seja, a disputa jurídica sobre o contrato de saneamento em Chapecó ainda deve se estender nos próximos meses.
Ouvir a população
Seria importante a realização de uma pesquisa em Chapecó para que a população possa se manifestar, na cidade e no interior, sobre a qualidade dos serviços da Casan. Não é de hoje que há contestação. Bairros como a Efapi têm regiões que, todas as semanas, sofrem com a falta de água. Há relatos de pessoas que precisam tomar banho no trabalho ou na casa de parentes em outros bairros. O problema é antigo, mas não foi resolvido até hoje.
População Migrante

A Câmara de Vereadores de Florianópolis realizou ontem uma reunião ampliada para discutir o direito à migração e a realidade dos imigrantes na capital. O encontro foi solicitado pelo vereador Bruno Ziliotto (PT) e reuniu representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, da UDESC, sindicatos e associações. O principal tema foi a falta de regulamentação da Lei nº 10.735/2020, que institui a Política Municipal para a População Migrante. Apesar de aprovada há cinco anos, a legislação ainda não foi implementada nem incluída no orçamento do município. Durante o debate, participantes também defenderam mais investimentos na assistência social e a realização de novos concursos públicos para fortalecer o atendimento à população migrante.
Tarifa Zero

Itapema poderá ter transporte público com tarifa zero. É o que deve ser anunciado pelo prefeito Alexandre Xepa (PL) nos próximos dias. Os detalhes ainda não foram informados, o que deverá acontecer em uma coletiva que o prefeito concederá.
Capivari
A Prefeitura de Capivari de Baixo enviou nota à coluna contestando o relatório final da Comissão Especial de Inquérito, instaurada pela Câmara de Vereadores para apurar a contratação de serviços por parte da administração municipal. Na manifestação, o Executivo afirma que os procedimentos adotados no processo investigado seguiram o ordenamento jurídico que rege a administração pública e, por isso, discorda do conteúdo apresentado no relatório. A prefeitura também destacou que colaborou com os trabalhos da CEI durante todo o período de funcionamento, com envio de documentos e participação de servidores e agentes políticos em oitivas.
Sobre a tramitação
Outro ponto levantado na nota enviada pela Prefeitura de Capivari de Baixo diz respeito à tramitação do relatório na Câmara de Vereadores. Segundo o Executivo, diferente do que foi inicialmente divulgado pela assessoria de comunicação do Legislativo, o que foi aprovado na sessão do último dia 9 de março foi apenas o envio do relatório ao Ministério Público, e não o mérito do documento. Por fim, a administração municipal informou que segue acompanhando o caso por meio de sua assessoria jurídica e se colocou à disposição dos poderes Legislativo e Judiciário.
Paz nas escolas
O Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra/SC) lançou o edital do Prêmio Paz nas Escolas, iniciativa liderada pela Assembleia Legislativa e que integra as novas ações previstas pelo comitê. A proposta incentiva estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, das redes pública e privada, a produzirem vídeos com reflexões e ideias de enfrentamento à violência, ao bullying e a outras formas de agressão no ambiente escolar. As produções vencedoras receberão premiação em dinheiro e serão divulgadas nos canais institucionais do Parlamento catarinense. Segundo o servidor da Alesc Diego Vieira, integrante do Integra/SC, cada vídeo premiado em uma das microrregiões do estado receberá R$ 5 mil. A cerimônia de premiação está prevista para 15 de outubro, na sede da Alesc.
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