João Rodrigues na disputa pelo governo e a chance de estender o domínio do PL por 16 anos
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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, ao que tudo indica, renunciará ao mandato no dia 21/03, inicialmente para concorrer ao governo do Estado. Tem demonstrado arrojo e determinação ao não recuar.
Muito antes de Carlos Bolsonaro ser enxertado como um corpo estranho no processo eleitoral catarinense, a chamada chapa dos sonhos do governador previa João Rodrigues como candidato ao Senado, ao lado de Caroline de Toni. A composição desenhava um cenário de dois nomes fortes que poderiam chegar competitivos à disputa pelo governo em 2030.
Com um grande contingente de pré-candidatos ao Senado buscando espaço em uma composição com o PL, Rodrigues e o PSD provavelmente teriam o mesmo destino de MDB e UP: receber pela imprensa a notícia de que ficariam fora da chapa. Diante dessas intempéries políticas, o prefeito de Chapecó acabou não vendo outra alternativa senão resistir e insistir em sua pré-candidatura ao governo a qualquer custo.
Por outro lado, agora na reta final do processo político, João talvez já consiga perceber que sua candidatura ao governo tornou-se intempestiva. Caso vá para o embate direto com Jorginho Mello, corre o risco de ficar sem mandato e, ao mesmo tempo, assistir à eleição de Caroline de Toni ao Senado. Nesse cenário, ela poderia despontar em 2030 como herdeira natural do projeto político de Jorginho, repetindo uma lógica de continuidade semelhante à construída por Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo, que mantiveram o mesmo grupo político por cerca de 16 anos no comando do Estado. Esse ciclo poderia ganhar ainda mais força caso Flávio Bolsonaro venha a se eleger presidente da República.
Com a entrada de Raimundo Colombo na articulação para encabeçar uma frente ampla de oposição ao atual governador, surge diante de João Rodrigues uma alternativa estratégica: recuar para a disputa ao Senado e permitir que o ex-governador, com um nome mais estadualizado e perfil mais palatável ao eleitorado de centro, enfrente diretamente Jorginho Mello. Ao mesmo tempo, essa decisão atenderia ao que já se tornou quase um consenso entre muitos de seus eleitores: a percepção de que ainda não seria o momento ideal para disputar o comando do Estado, ainda mais contra o atual governador, mas sim para buscar uma vaga no Senado e ocupar um espaço de expectativa para o governo no futuro, evitando também o risco de sofrer sua primeira derrota eleitoral.
Contudo, manter uma candidatura nessas condições pode não apenas resultar em derrota nas urnas, mas também interromper o processo de ascensão de uma carreira considerada promissora na gestão pública, que, por mérito político, ainda pode chegar ao Palácio da Agronômica.



