Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Jorginho, João e Merisio na disputa ao Governo do Estado – Imagem: SCemPauta

Em palestra em um evento da Acaert, em Florianópolis, o sócio-fundador da Quaest, Felipe Nunes, apresentou uma pesquisa mostrando o cenário nacional e estadual. Não foi propriamente um levantamento com nomes aqui do estado, mas, sim, uma leitura sobre o perfil do eleitorado.

Ao analisar o levantamento, é possível perceber que o cenário da disputa ao Governo do Estado, mais uma vez, começa mais concentrado na direita, porém com um novo elemento estratégico. Os movimentos sugerem três polos distintos: o governador Jorginho Mello (PL), buscando a reeleição; o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), se apresentando como uma alternativa dentro da própria direita; e o ex-deputado estadual Gelson Merisio (Solidariedade), que surge com a missão de dar palanque para o presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, ajudar a reorganizar o campo progressista no estado.

Jorginho entra na disputa com as vantagens de quem comanda a máquina do Estado e tenta a reeleição. Além da estrutura do governo e da visibilidade natural, mantém forte identificação com o eleitorado bolsonarista, um segmento altamente engajado. Porém, mesmo com toda a mobilização desse grupo político, para o governador isso pode representar um perigoso limite eleitoral que, inclusive, o fez estagnar nas pesquisas da Neokemp realizadas no ano passado. Prestem bem atenção em pesquisas que têm sequência lógica, pois isso desmascara levantamentos não confiáveis.

Ao se apoiar fortemente nesse núcleo político, estimado em cerca de um quinto do eleitorado, Jorginho Mello se tornou dependente, abrindo espaço para que outro candidato de direita tente ocupar o terreno mais amplo do eleitor que é conservador, mas independente do bolsonarismo.

Quem tenta aproveitar esse espaço é João Rodrigues. O pessedista se apresenta para ser a alternativa junto ao eleitorado da direita mais ampliada. Dialoga com setores conservadores, mas também com setores da direita que não se identificam tanto com o bolsonarismo.

Além disso, a provável composição com MDB e a Federação União Progressista pode fortalecer o seu projeto, já que os emedebistas, em particular, mantêm uma das maiores estruturas partidárias do estado, com presença consolidada em centenas de municípios e uma militância orgânica e historicamente ativa em campanhas eleitorais. Essa capilaridade do MDB pode ser decisiva em uma eleição estadual, especialmente se houver fragmentação na direita.

Organizando a esquerda

Merisio e Fabiano da Luz com a ex-deputada Luci Choinacki – Imagem: Divulgação

Enquanto a direita disputa espaços e tem o favoritismo na eleição, devido ao perfil do eleitorado catarinense, o ex-deputado estadual Gelson Merisio (Solidariedade) entra no cenário para representar o campo progressista. A composição com a ex-deputada Ângela Albino, figura histórica na esquerda catarinense, além do apadrinhamento do presidente Lula (PT) e do apoio de fortes lideranças petistas, ajuda nessa construção de imagem como um possível novo líder da esquerda no estado. Além de dar palanque e defender o governo Lula, caberá a Merisio reposicionar a esquerda, tentando aproximá-la do eleitorado mais de centro.

Diante desse cenário, Gelson Merisio tem uma missão que não se encerra neste ano; pelo contrário, apenas começa. Santa Catarina tem sido historicamente um território difícil para candidaturas de esquerda. Nas últimas eleições presidenciais, por exemplo, o voto do PT sofreu uma queda expressiva. O que pode ajudar a esquerda, a longo prazo, é que ele aparece com um perfil diferente dos últimos candidatos de esquerda. É quem poderá aproximar o campo progressista de temas como desenvolvimento econômico e também do setor empresarial.

Polarização

Hoje, esse é o cenário que se desenha a partir de um olhar para o comportamento do eleitorado catarinense. Porém, é preciso observar o que acontecerá no cenário nacional e o quanto poderá influenciar em Santa Catarina. Se, por um lado, o governador Jorginho Mello (PL) tem o mesmo número do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), por outro enfrentará um outro candidato de direita com um perfil que também agrada aos bolsonaristas, que é João Rodrigues (PSD). Na eleição passada, não havia outro nome com esse perfil. E, em um eventual cenário de polarização, até mesmo o desempenho de Gelson Merisio (Solidariedade) pode ir além do esperado, a depender do desempenho do presidente Lula (PT) no estado.

Leitura no MDB

Há lideranças emedebistas que acreditam que uma candidatura própria do partido ao Governo do Estado apenas terá viabilidade se contar com apoio do PSD e da Federação União Progressista. Caso contrário, a leitura é que um voo solo poderá beneficiar o governador Jorginho Mello (PL), pois fragmentará a oposição, abrindo caminho para a reeleição do liberal ou até mesmo para a chegada da esquerda ao segundo turno. Isso leva a crer que o MDB deve mesmo casar com os pessedistas e com a federação. Não querem facilitar o jogo para Jorginho.

Policiais penais

Lideranças da Polícia Penal e dos agentes socioeducativos – Imagem: Divulgação

Ontem, representantes dos policiais penais e dos agentes socioeducativos se reuniram com o secretário de Estado da Administração, Vânio Boing, no Centro Administrativo. Ouviram que o Governo do Estado não cumprirá a promessa de conceder igualdade no tratamento das forças de segurança. No ano passado, o governo cortou as duas primeiras classes da Polícia Militar, elevando os valores dos salários iniciais e se comprometeu em fazer o mesmo com as demais categorias. Ontem, os representantes dos policiais penais e dos agentes socioeducativos ouviram de Boing que o governador Jorginho Mello (PL) não autorizou a reestruturação de carreira, que deveria ter sido concedida no ano passado.

Possível paralisação

Está sendo convocada uma assembleia geral da categoria dos policiais penais e dos agentes socioeducativos para o próximo dia 09, para discutir uma resposta ao não cumprimento de um acordo. Fontes me disseram que será apresentada a proposta de Operação Padrão. Isso significa cumprir apenas o mínimo necessário dentro dos presídios, podendo acarretar em sobrecarga de trabalho, paralisação das empresas que atuam no sistema, limitação das visitas aos presos, entre outras ações em resposta ao Governo do Estado.

Justificativa

Vânio Boing teria afirmado que outras categorias também não serão contempladas – Imagem: Secom

O secretário de Estado da Administração, Vânio Boing, teria dito aos representantes dos policiais penais e dos agentes socioeducativos que a reestruturação na carreira também será negada para a educação e para a saúde. Por isso, não quer conceder agora, para não ter que abrir para outras classes.

Liba fica no PSD

Libardoni Fronza afirma que fica no PSD – Imagem: Divulgação

O prefeito de Navegantes, Libardoni Fronza, me disse ontem que fica no PSD. Corria nos bastidores a informação de que ele poderia deixar o partido para se filiar ao Podemos. Fronza negou com veemência qualquer possibilidade de mudança. Disse que somente trocará se for um direcionamento da direção estadual para ajudar a fortalecer a nominata de algum partido parceiro do PSD. “Tenho um alinhamento muito forte com o Eron (Giordani), João (Rodrigues) e com o Júlio (Garcia). Quero permanecer com eles”, afirmou. Fronza, que tem conquistado apoio à sua pré-candidatura a deputado estadual dos supermercadistas e de entidades empresariais de Itajaí, Penha e Piçarras.

Feminicídio em SC

Luciane Carminatti promove hoje evento contra o feminicídio – Imagem: Alesc

A deputada estadual Luciane Carminatti (PT) promove hoje, na Assembleia Legislativa, o seminário “Vivas e Decididas – contra o feminicídio”, voltado ao debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher em Santa Catarina. O encontro reunirá representantes de diferentes poderes e instituições públicas, além de universidades, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. O objetivo é discutir responsabilidades institucionais e buscar medidas concretas para combater o feminicídio no estado. O evento ocorre durante todo o dia no auditório Antonieta de Barros e é aberto ao público.

Números da violência

O seminário “Vivas e Decididas – contra o feminicídio”, que acontece hoje na Assembleia Legislativa, chamará atenção para os números da violência contra mulheres em Santa Catarina. Segundo dados apresentados pela deputada Luciane Carminatti (PT), no ano passado foram registrados 52 feminicídios no estado, além de 255 tentativas de feminicídio e mais de 31 mil medidas protetivas concedidas a mulheres ameaçadas por companheiros ou ex-companheiros. A expectativa é que cerca de mil pessoas participem do encontro, que reúne representantes de diferentes instituições públicas e da sociedade civil para discutir ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Com Valdemar

Guidi se encontrou com Valdemar ontem em Brasília – Imagem: Divulgação

O deputado federal Ricardo Guidi (PL) se reuniu com o presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto. Durante o encontro, foi atualizada a programação da visita do pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), a Santa Catarina, incluindo o roteiro que será cumprido no estado. “Santa Catarina tem papel estratégico no projeto nacional da direita. Estamos muito otimistas com a candidatura do Flávio, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para nos representar. A vinda dele ao estado será um momento importante de mobilização”, afirmou Guidi.

Deficiências ocultas

Imagem: Dreamstime

Os deputados estaduais aprovaram ontem o Projeto de Lei de autoria do deputado Jessé Lopes (PL), que reconhece oficialmente o Cordão de Girassol como instrumento de identificação de pessoas com deficiências ocultas em Santa Catarina. Utilizado internacionalmente, o cordão ajuda a identificar pessoas com deficiências não perceptíveis de imediato, como condições mentais, intelectuais ou sensoriais. Com a proposta, órgãos públicos e estabelecimentos privados deverão reconhecer o símbolo e garantir atendimento prioritário, conforme a legislação vigente. O texto também prevê campanhas educativas para ampliar o conhecimento da população sobre o tema.