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Foto Reprodução/CVJ

Com base na votação de ontem (2), o vereador Cleiton Profeta da Silva (PL) tem grande chance de ter seu mandato cassado dentro de 30 dias. A comissão processante já tem seus três membros escolhidos por sorteio, sendo um deles colega de bancada do agora denunciado por quebra de decoro parlamentar. O pedido de cassação partiu das executivas estadual e municipal do partido NOVO, já que um dos ofendidos foi o vereador Neto Petters, líder da bancada. Não votaram, por força do regimento interno, os membros da mesa e o denunciado, resultando em 14 votos favoráveis ao recebimento da denúncia, dois contrários e uma abstenção. A bancada do PL tem quatro vereadores, dois deles foram contra e Brandell Júnior se absteve. Como a votação decisiva de perda de mandato vai acontecer em plenário, provavelmente em início de abril, os números deverão se repetir

As acusações

Em longa justificativa, o requerimento do partido NOVO lembra episódios de agressões verbais e ofensas a diversos vereadores tanto no plenário como fora dele. O último envolveu Henrique Deckmann (MDB), o mais idoso da legislatura. Durante reunião na sala da presidência, ele relatou em Boletim de Ocorrência que foi empurrado contra a parede por seu colega do PL, chamando-o de “velho gagá”. Ontem, em plenário, Profeta disse que quando estava deixando a reunião foi impedido por Deckaman e que apenas o empurrou para poder sair, não se configurando agressão.

Um problema político

Profeta tem sido o vereador mais radical em críticas e denúncias contra a administração municipal. Após sua reeleição, ele subiu e seu comportamento em plenário acabou criando um problema para Jorginho Mello na tentativa de atrair o prefeito de Joinville ao seu projeto de reeleição. O diretório municipal aprovou um encaminhamento de expulsão, que só não seguiu em frente porque Adriano Silva aceitou em ser pré-candidato a vice de Jorginho.

Expulsão não acontecerá

Uma fonte do PL confirmou à coluna que a expulsão não acontecerá para impedir que ele seja candidato em outro partido e, com isso, apoiar um adversário do governador em outubro. No caso de perda de mandato, assumirá o primeiro suplente Cassiano Ucker, que foi considerado um dos melhores vereadores da legislatura passada.

Carreira meteórica

Muito ativo nas redes sociais antes de concorrer, Cleiton Profeta recebeu 994 votos na eleição de 2020, ficando na primeira suplência. O titular Maurício Peixer (PL) o nomeou como assessor parlamentar. Com a posse de Peixer na Assembleia Legislativa (era primeiro suplente), Profeta assumiu o mandato por dois anos, tempo suficiente para desenvolver um trabalho que lhe rendeu 3.225 votos na eleição de 2024. Durante o período que está na Câmara de vereadores, Profeta conquistou a antipatia de alguns vereadores por seu comportamento nada republicano.

Curtas

– Seu substituto, em caso de cassação, será o médico Cassiano Ucker (PL), que foi um parlamentar discreto, ponderado e admirado pelos colegas na legislatura passada.

– É difícil concordar com a cassação de um mandato que representa mais de três eleitores de Joinville.

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