MPRJ reabre investigação, e Carlos Bolsonaro vira pré-candidato ao Senado investigado por suspeita de rachadinha
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Com a decisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro, futuro par de Carol De Toni (PL) ao Senado nas eleições deste ano, passa a figurar, em Santa Catarina, como o único pré-candidato ao Senado oficialmente investigado por suspeita de prática de rachadinha. Segundo o próprio MPRJ, o suposto esquema teria movimentado quase R$ 2 milhões ao longo de cinco anos, por meio do recebimento de salários atribuídos a funcionários fantasmas.
À época, em setembro de 2024, o promotor Alexandre Murilo Graça, após concluir as investigações, entendeu que o conjunto probatório analisado nos autos não foi suficiente para colocar Carlos Bolsonaro no centro do comando do esquema de rachadinha em seu próprio gabinete. De acordo com o MPRJ, nas contas bancárias do vereador não foram encontradas movimentações que caracterizassem pagamentos ou recebimento de valores indevidos.
No entanto, já em 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga apontou falhas nas investigações e decidiu enviar o caso à Procuradoria-Geral de Justiça, que determinou a reabertura do procedimento investigativo. A alegação do magistrado é de que não foram realizadas todas as diligências consideradas essenciais para o esclarecimento completo dos fatos.
Com a investigação reaberta, a lista de investigados passa a incluir 26 pessoas, entre elas Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2001 e 2008. Relatórios de inteligência financeira já apontaram depósitos em dinheiro vivo que somam até R$ 340 mil na conta dela.
— As novas apurações concentram-se em saber quem pagou o plano de saúde de Carlos Bolsonaro durante nove anos. Outro ponto sob análise é a aquisição de um apartamento em Copacabana, em 2009. De acordo com os levantamentos anexados aos autos, o imóvel teria custado R$ 70 mil, valor que, segundo as apurações, estaria abaixo do praticado na região da Zona Sul do Rio de Janeiro à época.
— A Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça destacou ser pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos. A medida, segundo o órgão, visa aprofundar a apuração sobre a possível prática de rachadinha e formar juízo mais seguro sobre eventual oferecimento de denúncia ou novo arquivamento do caso.



