Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Jorginho não quer mais Ulisses Gabriel em seu governo – Imagem: Bruno Collaço / Agência AL

Ulisses Gabriel deve deixar o comando da Delegacia-Geral da Polícia Civil no próximo dia 1º. A saída, que normalmente deveria ocorrer apenas em abril, de acordo com a lei eleitoral, poderá ser antecipada em cerca de um mês por causa do forte desgaste político e institucional que o atinge, por conta do caso do Cão Orelha, que é apenas mais um entre as inúmeras atuações questionáveis de Ulisses à frente do cargo.

Deputados estaduais do PL já relatavam, nos últimos dias, que o governador Jorginho Mello (PL) teria sinalizado que Ulisses não permaneceria no cargo, informação divulgada pela coluna. Segundo os relatos, a orientação a Ulisses teria sido clara: ele poderia anunciar o que quisesse sobre a saída, mas não seguiria à frente da corporação. A eventual confirmação da exoneração do delegado-geral reforça a informação de que Jorginho está irritado por ter, segundo ele, sido induzido ao erro quando afirmou que as provas do caso eram “de embrulhar o estômago”.

Há tempos, Ulisses é alvo de críticas dentro e fora da própria Polícia Civil por sua atuação considerada excessivamente midiática. Delegados e agentes, reservadamente, apontam que a exposição constante em redes sociais e entrevistas vinha sendo utilizada como estratégia de visibilidade pública, com o objetivo de pavimentar uma pré-candidatura a deputado estadual. Esse movimento gerou desconforto interno, especialmente pela percepção de personalização de ações institucionais e pela politização de investigações de grande repercussão.

O episódio envolvendo o “Cão Orelha” aprofundou esse desgaste. A condução pública do caso foi marcada por declarações contundentes e forte exposição nas redes, o que acabou sendo questionado posteriormente, diante de inconsistências apontadas nos autos. O Ministério Público instaurou Procedimento Investigativo Criminal para apurar a postura de Ulisses, enquanto a delegada Mardjoli Valcareggi, titular da Delegacia de Proteção Animal de Florianópolis, não foi incluída na apuração.

É importante separar responsabilidades. A delegada Mardjoli tem trajetória reconhecida pelo Ministério Público, pelo Judiciário e por entidades de proteção animal, com atuação técnica consolidada na Grande Florianópolis. A própria Adepol publicou nota pública de apoio direcionada exclusivamente à delegada, gesto que foi interpretado como sinal claro de distinção entre a condução técnica da especializada e a exposição de Ulisses Gabriel.

O episódio também expôs falhas na comunicação do governo. A publicação, na conta oficial do governador, da expressão “de embrulhar o estômago”, ao mencionar supostas provas que depois não se confirmaram nos autos, ampliou o desgaste. A divulgação de um vídeo relacionado ao caso, com exposição de menor de idade e posteriormente classificado como “ilustrativo”, agravou ainda mais o cenário.

Nesse contexto, a antecipação da saída do delegado-geral é vista como tentativa de reduzir danos e reorganizar a imagem da instituição. A decisão ocorre num momento em que a Polícia Civil busca preservar sua credibilidade e evitar que interesses políticos contaminem o trabalho técnico das delegacias.

Substituta?

Coordenadora do Procon, delegada poderá assumir o comando da PC – Imagem: Divulgação

Nos bastidores, o nome do delegado Marcelo Nogueira, considerado braço direito de Ulisses Gabriel, chegou a ser sondado para assumir o comando da Polícia Civil, o que manteria a influência do atual delegado-geral. A possibilidade, no entanto, perdeu força. Ganha espaço a delegada Michele Alves, atual diretora do Procon, cujo perfil é visto como alternativa para uma transição com menor carga política. Se confirmada, a troca no comando da Delegacia-Geral não será apenas administrativa. Representa, sobretudo, o desfecho de um ciclo marcado por forte exposição pública, tensão interna e críticas crescentes sobre o uso político de um cargo estratégico na estrutura da segurança pública catarinense.

Confronto

Ontem, o delegado-geral Ulisses Gabriel anunciou nas redes sociais que está saindo do cargo para ser pré-candidato a deputado estadual. Mencionou que precisa sair seis meses antes, de acordo com a lei eleitoral. Porém, para estar de acordo com a lei, a exoneração tem que ocorrer somente em abril, não antecipadamente, como quer o governador Jorginho Mello (PL), por não o querer mais no comando da Polícia Civil. Chamou a atenção o fato de ele ter se anunciado pré-candidato pelo PL.

Reações

Júlia e Guilherme em agenda em um clube de tiro no Sul – Imagem: Divulgação

Ontem mesmo, a deputada federal Júlia Zanatta (PL) anunciou que seu esposo, Guilherme Colombo, deixou o cargo no BRDE por ser pré-candidato a deputado estadual pelo PL. Além dele, há a pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Jessé Lopes. Resta saber quem vencerá a queda de braço: Júlia e Jessé ou Ulisses Gabriel, caso consiga, realmente, ser candidato pelos liberais.

Amin sobre o Senado

Senador reafirmou que será candidato ao Senado – Imagem: Divulgação

O senador Esperidião Amin (Progressistas), sobre a nota de ontem da coluna, me disse que não se meterá no que acontece no âmbito do PL. Afirmou que é pré-candidato ao Senado e que irá para a disputa da forma que for possível no dia da convenção. “A minha pré-candidatura só depende da minha federação. Não tem nenhuma condicionante de outro partido”, afirmou. Quanto à polêmica sobre a importação de um vereador do Rio de Janeiro para ser candidato ao Senado, no caso de Carlos Bolsonaro (PL), Amin respondeu: “Não faço comentário sobre a escolha de outro partido. Mas eu penso. Porém, exerço o poder policialesco sobre a minha língua. É pior que a Gestapo”, destacou.

Desconfortável

Não é preciso muito esforço para entender a fala do senador Esperidião Amin (Progressistas). Ele jamais falará algo contra a família Bolsonaro, mas é claro que uma liderança com o currículo que ele ostenta não se sente confortável em perder espaço para alguém que não tem qualquer ligação com o estado. Amin vai aguardar. Mesmo assim, declara que votará no seu colega Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

Cenário em SC

Questionado sobre o cenário eleitoral em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin (Progressistas) me disse que o estado passará por uma polarização com as candidaturas do governador Jorginho Mello (PL) e do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). “O estado vai passar por uma fase que nunca passou, porque os dois candidatos têm perfil muito nítido, vinculado à oposição ao Governo Federal. Agora, como vai transcorrer a eleição, os fatos dirão”, afirmou.

Preocupação no Podemos

O grupo do ex-vereador de Itajaí, Osmar Teixeira, ficou preocupado com a informação divulgada pela coluna sobre a possível ida do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), para o Podemos. Segundo fontes, as conversas seriam para que Topázio presida o partido no estado. Uma fonte ligada a Teixeira me disse que o grupo não é contra a filiação do prefeito, por entender que ele agregará força ao Podemos, porém quer compreender o que implicará essa liderança. A preocupação é que todos tenham o mesmo tratamento, já que Topázio é muito ligado a Fábio Botelho, que, a exemplo de Teixeira, é pré-candidato a deputado estadual.

Missão

Deputado Fabiano da Luz viajou à Índia em missão oficial – Imagem: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

O deputado estadual Fabiano da Luz (PT) participa da missão oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Índia. Segundo o parlamentar, empresários catarinenses assinam, hoje, uma parceria para transferência de tecnologia de três moléculas para tratamento oncológico para o Brasil e a implantação de fábrica no país. O investimento total é estimado em R$ 9,2 bilhões. “É um investimento muito importante para o Brasil e para Santa Catarina também. Não só vai gerar empregos diretos aqui, como ajudar milhares de pessoas que dependem do SUS”, destaca Fabiano.

MDB busca um caminho

Emedebistas se reuniram em Concórdia e Chapecó – Imagem: Fábio Lima

Ontem, os emedebistas se reuniram em Chapecó e Concórdia. Mais uma vez, a militância votou se deseja que o partido tenha candidatura própria ou componha como vice de João Rodrigues (PSD), Gelson Merisio (Solidariedade) ou até mesmo siga com o governador Jorginho Mello (PL), ainda que sem espaço na majoritária. As duas votações apontaram para a candidatura própria. No primeiro encontro, em Guaraciaba, a maioria optou pelo apoio a Rodrigues. O partido ouvirá todas as regiões.

CPI do Esgoto

Ontem, o vereador de Blumenau Diego Nasato (Novo) apresentou o relatório paralelo sobre a CPI do Esgoto. Além de, a exemplo do relatório do relator da comissão, Egídio Beckhauser (Republicanos), implicar o ex-prefeito João Paulo Kleinubing, também incluiu o ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) e o ex-presidente do Samae, André Espezim. Segundo o relatório, propositalmente não reduziram a tarifa, contrariando determinação da AGIR, gerando prejuízo ao município e à coletividade. Nasato também responsabilizou Espezim pela prática de coleta de esgoto com caminhão limpa-fossa. O que chamou a atenção de algumas lideranças locais é que o vereador não citou o prefeito Egídio Ferrari (PL), responsável por assinar o quinto aditivo.

Provocou

Após saber do relatório final, o deputado estadual Ivan Naatz (PL) enviou a seguinte nota para a coluna: “Reafirmo que o governador Jorginho precisa ficar de olhos abertos nas contas da Defesa Civil porque as raposas estão vivendo com as galinhas. Quem tem a barda de fazer rolo não perde quando está perto do dinheiro público. O histórico de Blumenau mostra quem é Mário Hildebrandt e ‘seu sócio André Espezim’. Eu tô avisando”, alertou.