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Divulgação

Chapecó está entre as dez cidades brasileiras selecionadas para participar de uma pesquisa nacional sobre demência, desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do Proadi-SUS. O estudo integra o Projeto Relatório Nacional sobre Demência no SUS (ReNaDe) e é coordenado pela professora doutora Cleusa Pinheiro Ferri. Nesta semana, o município recebeu pesquisadores para dar continuidade às atividades do levantamento.

O psicogeriatra Lucas Martins Teixeira, integrante da equipe, explicou que duas cidades foram escolhidas por região do país e que o município catarinense participa do projeto ESCADA, que busca adaptar ao contexto brasileiro um protocolo britânico voltado à saúde mental, qualidade de vida e suporte a familiares cuidadores de pessoas com demência. Segundo ele, uma primeira etapa foi realizada em 2025, com capacitação de agentes comunitários de saúde e coleta de dados junto a cuidadores, e agora ocorre uma nova fase de treinamentos e avaliações comparativas. A previsão é que o estudo seja concluído até 2027 e, caso validado, o protocolo poderá ser expandido para todo o território nacional.

A pesquisa tem como objetivo reduzir o impacto da demência no Brasil por meio da prevenção, identificação precoce e aprimoramento do cuidado às pessoas diagnosticadas e seus familiares, utilizando a estrutura do Sistema Único de Saúde. O município foi indicado pela Comissão Intergestores Bipartite de Santa Catarina para representar o estado na iniciativa. O projeto também busca avaliar a viabilidade de agentes comunitários de saúde atuarem como facilitadores do programa, oferecendo acompanhamento domiciliar e apoio direcionado aos cuidadores.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que a população brasileira com mais de 65 anos cresceu 57% entre 2010 e 2022, cenário que amplia os desafios no enfrentamento da demência, condição que atualmente atinge cerca de 1,85 milhão de brasileiros e pode triplicar até 2050. O secretário municipal de Saúde, João Lenz, ressaltou a relevância da participação do município no estudo. “Estamos melhorando processos e a pesquisa vai nos auxiliar com novos conhecimentos para qualificar ainda mais o atendimento ao cidadão”, afirmou.