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Imagem: Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou manifestação solicitando novas diligências no caso envolvendo os cães da Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi apresentado na segunda-feira (9) pelas 10ª e 2ª Promotorias de Justiça da Capital após análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados. O objetivo é complementar as investigações e reunir novos elementos para o andamento dos procedimentos.

A 2ª Promotoria de Justiça, com atuação na área criminal, solicitou esclarecimentos adicionais para apurar possível ocorrência de coação no curso do processo relacionado à morte do cão Orelha, incluindo a realização de novos depoimentos. O órgão também ressaltou que o caso permanece em fase investigatória, sem denúncia formal, e manifestou-se pelo restabelecimento do sigilo processual em razão do envolvimento indireto de adolescentes em procedimentos relacionados.

Já a 10ª Promotoria de Justiça, da área da Infância e Juventude, requisitou aprofundamento das apurações referentes a quatro boletins de ocorrência, incluindo a juntada de vídeos relacionados a atos infracionais e registros envolvendo os animais. Em relação à morte do cão Orelha, foi solicitada, se houver viabilidade técnica, a exumação do corpo para realização de perícia direta.

O MPSC estabeleceu prazo de 20 dias para o cumprimento das diligências requisitadas a partir do recebimento dos autos. Após a inclusão das novas informações, o material será reavaliado pelas Promotorias responsáveis, que decidirão sobre eventuais medidas judiciais.