Janeiro Seco
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Ano começando, novas metas e muitas oportunidades de ser mais saudável.
Termina ano e começa ano, e a medicina do estilo de vida continua sendo a melhor forma de nos aproximar dessa atmosfera saudável. Um dos pilares da MEV, é o consumo restrito de substâncias de risco como etilismo e tabagismo.
As celebrações de final de ano são, em geral, banhadas a Champagne e outras bebidas alcoólicas. Seria tão simples se todo o álcool ingerido no dia 31 ficasse no ano velho e permitisse iniciar o próximo ano zerado, não é mesmo? Infelizmente não é tão mágico, os efeitos do álcool permanecem mesmo com a virada do ano.
Por isso, o primeiro mês do ano é um excelente momento para encarar o desafio de ficar 31 dias sem beber, mesmo que seja de forma temporária.
Janeiro Seco é um movimento que incentiva as pessoas a se absterem de bebidas alcoólicas durante o mês de janeiro. Esse movimento surgiu em 2013 no Reino Unido e se espalhou pelo mundo. Com o objetivo de promover a conscientização sobre os efeitos do álcool na saúde e encorajar hábitos mais saudáveis.
Embora seja um curto período, a pausa é capaz de gerar benefícios imediatos à saúde do indivíduo, melhorando a qualidade do sono e da pele, sentindo mais energia e otimizando o humor após alguns dias zero álcool. A médio e longo prazo, auxilia na perda de peso, reduz a pressão arterial e melhora a função hepática. Além de gerar o anseio de manter esse estilo de vida saudável o ano inteiro.
E não menos importante, o encadeamento de hábitos. Um hábito saudável sempre nos aproxima de outros hábitos saudáveis que nos torna indivíduos saudáveis.
Dados recentes sobre o consumo de álcool na população brasileira foram divulgados pela OMS, e MS. Apesar da diminuição do consumo de álcool a nível nacional, continental e mundial, o consumo de álcool em litros per capita no Brasil ainda é alto quando comparado a ao consumo mundial.
Até 2019 houve queda expressiva nas internações e óbitos atribuíveis ao consumo de álcool. O ano de 2020 marcou o mundo e trouxe incontáveis consequências, durante e após a Pandemia do Coronavirus essa curva voltou a crescer.
Sendo as principais causas de mortes atribuíveis ao álcool as seguintes: doenças alcoólicas do figado, incluindo a principal delas que é a cirrose hepática; transtornos atribuíveis ao uso – como intoxicação aguda, e acidentes de trânsito – o qual ainda é um grande desafio de saúde pública, mesmo após a lei seca (a qual foi responsável por diminuir expressivamente essa porcentagem)
Junto a tendência global do Janeiro Seco, as pessoas vêm buscando beber menos álcool o ano inteiro, e apesar de ser cada vez mais comum essas pausas programadas na ingesta alcoólica, é de suma responsabilidade ressaltar que cessar o hábito etílico é muito desafiador.
E como saber se está na hora de reduzir o seu consumo de álcool em 2026?
É válido iniciar com uma autoavaliação… observe em quais dos seus momentos a bebida está presente. Quantas vezes ela virou um reflexo do que você acredita que deveria estar fazendo?
Quantas vezes você se encontrou bebendo mesmo sem saborear ou se pegou tentando aliviar a tensão social?
Pense, talvez todos precisamos pegar mais leve nesse momento.
Um ótimo ano a todos.
Maria Tereza Daniel Justo
Médica Clínica
Pós-graduada em Medicina do Trabalho
CRM SC 31.399



