Os desafios do Novo com Jorginho; Carol mesmo no Novo fecha a chapa do PL; Kassab ratifica o projeto de João Rodrigues – E outros destaques
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!
Caros amigos e amigas que me acompanham, hoje volto com a minha coluna. Alguns dias após o programado, mas, enfim, estou aqui para, como sempre, tentar entregar o melhor para vocês. Quem pode julgar se é o melhor ou não são vocês. Mas saibam que buscamos, aqui no SCemPauta, entregar o nosso melhor. Um trabalho sério, sincero, que busca bem informar.
Peço paciência neste retorno, ao mesmo tempo em que agradeço por terem entendido o momento que minha família passou e está passando. Agradeço todas as palavras de apoio, as orações, os gestos de carinho que nos emocionam. Vocês não têm ideia do quanto isso foi importante. E o que me chamou a atenção é que, até mesmo lideranças, pessoas que já foram alvo de crítica, entraram em contato mostrando uma empatia incrível. Esses gestos mostram que essas pessoas entendem que não se mistura o pessoal com o profissional. Que uma coisa é o jornalista que exerce o seu trabalho e outra é a pessoa, o ser humano. Portanto, a todas as pessoas que, de alguma forma, entraram em contato — leitores, colegas e lideranças —, o meu muito obrigado.
Também agradeço à nossa equipe que seguiu realizando o trabalho, mostrando que o nosso veículo é formado por um conjunto de grandes profissionais. Agradeço à Adriane Werlang, grande jornalista e psicóloga, que assumiu a minha coluna e realizou um grande trabalho. Enfim, obrigado! E que Deus nos faça fortes!
O cenário

A grande verdade no cenário eleitoral aqui no estado é que ninguém está garantido na chapa do governador Jorginho Mello (PL) para a eleição. Essa é uma verdade incômoda para quem deseja uma vaga de vice. O líder dos liberais vai trocar quantas vezes for necessário até formar a composição que entender como a melhor para a sua busca por mais um mandato, o que é legítimo, desde que não quebre a palavra. Quem quiser seguir acreditando terá um entre dois possíveis destinos: conseguir a vaga ou ser humilhado em praça pública, assim como foi o MDB.
Agora é a vez do Novo. O prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), rasgou o discurso e, atropelando o próprio partido, impôs que, internamente, fosse aceita a sua candidatura de vice; caso contrário, não seria nada. Pegou no contrapé até mesmo o presidente nacional, Eduardo Ribeiro, crítico declarado do governador, que se vê constrangido e tendo que escolher entre rasgar o discurso ou não estar no palanque estadual. O que não está sendo dito abertamente é que, se Jorginho se reeleger, Adriano somente assumirá no último ano para se tornar o candidato da situação, caso se filie ao PL; caso contrário, será defenestrado por um nome da confiança de Jorginho.
O que também não está sendo dito é que a vice-prefeita, Rejane Gambin (Novo), apenas cumprirá o mandato de Adriano, pois o candidato do governador para a Prefeitura de Joinville, em 2028, é o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, que teve acesso a informações sobre as conversas do prefeito com o PSD e, habilidosamente, se aproximou e construiu a proposta para que Silva fosse o vice na chapa de Jorginho.
Mais um dado de Joinville. Pesquisas internas de partidos próximos ao projeto do governador mostram que a escolha de Adriano para a chapa não agradou a todos. O eleitor no município está dividido em relação à eventual renúncia de Silva para compor a chapa, já que ele se reelegeu prometendo concluir o segundo mandato. Os dados acenderam a luz amarela em relação a uma liderança que faz um bom mandato, mas que é desconhecida da maioria do eleitorado fora de seu recinto.
Fechou a chapa?
O governador Jorginho Mello (PL) fechou, neste momento, a chapa majoritária. São duas do Partido Liberal, a dele e a de Carlos Bolsonaro, além das duas do Novo, Adriano Silva e Carol de Toni. Onde terá uma vaga para a Federação União Progressista? Ou a pergunta certa é: quem será defenestrado para uma possível entrada da federação?
Não pegou bem
O que não pegou bem em relação ao prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), é a falta de coerência em relação a alguns assuntos. Primeiro, sobre não disputar a eleição, embora seja um direito dele. Segundo, a postura em relação ao ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL). Em setembro do ano passado, afirmou que a vinda do filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma agressão ao estado. “Eu não o conheço pessoalmente, mas essa crítica eu faria a qualquer outro que quisesse se mudar para um estado meramente por uma questão de oportunidade de voto”, afirmou. E agora muda de opinião. Isso é muito ruim perante o eleitor.
Sem espaço

Salva pela sinceridade do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto — conforme relatado pela colunista Adriane Werlang, que estava como interina desta coluna até a sexta-feira passada —, a deputada federal Carol de Toni se filiará ao Partido Novo. A decisão bagunça o cenário e fere o plano do governador Jorginho Mello (PL), que queria mantê-la no PL para impedir a sua candidatura ao Senado. Com a ida para o Novo, Carol atrapalha o acordo firmado entre o governador e o senador Esperidião Amin (Progressistas), que não a queria na disputa. E mais: deixa Jorginho sem espaço para Amin.
Favorita
A deputada federal Carol de Toni (PL) chegou a pedir a carta de liberação ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, mas não levou. Ela aguardará o dia 5 de março para a troca de partido e já tem a garantia da vaga dada pelo presidente nacional, Eduardo Ribeiro. A parlamentar é a favorita a ficar com uma das vagas no Senado, situação que pode atrapalhar Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (Progressistas).
Enxotado
Não foi por falta de aviso. Os emedebistas sabiam dos riscos e, mesmo assim, de forma pragmática, sobretudo em troca de indicação de espaços no governo, entregaram um partido que não consegue mais enxergar a sua grandeza histórica. Ficaram pelo caminho, abandonados à própria sorte. O governador Jorginho Mello (PL) voltou a procurar o MDB. Quer um apoio em branco, com a promessa de uma futura presidência da Alesc e de cargos em um eventual segundo mandato. Acontece que os emedebistas tiveram uma boa aproximação com o PSD e o projeto do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, além de terem decidido, por meio da executiva e ratificado pela bancada estadual, por 4 a 2, desembarcar do governo.
Ratificado

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, recebeu, na terça-feira da semana passada, em seu apartamento em São Paulo, lideranças de seu partido aqui no estado. Jantaram com ele o presidente de honra Jorge Bornhausen, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, o ex-governador Raimundo Colombo, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, o presidente estadual Eron Giordani e Everson Mendes, chefe de gabinete do deputado federal Ismael dos Santos. No cardápio, a ratificação do projeto de ter Rodrigues disputando o Governo do Estado. “Isso é irreversível”, afirmou uma fonte ligada ao partido.
Cenário nacional
O cenário nacional também entrou no cardápio. Possíveis alianças e a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), à Presidência da República. Em se tratando de Ratinho, ele deverá estar em um evento que o partido realizará em abril, em Joinville. No dia seguinte, os pessedistas reuniram a sua executiva estadual. Apenas o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, não esteve presente, por causa de uma agenda em Brasília. Durante a reunião, o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), recebeu carta branca para discutir a composição da chapa.
Desagradou

Durante um almoço com integrantes da Federação União Progressista, na semana passada, na Casa d’Agronômica, o governador Jorginho Mello (PL) disse que o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), estaria repensando a sua candidatura a deputado federal. A informação chegou aos ouvidos de Garcia, que não escondeu a irritação com a fala de Jorginho. Segundo uma fonte próxima a ele, o projeto visando uma cadeira na Câmara dos Deputados está confirmado, sem chance de recuo.
Investigação
O Ministério Público instaurou um procedimento, em caráter sigiloso, para apurar possíveis irregularidades na edição de 2025 do Prêmio Elisabete Anderle, um dos principais mecanismos de fomento à cultura no Estado. A investigação está sob responsabilidade da 7ª Promotoria de Justiça e, por enquanto, os detalhes do objeto apurado não foram divulgados oficialmente, em razão do sigilo que envolve o procedimento. Além da nova apuração, também há um inquérito civil que investiga possíveis irregularidades na edição de 2023 do mesmo prêmio, promovido pela Fundação Catarinense de Cultura. O foco da investigação, que segue em andamento e teve o prazo prorrogado por mais um ano, em junho de 2025, está nas atividades executadas pela Comissão Autônoma de Seleção (CAS) durante a avaliação dos projetos culturais inscritos.
Maior transparência
O inquérito também analisa o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas, que exigiu maior transparência na publicação dos atos do Programa de Incentivo à Cultura. Em decisão de abril do ano passado, a Corte de Contas arquivou o processo após a FCC implantar um painel de transparência dos projetos culturais. Apesar disso, o TCE fez recomendações para o aprimoramento do sistema, especialmente quanto à estruturação dos dados apresentados pelos proponentes, de forma a permitir o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação para garantir transparência em tempo real, evitando a inserção manual de informações no sistema da fundação. Antes dessa decisão, o TCE chegou a suspender a execução do PIC em 2024, por meio de medida cautelar, em razão do descumprimento de determinações que exigiam maior transparência nos atos administrativos da FCC.
Veja mais postagens desse autor

