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Carlos Chiodini / Imagem: Divulgação

Carlos Chiodini tem toda a razão em ter ficado ofendido com a escolha do governador em optar por Adriano Silva (NOVO) como vice em sua reeleição. Afinal, ele sonhava em ser o escolhido. O MDB (ou Chiodini) era a terceira alternativa de Jorginho Mello. A prioridade sempre foi a de ter Júlio Garcia (PSD) como vice e, com isso, liquidar a eleição no primeiro turno com a compulsória eliminação de seu maior adversário, o prefeito de Chapecó João Rodrigues. Um gesto do presidente da Assembleia Legislativa teria pesado na escolha do projeto Adriano Silva. 

Primeira pergunta

Quando Jorginho Mello foi informado da reunião da cúpula do PSD com Adriano Silva na residência de seu pai na primeira quinzena de janeiro, a primeira pergunta que fez foi “Júlio estava lá?”, revelou uma fonte do PL à coluna. Havia conversas adiantadas com uma ala do PSD para que Júlio Garcia fosse o vice. O Plano era só anunciar em abril, caso fosse consolidado. Venceu a corrente do PSD anti-Jorginho, entre eles o ex-senador Jorge Bornhausen, que também esteve na reunião em Joinville e avalizou a oferta da cúpula do PSD em apoiar Adriano Silva como candidato a governador no lugar de João Rodrigues.  

O MDB é direita?

Em Joinville, os vereadores do MDB integram à bancada do governo do partido NOVO. Na Assembleia Legislativa também. O partido ocupa três importantes secretarias no governo do PL em Santa Catarina e três ministérios no governo do PT de Lula. Não importa a ideologia, o MDB é governista. Pode ser classificado de “direita” um partido que apoia no parlamento o governo Lula e integra seu governo? Em resumo: o MDB ocupa cargos em Joinville, no Estado e na União. Por isso, talvez, não tenha uma liderança que seja competitiva para concorrer a governador. Se o regime brasileiro fosse o parlamentarista, certamente o MDB elegeria o primeiro-ministro.

O futuro do MDB

Em 2024, Fernando Krelling (MDB) era o candidato natural para concorrer a prefeito. Diante do favoritismo de Adriano Silva, ele decidiu se preservar para sua reeleição dois anos depois. O advogado e professor Luiz Cláudio Gubert foi o candidato e conseguiu apenas 4.285, 55 votos a mais do que a primeira suplente de vereador do PT. Além de estudar uma aliança com o PSD de João Rodrigues e liberar seus filiados, o MDB teria a opção de lançar um candidato a governador, provavelmente Carlos Chiodini, seguindo a fórmula de Joinville em 2024. 

E os cargos?

Não há um levantamento oficial, mas alguns (ou a maioria) deputados estaduais contam com indicados na administração estadual. Se mudarem de posição com relação ao governador, nada mais natural que eles sejam demitidos, principalmente se o partido optar em apoiar o principal adversário de Jorginho Mello.

O futuro de Chiodini em 2026

Com base na região de Jaraguá do Sul, Chiodini foi reeleito deputado federal em 2022. No meio do mandato, decidiu deixar Jaraguá do Sul como domicílio eleitoral para ser candidato a prefeito de Itajaí (2024), quando ficou em último lugar com 44.648 votos a menos do que o eleito Robson Coelho (PL). Em seguida, aceitou ser secretário da agricultura de Jorginho Mello (PL). Sem nenhuma chance de ser eleito senador e muito menos governador, qual será o destino de Chiodini em outubro? Concorrer à reeleição está descartado. Afinal, já transferiu seus principais apoiadores em Jaraguá do Sul para outros candidatos a deputado federal do MDB, entre eles o joinvilense Rodrigo Coelho.

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