Faça parte do grupo do SCemPauta no WhatsApp. Não será aberto aos debates; será apenas para o envio das informações que divulgamos. Clique no link para acessar! Qualquer problema, favor entrar em contato via WhatsApp: 49985048148

Bolsonaro coloca Júlia e De Toni numa eventual chapa ao Senado – Imagem: Arquivo

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) concedeu uma entrevista ao colunista social Léo Dias. Não é possível saber se foi de forma intencional ou não, mas Bolsonaro praticamente fechou a chapa do PL de Santa Catarina ao Senado para a próxima eleição. A formação inclui as deputadas federais Caroline de Toni (PL) e Júlia Zanatta (PL).

É importante destacar que Júlia e Caroline desejam essa disputa há muito tempo. Ambas entendem que podem fazer parte do projeto bolsonarista de povoar o Senado com pautas da extrema-direita e não abrirão mão das vagas. Isso gera um grande problema para o governador Jorginho Mello (PL), pois ele perderá um espaço estratégico de negociação com outros partidos.

Além da fala de Bolsonaro, o caso “Júlia versus Fernando Krelling (MDB)” evidenciou que o governador não tem força para enfrentar duas lideranças ligadas ao ex-presidente, que demonstram grande respaldo junto ao eleitorado bolsonarista.

Esse cenário só mudará caso uma delas abra mão da disputa ao Senado para permitir que o governador tenha espaço para o MDB ou outro partido. A questão é: Júlia e Caroline estariam dispostas a se sacrificar para atender a uma necessidade pragmática do governador? Qual seria o critério? Qual das duas seria considerada a mais frágil a ponto de ter que abrir mão para a outra disputar? Jorginho tem um cenário complexo pela frente, agravado por mais um fator: o bolsonarismo rechaça o MDB, e a presença dos emedebistas na chapa não é bem vista pelos deputados do PL.

Com isso tudo, pode ser que reste apenas uma vaga na chapa do governador Jorginho Mello (PL): a de vice. Neste caso, o MDB tem três nomes que se colocam como prioritários na disputa: os deputados Carlos Chiodini, Valdir Cobalchini e Mauro De Nadal. A princípio, De Nadal deve priorizar a busca pela reeleição à Assembleia Legislativa. O deputado estadual Antídio Lunelli também é uma figura forte dentro do MDB, mas a questão é: darão espaço para ele?

Entendeu o jogo

Na mesma entrevista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não citou o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), para o Senado, como já havia feito anteriormente. Bolsonaro já sabe que Rodrigues, mesmo sendo seu amigo de longa data, não está disposto a aceitar um pedido para se unir ao projeto do governador Jorginho Mello (PL). Ciente dos motivos, Bolsonaro respeitará a decisão do pessedista.

Reflexo no Progressistas

Amin está de olho no cenário – Imagem: Divulgação

Quem pode sofrer os reflexos dessa possível chapa liberal ao Senado, formada por Júlia Zanatta e Caroline de Toni, é o senador Esperidião Amin (Progressistas). Sem espaço garantido, Amin teria que construir uma candidatura ao governo do Estado, se juntar ao projeto de João Rodrigues (PSD) para disputar uma vaga ao Senado ou aceitar concorrer a deputado federal para ser um puxador de votos do Progressistas. Ele terá que fazer cálculos estratégicos.

Luiz Henrique

Luiz Henrique: um dos maiores nomes da política de SC – Imagem: Senado

Questionei um deputado do MDB, caso Luiz Henrique da Silveira estivesse vivo, o partido estaria ao lado do governador Jorginho Mello (PL)? O parlamentar hesitou antes de responder e, por fim, devolveu a pergunta: “Se o Luiz Henrique fosse vivo, o Jorginho seria governador?”

Convite

O deputado estadual Mauro De Nadal (MDB) foi mais uma vez convidado pelo governador Jorginho Mello (PL) para assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Conforme divulguei em primeira mão no mês passado, Jorginho já havia feito o mesmo convite a De Nadal. O parlamentar elencou uma série de dificuldades que poderiam impedi-lo de aceitar a função, porém, ontem me disse que está considerando o convite, deixando em aberto a possibilidade.

2026

Ao contrário do que me afirmou uma fonte ligada ao Governo do Estado, de que os deputados do MDB teriam dito ao governador Jorginho Mello (PL), durante um jantar na Casa D’Agronômica na noite de segunda-feira (24), que trabalharão para estarem juntos em 2026, a verdade é que essa declaração partiu do próprio governador. Quem me confidenciou essa informação foi um deputado emedebista, destacando que tal afirmação não saiu do MDB.

Mal-estar na OAB

Alguns dirigentes da OAB em Santa Catarina estão incomodados com a presença do procurador-geral do Estado, Márcio Vicari, em algumas solenidades de posse. Isso inclui tanto a posse dos conselheiros, que já ocorreu, quanto a das presidências das subseções. A reclamação é que, enquanto as contas da gestão de Paulo Borba, da qual Vicari foi vice-presidente e comandou a Escola da Advocacia, não forem aprovadas, o procurador será visto como um problema para a Ordem. Mesmo após várias gestões, as contas de Borba e Vicari ainda não foram validadas pelo Conselho Federal da OAB.

Os problemas

Ao final da gestão de Paulo Borba e Márcio Vicari, o presidente seguinte, Tullo Cavalazzi, determinou uma auditoria interna sobre a administração que o antecedeu. Declarações de funcionários da entidade apontam que documentos contábeis, computadores e outros instrumentos de controle podem ter sido queimados em uma churrasqueira na sede da OAB. Segundo os autos do processo 5020895-51.2015.4.04.7200, da Quarta Vara Federal de Florianópolis, cerca de R$ 7 milhões teriam desaparecido das contas da OAB, coincidindo com o período da gestão Borba e Vicari. O processo segue em andamento na Justiça Federal. Procurei Márcio Vicari, mas ele não respondeu ao questionamento. A coluna segue em busca do contato de Paulo Borba.

Pronampe

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) já iniciou a operação Pronampe 2025. O programa beneficiará empresas por meio de convênios entre o BRDE e as cooperativas de crédito atuantes em Santa Catarina, oferecendo crédito subsidiado às micro e pequenas empresas do Estado. A iniciativa é do Governo do Estado. As condições financeiras incluem carência de seis meses e amortização em 24 meses. “Os juros serão parcialmente subsidiados pelo Governo do Estado, com a taxa final equivalente à Selic para a empresa”, explicou o governador Jorginho Mello (PL). Segundo ele, a equalização dos juros será feita por meio dos recursos disponíveis no “Fundo Impulsiona Sul”.

Segurança em Chapecó

Ontem, a Câmara de Vereadores de Chapecó recebeu o promotor de Justiça Simão Baran Júnior, o presidente do Conselho de Segurança Márcio Bueno e o secretário de Segurança Pública Clóvis Leuze. Eles apresentaram uma análise dos índices de segurança no município. Os dados mostram que houve uma redução de 72% na taxa de roubos entre 2017 e o ano passado. O número de prisões em flagrante também caiu, passando de 629 em 2021 para 528 no último ano. Sobre a motivação dos homicídios, 41% ocorreram por motivo banal ou fútil.

Base da PM

Em São José, a Câmara de Vereadores, com apoio da CDL e da AEMFLO, está se mobilizando para evitar a retirada da base da Polícia Militar do bairro Campinas. O presidente das entidades, Gilberto Rech, e o executivo, Gilson Zimmermann, reuniram-se com o comandante do 7º Batalhão, tenente-coronel Carlsbad Von Knoblauch, para discutir uma solução. Ainda não há uma resposta definitiva.

Fim da greve

Um acordo firmado ontem no Tribunal de Justiça entre a Prefeitura de Florianópolis e integrantes do Sintrasem pôs fim à greve dos servidores. O sindicato terá que pagar uma multa de R$ 700 mil devido à greve, considerada ilegal. O valor será revertido ao fundo de previdência dos servidores do município. Além disso, ficou acordado que a Prefeitura solicitará à Câmara de Vereadores que a votação do projeto de reforma da previdência ocorra após o dia 7 de abril.