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Entre as propostas defendidas por parlamentar estão a criação de parque-esponja e plano estadual de resiliência climática – Foto: Divulgação

Com a previsão de um Super El Niño em 2026 e risco de chuvas intensas no Sul do país, o deputado estadual Mário Motta (PSD) apresentou um pacote de iniciativas voltadas à prevenção de enchentes e à adaptação climática em Santa Catarina. As propostas incluem projetos de lei, ações de monitoramento climático e obras urbanas para reduzir os impactos de alagamentos.

Entre as medidas anunciadas está o chamado Projeto Tom Jobim, que terá início em Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí. O município foi escolhido como cidade-piloto para testar soluções de resiliência climática, entre elas a implantação de um parque-esponja, estrutura urbana planejada para absorver grandes volumes de água da chuva e diminuir o escoamento superficial em áreas suscetíveis a enchentes.

Segundo o parlamentar, a proposta é transformar a cidade em um modelo de adaptação climática que possa ser replicado em outras regiões do estado afetadas por alagamentos recorrentes. A escolha de Trombudo Central leva em conta os danos provocados pelas enchentes de novembro de 2023, quando o Rio Trombudo atingiu quase 10 metros e causou destruição em diferentes áreas do município.

Além do projeto-piloto, será realizada uma audiência pública com o tema “Santa Catarina está preparada para o Super El Niño?”. O encontro deve reunir representantes da Defesa Civil, prefeitos, especialistas e moradores da região para discutir estratégias de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.

O conjunto de propostas também prevê a criação do Plano Catarinense de Resiliência Climática Urbana, com diretrizes para prevenção de desastres e adaptação das cidades às mudanças climáticas. Outra medida sugerida é a instalação de um gabinete preventivo de monitoramento climático, integrado entre governo estadual, municípios e órgãos técnicos.

O pacote inclui ainda a criação de um Painel Catarinense de Vulnerabilidade Climática, ferramenta que deverá reunir dados e mapas de risco para orientar decisões de prevenção, além da defesa de soluções como ampliação de parques-esponja e arborização urbana estratégica.