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A transformação conceitual, que defini pela primeira vez em minha coluna como um processo de imersão e interação cultural, promete recolocar a Festa Nacional do Pinhão no cenário nacional. O Pavilhão Sabores da Serra, a pista de gelo e o retorno dos bailões e do parque de diversões são os principais destaques desta edição.

A reformulação busca interromper um ciclo de declínio percebido ao longo dos últimos anos. Sai a lógica da obrigação de fazer e da inércia para dar lugar a uma trajetória de reposicionamento e crescimento gradual.

No modelo anterior, a média de público era de 37 mil pessoas em 2010. Em 2024, caiu para 25 mil; uma redução de cerca de 32%. Mantida a lógica dos últimos anos, a tendência era de progressiva perda de alcance, com risco de regionalização do evento.

Outro diferencial está na divulgação. O que antes se restringia aos veículos tradicionais de comunicação agora ganha amplificação pelas redes sociais, justamente onde está concentrada a audiência do público que frequenta a festa.

Somados esses elementos, a expectativa para a 36ª edição é de público recorde no Parque Conta Dinheiro, que, vale destacar, também será aberto ao público durante o dia.

Com mais atrações, cresce a expectativa de maior circulação de recursos dentro do parque, em seus arredores e em setores como supermercados, hotéis e comércio local. Do outro lado da cidade, a estrutura montada para os grandes shows regionais no Recanto do Pinhão e a realização da Sapecada da Canção Nativa também devem impulsionar a economia no Centro de Lages.

Ao passarem pelos portões, lageanos e turistas perceberão uma mudança que vai além de um festival de música com shows nacionais. A cultura serrana, por anos empurrada para cantos do Parque Conta Dinheiro, volta a ocupar posição central na experiência do evento, expandindo-se também para a região central da cidade.

Esse é o cenário que se desenha a partir do novo modelo. O resultado prático dessa reformulação será o verdadeiro teste desta edição da Festa do Pinhão.