MP apura suposta discriminação após cancelamento de festival LGBTQIA+ em Rio do Sul
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

O Ministério Público instaurou um procedimento para investigar a conduta do ex-prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSD), após o cancelamento da quinta edição do “Transforma – Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina”, ocorrido em março de 2024. A apuração teve início depois que o então prefeito publicou um vídeo nas redes sociais proibindo a realização do evento em espaços públicos do município poucas horas antes do início da programação.
Segundo a Promotoria de Justiça, as manifestações do ex-prefeito podem configurar discurso discriminatório contra a comunidade LGBTQIA+. Nas declarações divulgadas à época, Thomé afirmou que não permitiria o uso de prédios públicos para promover o que chamou de “ideologia LGBTQI+”, alegando motivos ligados à defesa de “preceitos cristãos e da família”. O então gestor também criticou o uso de recursos públicos para o festival, classificando o investimento como “dinheiro jogado no lixo”.
Em manifestação apresentada ao Ministério Público, José Thomé alegou que o cancelamento ocorreu devido à ausência de classificação indicativa nos materiais de divulgação do evento. A justificativa, porém, foi contestada pela produtora responsável pelo festival, a Bapho Cultural, que apresentou documentos indicando que os filmes exibidos possuíam classificação definida. Os organizadores sustentam que a decisão teve motivação ideológica e apontam que outros eventos realizados no mesmo espaço ocorreram sem exigência semelhante.
Diante do caso, o Ministério Público transformou a apuração em Procedimento Preparatório para aprofundar a coleta de provas sobre possível discriminação institucional e eventual dano moral coletivo. A investigação busca verificar se houve prática de intolerância e restrição indevida ao acesso à cultura por parte da administração municipal à época.
Veja mais postagens desse autor

