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Jorginho rompe a barreira dos 50% e se consolida na liderança – Imagem: Rede Social

A pesquisa da Neokemp, publicada ontem, trouxe o melhor cenário eleitoral já registrado até agora para o governador Jorginho Mello (PL) dentro da série histórica do instituto. O principal dado é o rompimento da barreira dos 50%, chegando a 54,2% das intenções de voto no cenário estimulado. Politicamente, isso tem um peso enorme porque muda a lógica da disputa.

Até dezembro do ano passado, o que se observava era um governador líder, mas aparentemente estabilizado entre 39% e 46%, dependendo do cenário. Havia uma leitura clara de teto eleitoral e possibilidade concreta de segundo turno.

Agora, Jorginho não apenas manteve a liderança, como conseguiu ampliar sua vantagem e absorver parte do eleitorado indeciso e do voto branco/nulo que ainda existia nas pesquisas anteriores. Isso mostra um movimento importante de consolidação política e eleitoral.

Outro ponto relevante é a distribuição regional do voto. O governador deixou de ser apenas competitivo em regiões historicamente alinhadas à direita e passou a apresentar números extremamente robustos em praticamente todo o estado, como 64,9% em Blumenau; 66,7% na Serra; e liderança ampla em quase todos os recortes.

Isso demonstra que Jorginho conseguiu manter forte conexão com o eleitor conservador catarinense e, ao mesmo tempo, ampliar presença fora do núcleo ideológico mais radical. Mas existe um ponto de atenção importante: a rejeição.

Mesmo crescendo eleitoralmente, Jorginho Mello continua com rejeição acima de 20%, registrando agora 21,7%. Isso mostra que ele possui uma base muito consolidada, mas também um eleitorado resistente relevante. Em um cenário de polarização forte, isso pode não ser problema no curto prazo, mas ainda é um indicador que impede uma leitura de eleição liquidada.

João Rodrigues

João Rodrigues estabilizado, mas com baixa rejeição — Imagem: Divulgação

O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), continua sendo o principal nome competitivo na direita, mas a pesquisa mostra uma dificuldade que começa a chamar atenção: ele ainda não conseguiu converter potencial político em crescimento efetivo no estado. O pessedista aparece com 18,3%, praticamente dentro do mesmo patamar observado nas pesquisas do ano passado. A grande diferença é que, enquanto Jorginho cresceu, João ficou relativamente estabilizado.

O principal ativo político do ex-prefeito continua sendo qualitativo, pela baixa rejeição, discurso popular, forte presença regional e capacidade de crescimento em cenários mais enxutos. A pesquisa reforça isso quando mostra que ele alcança 44,5% na região de Chapecó e no Meio-Oeste, reduzindo bastante a vantagem do governador na região.

O problema é que esse desempenho ainda não se espalhou pelo estado, seja pela demora em organizar a sua pré-campanha — tanto que ainda nem tem marqueteiro —, o que deixou dúvidas sobre a sua pré-candidatura, e pelos ainda tímidos movimentos. Na prática, João continua muito forte regionalmente, mas ainda não encontrou uma narrativa estadual capaz de tirar intenções de voto de Jorginho, que passou quase todo um mandato sem ter oposição.

Porém, há um detalhe importante: a baixa rejeição permanece sendo seu maior patrimônio político. Ele registra apenas 6,7%, muito abaixo do governador. Isso significa que Rodrigues continua tendo espaço para crescer, principalmente se houver desgaste do governo, a disputa se afunilar ou acontecer uma migração mais forte do eleitor de centro-direita. Porém, para que isso ocorra, é preciso um fato novo, o que o pessedista ainda não conseguiu criar. Mesmo tendo um potencial competitivo num eventual segundo turno, a questão é conseguir chegar lá.

Gelson Merisio

Merisio tem potencial para superar o teto da esquerda em SC — Imagem: Divulgação

A entrada do ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB) no cenário muda parcialmente o desenho político da disputa porque ele ocupa um espaço diferente dos nomes apresentados anteriormente pela esquerda. Merisio surge com 7,8%, um percentual razoável para quem retorna ao cenário estadual depois de um grande período afastado. O dado mais relevante é que ele aparece como uma alternativa de centro-esquerda menos ideológica e menos vinculada diretamente ao PT, e isso o faz ter uma tendência considerável de crescimento.

Para ter uma ideia, nas pesquisas anteriores da Neokemp, os pré-candidatos ligados diretamente à esquerda tradicional encontravam enorme dificuldade de expansão por conta da rejeição ao PT no estado. Merisio deverá romper esse teto por ter um discurso alinhado às pautas da centro-esquerda, porém com um perfil bem aceito, por não entrar em debates essencialmente ideológicos, além de ter um perfil de gestor, o que abre as portas do setor produtivo para ouvi-lo, um histórico de centro e um trânsito político muito mais amplo.

Quanto à rejeição, ela se mostra muito mais à esquerda, pelo fato de Santa Catarina ser um estado considerado de direita, do que ao próprio Merisio, que, de fato, entrou há pouco efetivamente no cenário.

A pesquisa mostra que Merisio consegue ocupar espaço, que tem um grande potencial de crescimento por ter sido abraçado pelos partidos de esquerda e que os 7% são fruto de um projeto ainda embrionário, que, mesmo adotado pela classe política do campo progressista, ainda está sendo aceito pelo eleitor. Se for tracionado pela polarização, tem potencial de chegar ao segundo turno.

Conforme já escrevi, o projeto da esquerda com Merisio é de médio a longo prazo, e o projeto efetivo de uma centro-esquerda competitiva poderá ser visto em 2030, caso ele volte a ser candidato — o que é uma tendência, já que poderá se tornar a principal referência de uma nova esquerda em Santa Catarina. E isso passa por um bom desempenho no pleito deste ano.

Marcelo Brigadeiro

Marcelo Brigadeiro pode mexer nos votos de Jorginho – Imagem: Rede Social

Marcelo Brigadeiro (Missão), na disputa ao Governo do Estado, surge como uma grande interrogação. Em uma pesquisa de outro instituto, ele apareceu na casa dos 5% e agora, na Neokemp, com 2,8% das intenções de voto. Numericamente, não é um percentual alto, mas tampouco irrelevante, sendo que não é muito conhecido do eleitor. Além disso, tem apenas 7,2% de rejeição, o que pode alçá-lo a um patamar melhor ao se tornar mais conhecido. Assim como também poderá ver aumentar a sua rejeição.

Mesmo assim, é visto com atenção pelos marqueteiros do governador Jorginho Mello (PL), pois o seu crescimento, ocorrendo, será justamente em cima do eleitor mais de extrema-direita, que hoje vota no Partido Liberal. Isso também vai depender do desempenho do pré-candidato a presidente Renan Santos (Missão). Em suma, Brigadeiro falará com a direita ideológica, com o eleitor conservador mais radical e com o eleitorado antipolítica tradicional.

Ralf Zimmer

Ralf Zimmer terá uma candidatura auxiliar à de Jorginho — Imagem: Divulgação

Entra no cenário não apenas para cumprir tabela. Tem uma missão clara, alinhada à futura campanha do governador Jorginho Mello (PL), que será a de enfrentamento com os principais adversários do liberal no campo da direita: João Rodrigues (PSD) e Marcelo Brigadeiro (Missão). No decorrer da eleição, será possível notar de forma clara o posicionamento que não terá críticas profundas a Jorginho, apenas questões mais rasas, como o não diálogo com a esquerda, o que é visto como elogio pelo liberal. A ideia é evitar ao máximo que Jorginho critique seus adversários para evitar desgastes, deixando para Ralf esse papel.

O cenário

Jorginho Mello (PL) chega à eleição dominando o campo conservador, com João Rodrigues (PSD) ocupando a centro-direita popular, Gelson Merisio (PSB) como o nome de união da esquerda e tentando puxar parte do centro, e Marcelo Brigadeiro como o nome do antissistema.

Clima quente na capital

Topázio deve enfrentar uma grande mobilização de servidores – Imagem: Sintrasem

O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), exonerou servidores que seguem em estado de greve. Mesmo com a decisão do desembargador João Blasi de que a greve é ilegal, segue a mobilização. O movimento grevista somente aceita parar a greve após ter a sua pauta atendida pelo prefeito. A assessoria jurídica do Sintrasem deve se manifestar ainda hoje. Uma mobilização está sendo marcada para a Praça Tancredo Neves, a partir das 14h. “Isso vai ser bem ruim para todo mundo. Para as negociações, para os trabalhadores que perderam o emprego. É apagar fogo com gasolina”, disse uma fonte ligada ao movimento grevista.

Querem a suplência

Volnei Weber também quer a suplência de Amin – Imagem: Alesc

Além do ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça, outro emedebista também quer a vaga de suplente na chapa do senador Esperidião Amin (Progressistas). É o deputado estadual Volnei Weber. As conversas seguem nos bastidores.

Engordamento da praia

Governador esteve ontem em Itapema para a entrega da Licença Ambiental – Imagem: Leo Munhoz/Secom

O governador Jorginho Mello (PL) entregou ontem a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Meia Praia, em Itapema. O documento foi emitido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O projeto prevê o lançamento de até 498 mil metros cúbicos de areia ao longo de 4,75 quilômetros da orla, ampliando a faixa de areia entre 20 e 60 metros, conforme o trecho. O investimento estimado é de R$ 60 milhões. “Estamos investindo em uma solução que protege a nossa orla, valoriza as cidades e garante mais segurança para moradores e turistas”, afirmou.

Valorização da Meia Praia

O prefeito de Itapema, Alexandre Xepa (PL), afirmou que a obra de alargamento da Meia Praia deve impulsionar ainda mais a valorização imobiliária da cidade. “A nossa praia precisa dessa ampliação. A cidade cresce, o turismo aumenta e a estrutura precisa acompanhar. Depois do alargamento, não tenho dúvida nenhuma de que vai ser o metro quadrado mais valorizado do Brasil”, declarou. A intervenção prevê a ampliação da faixa de areia ao longo de 4,75 quilômetros da orla e deve ser executada em cerca de quatro meses.

Começando a andar

João Rodrigues começou a percorrer o estado pela região Sul – Imagem: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), iniciou a primeira agenda regional da pré-campanha pelo Extremo Sul. O roteiro começou em Praia Grande e terminou em Balneário Arroio do Silva, reunindo encontros políticos, visitas institucionais e passagens por obras consideradas estratégicas para a região. Rodrigues falou da gestão em Chapecó e defendeu investimentos em infraestrutura, fortalecimento do empreendedorismo e ampliação de programas sociais. O pré-candidato também destacou a intenção de construir um governo próximo das cidades, ouvindo prefeitos, lideranças e a população na elaboração do projeto para o Estado.

Emedebistas

A agenda do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), contou com a participação dos deputados estaduais Volnei Weber e Tiago Zilli (MDB), do deputado federal Fábio Schiochet (UB), do pré-candidato a deputado estadual Clésio Salvaro (PSD) e do ex-governador Carlos Moisés da Silva (UB), além de prefeitos, vereadores e lideranças regionais. O roteiro pelo Sul segue até amanhã, com encerramento previsto em um evento em Criciúma. Entre emedebistas, Rodrigues falou da relação construída com o ex-governador Luiz Henrique da Silveira e aproveitou para fazer críticas à atual gestão estadual. “Eu fui adversário do Luiz Henrique e fazia críticas duras a ele na Assembleia Legislativa. Quando virei prefeito de Chapecó, ele me estendeu a mão sem pedir nada em troca”, afirmou, completando com indiretas ao governador Jorginho Mello (PL).

Investigação em Blumenau

Informação apurada pela coluna dá conta de que a Operação “Ponto Final”, realizada ontem pelo Gaeco para apurar um grande esquema de direcionamento de licitações e superfaturamento de contratos públicos em Blumenau e outros municípios da região, tem um potencial muito mais explosivo. Segundo uma fonte, o avançar das investigações poderá chegar a agentes públicos que já tiveram ou que ainda têm cargos eletivos. Um empresário do setor de empreitarias me relatou que muita gente sabe que havia o que definiu como um esquema fechado. “Não entrava ninguém de fora para fazer obras lá. Eu mesmo desisti”, relatou.

Ex-secretário

Maiochi foi um dos alvos da operação Ponto Final – Imagem: Divulgação

Um dos alvos, Michael Maiochi foi secretário de Obras da Prefeitura de Blumenau e também de Gestão Governamental no período investigado, entre 2020 e 2024, na gestão de Mário Hildebrandt (PL). Ontem, ele foi exonerado do cargo de secretário de Planejamento Territorial de Gaspar pelo prefeito Paulo Koerich (PL). O que chama a atenção é que, em 2024, a residência de Maiochi foi alvo de tiros. No dia 19 de junho daquele ano, divulguei que, antes do atentado, ele recebeu ameaças por meio de mensagens de WhatsApp que chegavam através de terceiros, que, segundo as investigações, denegriam a sua imagem com acusações de atos de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, bem como ameaça.

Naatz acusa

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) fez graves acusações em uma rede social a gestão do ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL). Ele afirma que se criou uma quadrilha na prefeitura e que, no governo de Hildebrandt, a corrupção foi ainda mais acentuada, foi institucionalizada. O espaço está aberto para o ex-prefeito se manifestar.

Casan se manifesta

A coluna recebeu uma nota enviada pela Casan sobre o assunto que divulguei na edição de ontem. Confira:

“A CASAN informa que recebeu o processo sobre a Inspeção do Reservatório Monte Cristo, em que o TCE deu ciência sobre o encaminhamento da Tomada de Contas Especial à Procuradoria Jurídica da Companhia. Porém, neste caso, os funcionários citados contam com advogados próprios para sua defesa individual.

A Companhia informa também que desde o incidente adotou um conjunto de procedimentos administrativos para apuração de responsabilidades, com Processo Administrativo Disciplinar (PAD) finalizado e envolvidos responsabilizados.

Além disso, os processos internos foram revisados, capacitações das equipes e novas normativas foram desenvolvidas para maior controle, fiscalização e segurança na implantação e manutenção de unidades operacionais. As ações estão implementadas e garantem o compromisso com a fiscalização preventiva e a segurança de reservatórios, Estações de Tratamento de Água e de Esgoto em todo o Estado” – Comunicação da Casan