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Mais de 800 ocorrências envolvendo monitorados foram registradas em sete meses de atuação integrada / Foto: Thiago Kaue (SecomGOVSC)

A presença permanente da Polícia Penal na Central Integrada de Atendimento a Emergências, implementada em 2025, tem reforçado a atuação conjunta das forças de segurança em Santa Catarina. Inserida em um ambiente que reúne instituições como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu, a corporação passou a atuar diretamente no monitoramento de pessoas submetidas a medidas cautelares, especialmente em casos de violência doméstica e sexual, contribuindo para respostas mais rápidas e coordenadas.

Na prática, o trabalho envolve o acompanhamento em tempo real de indivíduos monitorados por tornozeleira eletrônica. Quando há violação de áreas de exclusão definidas judicialmente, como a aproximação da residência da vítima, o policial penal realiza contato imediato para determinar o afastamento. Em caso de descumprimento, há acionamento direto da Polícia Militar, permitindo intervenção ágil no local e encaminhamento à delegacia, se necessário.

De acordo com dados da própria central, mais de 800 ocorrências envolvendo monitorados foram registradas em sete meses de atuação integrada, com média de 3,79 violações diárias que demandaram intervenção. Atualmente, a Polícia Penal acompanha mais de 560 casos relacionados à violência doméstica e outros 90 ligados à violência sexual, evidenciando o papel da instituição na fiscalização das medidas protetivas.

Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, a iniciativa representa avanço na proteção às vítimas. “A presença da Polícia Penal na Central Integrada de Atendimento a Emergências qualifica a resposta do Estado e fortalece a rede de proteção às vítimas”, afirmou. A atuação também se articula com políticas públicas como o programa Catarinas Por Elas, voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher no estado.