Graves problemas são constatados nas delegacias de atendimento à mulher; Jorginho quer um liberal na presidência da Alesc; Cobalchini mira o comando do MDB – e outros destaques
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O Ministério Público abriu um novo front de fiscalização sobre o atendimento às vítimas de violência no estado. A 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e cobrar melhorias nas delegacias especializadas de atendimento à mulher, após a constatação de problemas considerados graves em inspeções realizadas pela Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público.
O relatório é contundente ao apontar “graves deficiências estruturais e operacionais” nas unidades. Entre os principais problemas identificados estão a inexistência de salas reservadas para acolhimento das vítimas, atendimentos realizados em espaços improvisados, longas esperas e a falta de efetivo policial. Em alguns casos, segundo a Corregedoria, há “precariedade do sigilo durante os depoimentos”, com situações em que vítimas, testemunhas e até agressores de outros casos compartilham o mesmo ambiente.
As falhas não se restringem à estrutura física. O documento também aponta um “alto número de boletins de ocorrência sem a devida instauração de inquérito policial”, além de inquéritos sem conclusão e ausência de capacitação dos servidores com perspectiva de gênero. Para o CNMP, esse cenário “configura violação direta aos princípios da dignidade, da proteção e da confidencialidade no atendimento”.
Diante desse quadro, o promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior encaminhou requisição ao delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Sampaio Nogueira, estabelecendo prazo de 30 dias para o envio de uma série de informações detalhadas. O Ministério Público quer um diagnóstico completo da situação das delegacias, incluindo a relação das unidades em funcionamento, número de policiais, déficit de efetivo, existência de salas adequadas para atendimento humanizado, garantia de privacidade, registros fotográficos das estruturas, tempo médio de espera e dados sobre inquéritos em atraso.
Também foram solicitadas informações sobre capacitação dos servidores, funcionamento em regime de plantão 24 horas, oferta de suporte jurídico e psicossocial e o fluxo de pedidos de medidas protetivas de urgência, incluindo o tempo de encaminhamento ao Judiciário.
Violência crescente
A iniciativa do Ministério Público ocorre em um momento de crescente preocupação com a violência contra a mulher em Santa Catarina. Neste ano, o estado já soma 22 casos de feminicídio, o equivalente a 42% de todos os registros de 2025, quando foram contabilizadas 52 mortes. No mês passado, o Ministério Público, sob a liderança da procuradora-geral Vanessa Cavalazzi, lançou um mapa do feminicídio no estado, identificando as regiões mais violentas e reforçando a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de uma rede de atendimento estruturada.
O procedimento instaurado pela Promotoria tem como objetivo assegurar o cumprimento da normativa técnica de padronização das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e das diretrizes nacionais de investigação com perspectiva de gênero. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o Ministério Público poderá expedir recomendações ou adotar medidas judiciais para garantir a adequação das unidades.
O movimento reforça a pressão sobre a estrutura da segurança pública em Santa Catarina, evidenciando que, além da repressão aos crimes, o estado ainda enfrenta desafios básicos na garantia de um atendimento digno, sigiloso e eficiente às vítimas de violência. O espaço está aberto para manifestação do comando da Polícia Civil.
Presidência da Alesc

O governador Jorginho Mello (PL) já faz cálculos, pensando no caso de ser reeleito, em ter no comando da Assembleia Legislativa alguém de sua confiança. Somente do Partido Liberal e do Republicanos, o governo estima que fará entre 18 ou 19 cadeiras. Além disso, há uma expectativa em relação ao Podemos, além de deputados considerados parceiros no MDB e no Progressistas. Uma informação ainda não confirmada oficialmente é que Jorginho teria garantido à bancada do PL que, se ele for reeleito, o próximo presidente será um parlamentar liberal.
Palanque

Uma questão que o governador Jorginho Mello (PL) terá que ajustar com as lideranças do Novo é como será conduzida a divisão de palanque aqui no estado. Naturalmente, Jorginho estará no palanque do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o pré-candidato a vice-governador, Adriano Silva (Novo), terá que subir no palanque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Uma conta não foi feita: se Jorginho tivesse ficado com o MDB e a Federação União Progressista, não teria tido esse problema, pois ambos estão desimpedidos em Brasília por não terem candidatura à Presidência da República.
Quer o poder

O deputado federal Valdir Cobalchini, por muito tempo, se posicionou contra a aproximação do MDB com o governador Jorginho Mello (PL). Agora, muda de posicionamento, e isso tem uma explicação muito mais relacionada à disputa interna pelo poder do que ao projeto estadual. A organização do evento no Majestic pró-Jorginho, ao lado do prefeito de Quilombo, Jackson Castelli, foi o primeiro movimento de Cobalchini para tentar enfraquecer o presidente Carlos Chiodini e assumir o comando estadual do partido. Essa é uma das leituras que têm sido feitas nos bastidores.
Acordo

Divulguei, esses dias, que a ex-primeira-dama de Chapecó, Fabiana Rodrigues (PSD), poderá disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Porém, a informação que corre nos bastidores é de que o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), teria um acordo com o deputado estadual Altair Silva (Progressistas) de não a lançar, já que ambos são de Chapecó. Por enquanto, nada definido, e todas as possibilidades estão em aberto.
Geração de emprego

Santa Catarina aparece entre os estados com melhor desempenho na geração de empregos formais no país no primeiro trimestre deste ano. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado registrou alta de 2,26% no estoque de vagas com carteira assinada entre janeiro e março, ficando entre os três maiores crescimentos proporcionais do Brasil no período. O resultado reforça a força da economia catarinense, impulsionada principalmente pelos setores de serviços, indústria e construção civil. O desempenho coloca o estado à frente de grande parte das unidades da federação, consolidando um cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho, mesmo diante de sinais de desaceleração no ritmo nacional. Goiás teve o maior aumento, de 2,33%, seguido do Mato Grosso, com alta de 2,27%.
Diversificação
O avanço também reflete a diversificação econômica de Santa Catarina, com destaque para polos industriais e cadeias produtivas regionais que continuam gerando oportunidades, especialmente fora dos grandes centros. Apesar do saldo positivo na geração de empregos formais no Brasil em março, o mercado de trabalho já dá sinais de desaceleração em relação ao ano passado. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego aponta que fatores como juros elevados e efeitos pontuais no calendário econômico impactaram o ritmo de contratações no início do ano. Nesse contexto, Santa Catarina se destaca por manter desempenho acima da média nacional em termos proporcionais, mostrando resiliência diante de um ambiente econômico mais desafiador. Enquanto alguns estados registraram queda no número de postos formais, o estado seguiu ampliando o estoque de empregos.
Alerta
O cenário, no entanto, acende um alerta para os próximos meses. A tendência de desaceleração observada no país pode impactar setores estratégicos, exigindo atenção de governos e agentes econômicos para a manutenção do ritmo de geração de vagas, especialmente em estados que vêm liderando o crescimento, como Santa Catarina.
Lançamento

Vereadores

Com auditório lotado e forte presença de lideranças municipais, Brasília foi palco, ontem, da 1ª Reunião de Parlamentares Catarinenses. O encontro reuniu mais de 400 vereadores e teve como principal objetivo aproximar os legislativos municipais da bancada federal para o encaminhamento de demandas. A articulação foi coordenada pelo deputado federal Ismael dos Santos (PL) e pela presidente da UVESC, Marcilei Vignatti (UB), com a presença do senador Esperidião Amin (Progressistas) e de deputados federais catarinenses. Durante o encontro, vereadores de diferentes regiões apresentaram pautas locais, com destaque para infraestrutura, saúde, agricultura e reforma do pacto federativo.
Fim das Câmaras
Ao final do encontro em Brasília, parlamentares catarinenses manifestaram posição conjunta em defesa das câmaras de vereadores, após declarações do deputado federal pelo Amazonas, Amom Mandel, sobre a extinção dos legislativos municipais em cidades com menos de 30 mil habitantes. A reação foi unânime entre vereadores e membros da bancada federal presentes, que destacaram o papel das câmaras na representação direta da população e na fiscalização dos recursos públicos. A presidente da UVESC, Marcilei Vignatti (UB), reforçou que os vereadores estão na linha de frente das demandas locais, enquanto o deputado Ismael dos Santos (PSD) destacou a importância do fortalecimento do municipalismo como base para o desenvolvimento do estado.
Encontro

O vereador de Chapecó, Paulinho da Silva (PCdoB), que é pré-candidato a deputado federal, tem realizado reuniões pelo estado. Ele esteve em Florianópolis e Criciúma, onde se reuniu com lideranças de seu partido e com a vereadora de Criciúma, Giovana Mondardo (PCdoB), que também é pré-candidata a deputada federal. Em pauta, o alinhamento das propostas pensando na eleição, como ampliação de direitos sociais, entre outros temas.
Acafe na capital

A aproximação institucional entre a ACAFE e a Fapesc ganhou um novo capítulo nesta semana, com a primeira reunião da instituição com o novo presidente da fundação, professor Valdir Cechinel Filho, ex-reitor da Univali. O encontro simboliza mais do que uma agenda formal: representa o fortalecimento de uma conexão estratégica entre quem conhece a realidade das universidades comunitárias e agora passa a liderar a principal agência de fomento à pesquisa em Santa Catarina. A agenda seguiu na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com o presidente Fábio Pinto, e na Secretaria de Estado da Educação, com a secretária Luciane Ceretta, reforçando o apoio à inovação, à educação e ao desenvolvimento.
Catarinas por Elas

Em outro momento da agenda, os reitores também estiveram com a secretária de Governo, Dani Pinheiro, onde vestiram a camisa do programa Catarinas por Elas. A iniciativa, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, deverá ganhar capilaridade nas instituições de ensino superior comunitárias, ampliando o alcance das ações por meio da educação, da conscientização e do engajamento direto com a sociedade.
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