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Dra. Carla Liberato

Essa é uma dúvida muito comum, diariamente me deparo com essa pergunta. Mas qual o risco real de uma pessoa portadora de Varizes ter Trombose?
Para entender, vamos iniciar relembrando o que são as Varizes: veias tortuosas e dilatadas de forma permanente, levando a alterações de funcionamento da circulação, podendo causar sintomas.

E o que é a Trombose? São coágulos que se formam no interior das veias dos membros inferiores, na grande maioria dos casos. Quando ocorre no sistema venoso profundo, chama-se Trombose Venosa Profunda e leva a dor e inchaço na perna de início súbito. Quando ocorre no sistema venoso superficial e nas veias varicosas chama-se Trombose Venosa Superficial ou Tromboflebite. Pacientes com tromboflebite tem dor e inchaço na perna associado a cordão avermelhado e doloroso onde o trombo se forma, tais pacientes possuem risco de 30 a 40% de desenvolver Trombose venosa profunda em associado.

Tromboflebite, varicorragia ( varizes que sangram) e úlceras de perna são complicações das Varizes de membros inferiores.
As varizes são apenas uma fator de risco para desenvolver a Trombose Venosa Profunda, e como fator isolado, tem baixa frequência.
Quanto maior o número de fatores de risco para o Tromboembolismo venoso, maiores as chances da pessoa desenvolver trombose. Vejamos algumas situações :

RISCO APROXIMADO DE TVP EM PACIENTES HOSPITALIZADOS*

Tipo de paciente Prevalência de TVP %
Paciente clínico 10-20 %
Cirurgia geral 15-40 %
Grandes cirurgias ginecológicas 15-40%
Grandes cirurgias urológicas 15-40 %
Neurocirurgia 15-40%
Acidente vascular cerebral 20-50%
Artroplastia de joelho ou quadril40-60%
Cirurgia de fratura de quadril 40-60 %
Grandes traumas 40-80 %
Lesão de medula espinhal 60-80%
Pacientes internados em UTI 10-80 %

  • Índices baseados em exames diagnósticos objetivos em pacientes com TVP assintomática sem o uso de tromboprofilaxia.
    (II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (ArqBrasCardiol 2011; 96(3 supl.1): 1-68, pag 28).

Ainda baseados em diversas literaturas médicas, podemos inferir :
a. Em pacientes com uso de contraceptivos hormonais – 1,6 a 7,2 %
b. Em pacientes politraumatizados – 15 %
c. Espontânea -8 %
d. Após cirurgia convencional de varizes – 0,5% a 5 %
e. Após cirurgia de varizes com radiofrequência – 16%
f. Após cirurgia com uso de endolaser – 8%
g. Após escleroterapia com espuma – 1 a 3 %
h. Após quadro de tromboflebite – 3 a 33%
i. Abdominoplastia ( cirurgia plástica ) – 6.6%
j. Lipoaspiração – 9,4%

Podemos concluir que a cirurgia convencional de varizes possui risco inferior ás modernas técnicas de tratamento.
Lembrando que 10 a 20 % dos casos de TVP evoluem para Tromboembolismo pulmonar.

Podemos concluir, portanto que a presença de Varizes é fator de risco para Trombose Venosa Profunda, mas devemos avaliar cada caso em especial, pois cada pessoa possui fatores de risco diversos.

Dra. Carla Liberato
Médica Cirugiã Vascular
Mestre em Gestão de Cuidados em Saúde
CRM SC 35087 RQE 24000
Hospital São Marcos – Nova Veneza/SC