HISTÓRIAS DA POLÍTICA CATARINENSE que a História não contou: Onde uma cidade deve e onde não deve crescer.
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Relembrando: em 1989 o Prefeito Vilson Kleinubing transformou em prioridade do planejamento urbano, a consolidação dos chamados “centros de bairros”. A ideia era acelerar o desenvolvimento de núcleos centrais nas regiões que tivessem as características necessárias para isso.
O setor público ajudando o setor privado a ajudar o cidadão.
Com um conjunto de estímulos fiscais e, também, de benefícios na área construtiva, seria viável que o setor privado viesse a dotar esses bairros de um volume suficiente de lojas, restaurantes, mercados, lotéricas, agências bancárias e outros empreendimentos particulares importantes para a vida dos moradores.
Assim se conseguiria reduzir o tempo necessário para a incrementação de novos centros fora do grande Centro da Cidade, tornando dispensável para muita gente a locomoção frequente até lá para obtenção de algo que passava a existir a uma distância “caminhável” da sua residência.
Quem habita hoje, por exemplo, a Itoupava Norte, Fortaleza ou Itoupava Central, compreende perfeitamente a dinâmica do “centro de bairro”, um elemento importante para a qualidade de vida dos moradores.
Adensar os lugares certos.

Definidas as grandes linhas, decidiu-se onde deveriam ser concentrados os novos estímulos ao adensamento e ao surgimento dos serviços próprios de centros de bairros. Esse era o caso, especialmente, da Itoupava Central e do Salto do Norte – onde a topografia é predominantemente plana e havia a disponibilidade de vastas áreas propícias à moradia e à implantação de novas atividades produtivas.
Por outro lado, deveria ser encarada, com igual determinação, a necessidade de impor desestímulos ao crescimento de bairros onde o aumento da população e das edificações poderiam se tornar perigosos para quem ali reside.

Onde o crescimento ameaça a população.

Bairros com fragilidades do ponto de vista ecológico, vulneráveis às questões climáticas ou condições do solo, sujeitos a enxurradas e desbarrancamentos, ou também, no sentido de já terem atingido crescimento populacional superior ao que sua localização recomenda, tiveram de receber um freio na construção de prédios e de sua ampliação habitacional.
Um exemplo clássico é o bairro Garcia onde, em outubro de 1990, justamente um ano depois do Plano Diretor que fizemos, ocorreu a catastrófica enxurrada, provocada pelo excesso de chuvas e também pelas perigosas condições topográficas da região. Na ocasião morreram 22 pessoas na rua Belo Horizonte.

Obedecendo a essa lógica implacável, o Mapa de Macrozoneamento que fazia parte do Plano Diretor de 1989, já tinha dividido, no ano anterior portanto, a área urbana de Blumenau em três regiões: a Região Sul – onde se localiza o bairro Garcia – era considerada área de adensamento controlado; a Região Central, área de consolidação; e a Região Norte, área de expansão urbana.
Ponto de encontro e qualidade de vida.
Além de todas suas múltiplas funcionalidades, os centros de bairro são o lugar onde as pessoas se encontram para realizar atividades de lazer, como um passeio, uma refeição fora de casa, ou uma compra.
O desenvolvimento desses pequenos “centros” é um indicador importante da qualidade de vida e do desenvolvimento urbano da cidade.
Próxima coluna.
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