Para blindar a prefeita das críticas pelo abandono da cidade, vale até chamar o lageano de porco
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“Merecemos uma cidade onde cada praça, cada rua e cada esquina reflitam o cuidado e o respeito que temos por este lugar.” Essa foi uma das frases marcantes da prefeita Carmen Zanotto durante as eleições de 2024. Passados 16 meses de mandato (já no segundo ano de gestão), observa-se uma cidade tão mal cuidada quanto aquela retratada em seus próprios vídeos de campanha.
Atravessamos a primavera e o verão vendo o mato tomar conta de praças, ruas e esquinas. Essa foi a realidade de Lages no início de 2026. Para dar uma satisfação, a explicação foi atribuir a situação a um suposto “problema” burocrático de licitação. Coisa simples. Segundo o vereador Castor, já foi resolvido.
Mais difícil, para ele, provavelmente, foi entender que o serviço de manutenção da cidade exigia solução imediata. Algo ainda mais simples: um contrato emergencial, com dispensa de licitação, seria capaz de atender à urgência e à natureza sazonal do serviço de roçada.
Na sessão da Câmara de Vereadores de Lages, realizada na terça-feira (31/03), alguns parlamentares elevaram o tom em relação à gestão Carmen Zanotto ao ocupar a tribuna para denunciar o abandono da cidade — situação que, de fato, já “salta aos olhos” de qualquer cidadão.
A expressão, inclusive, foi utilizada pela própria prefeita durante o período eleitoral para descrever problemas como a falta de roçada. À época, tratava-se de uma crítica direta a situações consideradas básicas. Segundo o seu discurso, algo tão básico não demanda projetos para sua execução. Hoje, vê-se que foi uma frase muito proativa para quem se enrola e prejudica os serviços públicos com entraves de processos licitatórios.
Contudo, o fato inusitado ficou por conta do vereador Maurício Batalha. Ao tentar blindar a prefeita, preferiu terceirizar a culpa. Chamou de “porquice de alguns lageanos” aquilo que, na prática, é reflexo direto da omissão do poder público. Esse tipo de declaração espanta. Ora, o vereador integra a base de um governo que, em campanha, prometeu baixar o céu em Lages. Agora, portanto, é necessário lembrá-lo de quem assumiu o compromisso de cuidar da cidade.
Antes de apontar o dedo para o cidadão, o vereador deveria lembrar que quem pediu voto não foi a população; quem prometeu mudar a cidade não foi o eleitor. Quem se comprometeu a transformar o município foi a prefeita e o grupo político do qual ele faz parte.
Quem falou em resgatar a autoestima do lageano foi a prefeita Carmen Zanotto. Entretanto, não é deixando a cidade suja e chamando o povo de porco que isso vai acontecer. Antes de terceirizar a culpa para o cidadão, o vereador poderia verificar por que o programa “Lages Linda”, anunciado em campanha, não saiu do papel.
Na cabeça do vereador, deve passar o seguinte pensamento: minha prefeita, não dê roçada aos porcos.
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