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Jorginho terá que administrar os conflitos internos – Imagem: Divulgação

As projeções para o Partido Liberal na próxima legislatura na Assembleia Legislativa são de cerca de 14 cadeiras. Isso se deve ao número 22, em um estado predominantemente de direita, além da forte nominata que está sendo montada para a eleição. Além disso, caso o governador Jorginho Mello se reeleja, é possível que até quem ficar na décima sétima posição em número de votos no partido possa ser chamado, já que alguns eleitos poderão ter a oportunidade de assumir cargos no Executivo.

Não havendo a reeleição de Jorginho, mesmo assim o líder dos liberais terá um forte poder de influência pelo provável desempenho que o seu partido terá na eleição à Alesc. Porém, independentemente do resultado da eleição, Jorginho terá alguns problemas difíceis de administrar.

O primeiro iniciará no pleito, na disputa entre candidatos liberais. Poderemos ter uma eleição sangrenta dentro do partido por causa de uma divisão nacional que já começou a refletir aqui no estado, motivada pela disputa entre Eduardo Bolsonaro e o deputado federal de Minas Gerais Níkolas Ferreira (PL) pela liderança nacional da militância. A tendência é que haja uma clara divisão entre os bolsonaristas aqui no estado, formada pelo grupo de Níkolas contra o grupo de Eduardo.

Além da questão nacional, Jorginho, na condição de presidente estadual do PL, independentemente de ser governador ou não em 2028, terá dificuldade de pacificar disputas regionais em ano de eleição municipal. A chamada “bota pra dentro” já tem sido motivo de reclamações de lideranças do partido. Municípios como Blumenau e Criciúma, por exemplo, viraram uma junção de desafetos, e cada qual tem seus interesses, tanto para a eleição deste ano como para o pleito municipal de 2028. Se, por um lado, o PL consegue construir uma nominata com potencial de eleger muitos nomes, por outro, o partido se tornou uma bomba-relógio, que poderá ser acionada por disputas de alas e também por diferenças regionais.

Cutucada

Júlia Zanatta cutucou Ulisses durante o seu discurso – Imagem: Divulgação

Ontem, em um evento em Capivari de Baixo, a deputada federal Júlia Zanatta (PL) deu uma cutucada no ex-delegado-geral Ulisses Gabriel. Não é segredo para ninguém que a parlamentar está visivelmente contrariada pela atitude de Ulisses de se filiar ao PL para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Ela o acusa de ter quebrado a palavra, pois, quando pediu apoio para assumir a Delegacia-Geral, teria dito a Júlia que não seria candidato. Em seu discurso, a deputada falou sobre a importância de se manter a palavra e, ao anunciar que pretende destinar uma emenda para o município direcionada à questão dos animais, falou: “A gente não pode mais ver o que aconteceu, como o que aconteceu com o cão Orelha. Até hoje não temos os esclarecimentos necessários”, afirmou, cutucando Ulisses.

Dissidência em BC

Cardoso deve trocar o PL pelo Republicanos – Imagem: Rede Social

O vereador de Balneário Camboriú, Guilherme Cardoso, deve deixar o PL. Segundo uma fonte, ele já teria pedido a desfiliação por não concordar com a aproximação do partido com a gestão da prefeita Juliana Pavan (PSD), movimento liderado pelo deputado Carlos Humberto Silva. Crítico da pessedista, Cardoso estaria descontente e deverá seguir para o Republicanos, onde está o ex-prefeito Fabrício Oliveira. Detalhe: o vereador apoiará Oliveira, que disputará uma vaga à Câmara Federal. O próprio Cardoso poderá disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. O seu grupo político tem trabalhado para convencê-lo a ser candidato. Outro nome que poderá seguir para o Republicanos é o vereador Victor Fortes.

De olho em Merisio

Lula escolheu Gelson Merisio para ser o seu candidato em SC – Imagem: Divulgação

A esquerda começa a falar mais no nome do ex-deputado estadual Gelson Merisio, que se filiará ao PSB para disputar o Governo do Estado. A jornalista Luiza Soeiro, do Portal Desacato, ligado ao campo progressista, fez uma leitura do histórico de Merisio, desde quando disputou contra o ex-governador Carlos Moisés da Silva, passando pelos movimentos mais ao centro até chegar, a pedido do presidente Lula (PT), à condição de nome da centro-esquerda para a eleição estadual. Luiza chega a dizer que Merisio é visto como o Geraldo Alckmin de Santa Catarina, que, coincidentemente, fez o mesmo percurso em direção à esquerda, chegando hoje à condição de vice-presidente da República.

Aceitação

Além da leitura feita pela colega jornalista Luiza Soeiro, também chamam a atenção os comentários na publicação do Desacato no Instagram. A maioria é a favor de uma candidatura de Gelson Merisio ao Governo do Estado. Pelo visto, a esquerda catarinense começa a entender que a política passa por um constante processo de transformação. E, entre as principais lideranças da esquerda, há uma convicção de que Merisio poderá ampliar o espaço por sua ligação com o agronegócio e com o setor empresarial.

Reunião de Krelling

Conforme antecipado pela coluna, acontece hoje, no gabinete do deputado estadual Fernando Krelling, uma reunião com lideranças e pré-candidatos de Joinville e do Planalto Norte. Em pauta, a decisão anunciada pelo comando do partido de que o MDB estará com o PSD e a Federação União Progressista. Devem participar os deputados Jerry Comper e Emerson Stein, além do deputado federal Valdir Cobalchini. O deputado Antídio Lunelli foi convidado, mas não irá participar, segundo uma fonte ligada ao partido.

Enquete no MDB

Vazou uma enquete que está sendo realizada no grupo de presidentes municipais do MDB. O partido está nos 295 municípios e, até o momento, 113 já votaram. A ideia surgiu após uma discussão provocada pela decisão da semana passada de que o partido estará em uma aliança com o PSD e com a Federação União Progressista.

Denúncia na capital

O Ministério Público abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades em um hotel contratado pela Prefeitura de Florianópolis para abrigar pessoas em situação de rua. A investigação envolve denúncias trabalhistas, condições precárias de higiene e problemas no fornecimento de alimentação. O caso começou a ser apurado a partir de uma representação feita por Rosimeire da Silva, que trabalhou como copeira no Hotel 2S, no centro da Capital, em 2025. Ela relata uma série de irregularidades no estabelecimento conveniado com a Prefeitura. Segundo a denúncia, Rosimeire trabalhou por cerca de dois meses no local, período em que sua Carteira de Trabalho teria sido retida e os salários não foram pagos. Posteriormente, ela teria sido dispensada sob a justificativa de que a Prefeitura não havia repassado os valores à empresa contratada.

Problemas de higiene

A ex-funcionária também relatou que o Hotel 2S, contratado pela Prefeitura de Florianópolis para receber pessoas em situação de rua, apresentava condições precárias de higiene e limpeza, com a presença de ratos, baratas e cupins, principalmente na despensa onde ficavam os alimentos. Rosimeire da Silva também afirmou que as refeições servidas tinham qualidade e quantidade reduzidas.

Contrato milionário

De acordo com dados do Portal da Transparência, o contrato da Prefeitura de Florianópolis com o Hotel 2S, por meio da empresa TEN-X Consultoria e Hotéis Ltda., foi assinado em outubro do ano passado, no valor de R$ 2,10 milhões, com prazo de 60 meses. Em 2022, outro contrato para o mesmo tipo de serviço foi firmado pela prefeitura com empresa do mesmo grupo econômico, no valor de R$ 1,92 milhão, e irregularidades semelhantes também foram denunciadas na época.

Inquérito aberto

Após vários pedidos de informação sem resposta por parte da Prefeitura de Florianópolis, a 31ª Promotoria de Justiça decidiu converter a investigação em inquérito, em despacho do dia 11 deste mês. No mesmo procedimento, também constam informações de que a Prefeitura fez duas notificações extrajudiciais contra o Hotel 2S por irregularidades, ainda em novembro do ano passado. A coluna procurou a comunicação da prefeitura, mas não obteve resposta.