Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Foto: reprodução

Recentemente, o IBGE, por meio do PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), forneceu dados que cruzam saúde e educação, e os últimos números revelam uma realidade preocupante, que associam a regressão da educação sexual nas escolas com impacto direto no aumento da gravidez na adolescência em Santa Catarina.

Historicamente, nosso estado ocupou, por muito tempo, o topo do ranking dos estados brasileiros com menor índice de gravidez na faixa etária de 13 a 17 anos, entre 2019 e 2021. De acordo com os dados do PeNSE 2024/2026, esse índice, que era de apenas 2,4%, atingiu a triste marca de 5,6%, fazendo o estado despencar para a oitava posição no ranking nacional. Mais a fundo, o SINASC ( Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos) indicou que, após anos de queda, houve uma aumento significativo no número de mães entre 10 e 19 anos em diversas cidades catarinenses.

Em 2025, o estado registrou cerca de 4,7 mil nascimentos de filhos de mães adolescentes. Enquanto a tendência nacional vinha sendo de queda acentuada, em Santa Catarina observou-se uma viés de alta em microrregiões específicas.

Ideologia política como agravante

De acordos com os últimos relatórios divulgados, no Brasil, Santa Catarina é o epicentro dos debates ideológicos sobre a proibição de educação sexual nos currículos das escolas estaduais e municipais. Tais equívocos e distorções, tornaram o ambiente inseguro para os professores elaborarem planos pedagógicos que abordem o tema – inclusive, em alguns colégios, educadores foram vítimas de pressão, assédio e perseguição por parte da comunidade.

Além do mais, projetos aprovados recentemente na ALESC (Assembleia Legislativa de SC) exigem que as escolas enviem o conteúdo pedagógico detalhado aos pais antes de aulas sobre “gênero e sexualidade”, permitindo que as famílias vetem a participação dos filhos.

Como resultado disso, também, o PeNSE revelou que houve um queda no uso de métodos contraceptivos entre os adolescentes, principalmente de preservativos, que fez disparar o índice de doenças sexualmente transmissível e nessa faixa etária.

Contraste entre regiões do estado

Curiosamente, o estado apresenta cenários opostos dependendo da gestão municipal.
Balneário Camboriú, é um exemplo positivo, ao reportar uma queda de 60% na gravidez adolescente entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, atribuída ao reforço na oferta de métodos contraceptivos de longa duração
(LARC), como o implante subdérmico.

Os Índices de Gravidez em Lages (2024|2025), apresentam uma taxa local de nascidos de mães adolescentes de cerca de 6,35%. Este índice é significativamente maior que a média de Santa Catarina.