Ala do MDB se reúne para discutir aliança; Amin se sentiu sabotado no Progressistas; A homenagem de Carlos Bolsonaro a miliciano – E outros destaques
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Uma ala do MDB, capitaneada pelos deputados estaduais Fernando Krelling, Jerry Comper e Emerson Stein, e pelo deputado federal Valdir Cobalchini, realizará uma reunião amanhã, às 17h, na Assembleia Legislativa, para discutir o anúncio da semana passada de que o partido estará numa aliança com o PSD e a Federação União Progressista na disputa ao Governo do Estado.
O encontro, marcado para o gabinete de Krelling, deve reunir lideranças do partido do Planalto Norte e de Joinville. O deputado estadual Antídio Lunelli também é esperado. Questionado se o evento terá as mesmas características do realizado por uma ala do Progressistas na terça-feira passada, Krelling disse que não. Informou que, a princípio, não será feito qualquer anúncio e que a ideia é discutir o encaminhamento do presidente estadual, deputado Carlos Chiodini, e ouvir a base da região para saber em qual sentido se movimentar. “Não é uma reunião para rachar o partido. Como não fomos consultados, vamos decidir o que fazer”, destacou.
Vale lembrar que os parlamentares que estão organizando o encontro são a favor de que o partido apoie o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Questionado sobre o motivo de querer apoiar o projeto dos liberais, sendo que os emedebistas foram defenestrados da chapa majoritária que já está montada, Krelling respondeu por ele. Disse que defende a manutenção da aliança pela relação de três anos com o governo, além do fato de que Joinville terá na chapa o prefeito Adriano Silva (Novo) como vice.
Outro ponto destacado pelo parlamentar é que nunca viu sentido nas consultas regionais sem a garantia de que o MDB poderia ter um candidato a governador. Para ele, apresentar a proposta para animar a militância sem ter um nome é algo sem sentido. “A maioria estava apontando para candidatura própria. De repente, tudo muda e vamos para uma aliança com o PSD”, opinou. Ao ser questionado se o MDB teria um candidato com força para liderar uma candidatura ao governo, Krelling respondeu que entende que o partido não tem mais o mesmo tamanho de outrora e admite que hoje não há um nome para a majoritária.
Para Krelling, o que ocorre hoje no MDB não é nenhuma novidade e que o partido historicamente passa por muitas discussões até uma definição. “O partido se rachou em várias ocasiões, com disputa em convenções; isso movimenta o partido. Eu gosto muito do Chiodini, cara que admiro demais, mas talvez a gente não tenha as mesmas opiniões políticas, e nem por isso a gente vai deixar de se gostar. Quando nos unimos, somos fortes”, completou.
Habilidade
O momento vai, mais uma vez, exigir muita habilidade das principais lideranças do MDB, sobretudo do presidente estadual, deputado Carlos Chiodini. Embora ele tenha os seus argumentos, como, por exemplo, o fato de os emedebistas terem sido humilhados ao serem sacados da chapa majoritária montada pelo governador Jorginho Mello (PL), por outro lado terá que saber lidar com questões muito pontuais, que são os interesses das lideranças dissidentes. O deputado estadual Fernando Krelling deixou claro que Joinville é a sua grande motivação para continuar ao lado dos liberais. Jerry Comper pretende retornar ao cargo de secretário de Estado da Infraestrutura, e Emerson Stein tem algumas questões envolvendo o seu município que o fazem ficar mais perto do governo. O motivo de Valdir Cobalchini ainda não é conhecido, mas também tem algo que o prende a Jorginho.
Preferências
Uma liderança emedebista, que pediu para não ter o nome divulgado, destacou que, ao invés de o governador Jorginho Mello (PL) fortalecer o Republicanos e o Podemos, o que definiu como “partidos acessórios”, em detrimento do MDB, perdeu a oportunidade de ter tornado os emedebistas reféns. Além disso, lembrou que os cabos eleitorais, inclusive os dos dissidentes, são 100% MDB. “Em 2022, o Moisés (Carlos) levou os prefeitos, mas não levou a militância”, destacou, querendo dizer que, se os deputados quiserem ir com o governador Jorginho Mello (PL), não conseguirão arrastar os militantes que são fiéis ao 15.
Concorrente
A mesma liderança disse que o PL foi um dos maiores concorrentes do MDB nas eleições municipais de 2024. Lembrou o que chamou de estrago feito pelos liberais nas regiões dos deputados estaduais Jerry Comper e também na de Mauro De Nadal, colocando candidaturas contra nomes indicados pelo então secretário e pelo deputado, ambos parceiros do Governo do Estado. “O que o Jerry vai dizer para as lideranças da sua região?”, questionou.
Progressistas

A exemplo do MDB, o Progressistas também tem as suas discussões e divisões internas relacionadas à aliança com emedebistas, PSD e o União Brasil, com quem está federado. Lideranças pró-Esperidião Amin acusam uma tentativa de enfraquecimento da pré-candidatura do senador. Em contra-ataque, Amin já se prepara para percorrer o estado. Ele quer conversar com os prefeitos sobre o que entende ser o melhor projeto para o Progressistas.
Fidelidade e reação

Dos deputados do Progressistas, apenas Altair Silva tem sido visto como fiel ao senador Esperidião Amin. Uma fonte ligada ao partido me disse que Amin viu como deslealdade o movimento realizado por Aldo Rosa, Leodegar Tiskoski, Silvio Dreveck, Pepê Collaço e Zé Milton Scheffer. O relato é que Amin já vinha se sentindo sabotado pelos colegas de partido, os quais, segundo a fonte, teriam apenas trabalhado por seus projetos pessoais, mesmo que custasse a reeleição ao Senado. “Estranhou as ações arquitetadas por colegas nas últimas semanas e reagiu pegando a presidência do partido e sentando à mesa com o pré-candidato João Rodrigues (PSD) na última quinta-feira”, relatou.
Missão de Topázio

A ida do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, para o Podemos tem um objetivo claro nos bastidores: tentar assegurar a candidatura do seu ex-chefe de gabinete Fábio Botelho a deputado estadual. Com a falta de nomes para uma nominata forte, o Podemos corre o risco de eleger apenas um candidato nas eleições de outubro. O partido perdeu os deputados estaduais Camilo Martins para o PL e Lucas Neves para o Republicanos, além de ter dificuldades de atrair outras lideranças. Botelho é tratado como nome prioritário dentro do projeto do prefeito, mas enfrenta dificuldades para ganhar densidade eleitoral. A avaliação entre aliados é de que falta capilaridade e presença política mais consolidada.
Reorganização
A movimentação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, indica uma tentativa de reorganizar o jogo interno do Podemos, diante de um quadro ainda instável e com dificuldades de montar uma chapa realmente competitiva. Ainda não está confirmado, mas o jornalista Paulo Alceu poderá não mais reforçar a nominata. Ele era visto como nome estratégico para dar competitividade à chapa federal, especialmente pelo potencial de votos em Florianópolis.
Reflexos
A possível não filiação de Paulo Alceu ao Podemos pode atrapalhar as pretensões da deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, de disputar uma vaga na Câmara Federal. Sem ele, aliados já admitem, reservadamente, que o projeto de Paulinha perde força por causa da legenda. Nos bastidores, a tendência é de que deputada deva recuar para uma candidatura à reeleição na Assembleia Legislativa, hoje considerado o caminho mais seguro dentro do novo cenário. Porém, até o fechamento da coluna, Paulinha mantém o projeto Brasília. Mas, pelo cenário que se desenha, é possível que se confirme o que a coluna tem relatado há algum tempo.
Homenagem a milicianos

Quando vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), que veio para Santa Catarina para disputar uma vaga ao Senado, apresentou moção em homenagem ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, que se tornou miliciano. Na mesma moção constavam nomes de mais oito policiais acusados de crimes que vão de homicídio doloso a corrupção. A moção consta nos registros da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, encontrados pela jornalista Juliana Dal Piva. Nóbrega, que foi morto em 2020, tornou-se conhecido ao chefiar a milícia de Rio das Pedras e o chamado “escritório do crime”, grupo de matadores de aluguel. Carlos também homenageou o sargento Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PL), investigado no caso da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Reforço

O Republicanos realizou mais algumas filiações no final de semana. A deputada federal Geovânia de Sá assinou ficha no partido. Ela se junta ao deputado federal Jorge Goetten e aos deputados estaduais Lucas Neves e Sérgio Motta. A filiação representa um definitivo afastamento de Geovânia de seu agora ex-padrinho político, Clésio Salvaro (PSD). Quanto ao Republicanos, apêndice do PL no estado, o partido ganha musculatura, fortalecendo o seu projeto eleitoral deste ano para as proporcionais. O partido também poderá receber o deputado estadual Emerson Stein (MDB) e o jornalista Paulo Alceu em suas fileiras.
Nomes
Entre os vinte nomes anunciados no final de semana, destaque para a ex-prefeita de Itá, Leide Bender, ex-PSDB; Ademir da Guia, vice-prefeito de Campo Belo do Sul, ex-PSD; Laerte Casagrande, vice-prefeito de Turvo, ex-PSDB; Sirlei Lopes, vice-prefeita de Painel, ex-Podemos; a vereadora de Itajaí, Anna Carolina Martins, ex-PSDB; Jeferson Cardozo, vereador de Jaraguá do Sul e suplente de deputado estadual, ex-PL; e o vice-prefeito de Ascurra, Soires Trentini, ex-PSD.
Coerência

O vereador de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti (MDB), cobrou coerência do deputado estadual Emerson Stein (MDB). A manifestação de Achutti foi após o parlamentar ter declarado apoio ao governador Jorginho Mello (PL). “Tem gente que, quando está com a militância do MDB, defende candidatura própria, fala em independência, bate no peito. Mas, na semana seguinte, já está fazendo juras de amor ao governador. Agora, pior que isso é outra coisa: quem não está cumprindo a palavra não é o MDB… é o próprio governador”, afirmou, sugerindo que, se Stein deseja apoiar Jorginho, que se filie ao PL. “O que não dá é querer posar de fiel dentro do MDB e, nos bastidores, já ter lado definido”, destacou.
Mudança em Penha
O vereador Luciano de Jesus (Progressistas) foi afastado, na sexta-feira, da presidência da Câmara de Vereadores de Penha. Um requerimento apresentado pelo vereador Maurício Brockveld (MDB) foi aprovado, determinando o afastamento e também a abertura de uma Comissão Parlamentar Processante. Também será pedida a cassação do mandato. No documento apresentado por Brockveld, constam prints de conversas, entre outras supostas provas contra Luciano, que é suspeito de ter cometido o crime de rachadinha. O vereador Diego Matiello (MDB) assumiu o comando da Casa. A CPP também foi definida com a presidência de Maurício da Costa, o Lito (MDB), relatoria de Luiz Vailatti, o Ferrão (UB), e Elinho Quintino (PRD) como membro.
Afastamentos
Ao assumir a presidência da Câmara de Vereadores de Penha, Diego Matiello (MDB) exonerou toda a equipe de servidores montada pelo vereador Luciano de Jesus (Progressistas), afastado do cargo. Chefe de gabinete, procuradora e duas servidoras, que teriam sido obrigadas a devolver parte das diárias, foram exoneradas. Também determinou a suspensão de diárias para servidores, sobretudo para os comissionados.
Cânticos impróprios
O vereador de Florianópolis, Bruno Ziliotto (PT), protocolou no Ministério Público uma denúncia contra uma escola preparatória militar de Florianópolis por apologia à violência. Um vídeo divulgado pelo parlamentar mostra crianças de diversas idades correndo uniformizadas no Centro da cidade, cantando em coro uma música sobre “mirar na cabeça” e “atirar pra matar”. De acordo com a denúncia, embora o curso Unibe Pré-Militar informe em seu site atender jovens entre 14 e 17 anos, o vídeo mostraria participantes com idade claramente inferior. O curso oferece preparação para instituições militares como a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) e o Colégio Naval. Em um dos trechos, os menores cantam: “Eu miro na cabeça, atiro pra matar; se munição eu não tiver, pancadaria vai rolar”.
Possível crime
O vereador de Florianópolis, Bruno Ziliotto (PT), chamou a atenção para o fato de que não são militares que estavam sendo incitados a cantar. “São crianças e pré-adolescentes que deveriam estar estudando, fazendo esportes, se divertindo e aprendendo a construir uma sociedade melhor, e não falando sobre espancar e matar”, afirma. A marcha entoada trata-se de um canto militar informal conhecido como ‘Eu sou a morte’. Segundo Ziliotto, nos trechos seguintes, ela continua: “Bate na cara, espanca até matar; arranca a cabeça e joga ela no mar. E o interrogatório é muito fácil de fazer; eu pego o inimigo e dou porrada até morrer”.
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