Todos à espera da definição de João Rodrigues; rachadinha em Penha; processo de cassação em Joinville — e outros destaques
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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), poderá deixar a sua decisão sobre disputar o Governo do Estado para os últimos dias do prazo para a desincompatibilização, que encerra no próximo dia 4 de abril. Até lá, o foco será na análise de cenário, conversa com outros partidos, mas também na gestão municipal.
Rodrigues se reúne na próxima quinta-feira com o MDB e com a Federação União Progressista para conversar. Entre as análises está o cenário nacional, após a decisão do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de desistir da pré-candidatura para se dedicar à sucessão. Além disso, uma possível composição e quais espaços terá cada partido.
Uma fonte me disse ontem que qualquer decisão somente será tomada após o casamento de uma das filhas de Rodrigues, que acontecerá no próximo final de semana. Além disso, nos próximos dias ele pretende se dedicar a dois eventos que acontecerão na cidade e também à atração de algumas empresas que querem se instalar no município.
Enquanto Rodrigues não toma uma decisão, os demais partidos seguem em compasso de espera, mas pedindo uma definição o quanto antes. Lideranças entendem que o governador Jorginho Mello (PL) está surfando sozinho no cenário, sem contraponto, e que é preciso acelerar para apresentar, não somente à população, mas aos partidos, que há possibilidade de um projeto viável de oposição. “Tem muita gente esperando para se engajar no projeto, mas não consegue ter segurança sobre o que irá acontecer”, relatou uma fonte ligada a um dos partidos que conversam com os pessedistas.
Os emedebistas sabem que a militância não concordará com um apoio em branco ao governador, sem ter espaço na majoritária. Mesmo analisando a possibilidade de um projeto próprio, há o entendimento de que uma aliança terá mais força para enfrentar a forte candidatura do governador. Eles querem a posição de vice, que poderia ser ocupada pelo presidente estadual, Carlos Chiodini, ou pelo deputado estadual Antídio Lunelli.
A Federação União Progressista só aguarda a definição do PSD para firmar a aliança, que sempre contou com a simpatia do presidente estadual do UB, Fábio Schiochet, e agora do senador Esperidião Amin, que assumiu o comando do Progressistas e entende que é um caminho mais viável.
Críticas
O deputado federal Valdir Cobalchini virou alvo de críticas dentro do MDB. O posicionamento dele a favor da reeleição do governador Jorginho Mello (PL) fez com que lideranças do partido reagissem de forma contrária à decisão, tomada sem qualquer conversa com o grupo político. Conforme publiquei ontem, será difícil para Cobalchini estar no MDB e apoiar um projeto do qual o partido dificilmente estará. “As nossas lideranças e a militância do MDB querem o protagonismo. E isso não será desviado por projetos e decisões pessoais”, afirmou uma liderança do partido. Tentei falar com Cobalchini, mas ele não atendeu às chamadas.
Rachadinha

A sessão da Câmara de Vereadores de Penha foi tensa na noite de ontem. Dos 13 vereadores, 12 apresentaram um documento pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar Processante contra o presidente, Luciano de Jesus (Progressistas). Além disso, eles pedem o afastamento imediato das funções na presidência e a abertura de um processo de cassação do mandato. Luciano é acusado de praticar a chamada rachadinha. Segundo a denúncia, três assessoras seriam obrigadas a repassar parte dos valores de diárias, que chegariam a R$ 1 mil, quando viajavam para cursos. Os valores supostamente seriam entregues ao chefe de gabinete, Fabrício de Liz. Há informações de que haveria a comprovação das conversas, nas quais as servidoras chegaram a reclamar do valor e pediam para repassar uma quantia menor. Os pedidos não eram atendidos.
Manobra
Ontem, durante a sessão, os vereadores quiseram votar os requerimentos, porém não foram atendidos. O presidente da Câmara de Penha, Luciano de Jesus (Progressistas), alegou que teriam que ter sido apresentados com antecedência. Os vereadores solicitaram a leitura em plenário, mas Luciano não permitiu. Primeiro, deu um intervalo de cinco minutos para consultar a equipe jurídica. Na volta, não deixou os vereadores lerem o documento e encerrou a sessão. O caso já está no Ministério Público. Se Luciano for afastado, assume o vice, Diego Matiello (MDB). A informação é que o emedebista vai exonerar todos os comissionados.
Viagem ao Paraguai
Em dezembro do ano passado, o presidente da Câmara de Vereadores de Penha, Luciano de Jesus (Progressistas), viajou a Foz do Iguaçu para o Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais. Ele foi acompanhado de outro vereador, Elinho Quintino (PRD), do chefe de gabinete, Fabrício de Liz, e de mais três servidoras. Denúncia foi formalizada contra algumas servidoras que, no horário do curso, estariam fazendo compras no Paraguai. A coluna teve acesso a algumas notas de compra. Além disso, uma delas teria, supostamente, oferecido a caneta emagrecedora Mounjaro, adquirida na viagem, a alguns munícipes. Vale lembrar que o medicamento só pode ser vendido com receita médica e em farmácias. Uma munícipe que recebeu a oferta do medicamento cedeu o print da conversa. O espaço está aberto para a servidora se manifestar.

Possíveis crimes
Vale destacar que o Mounjaro é um medicamento com venda controlada no Brasil. Ou seja, somente pode ser vendido por farmácias autorizadas e com registro na Anvisa. Trazer do Paraguai sem autorização pode ser enquadrado como contrabando, descaminho e crime contra a saúde pública.
Obras em São José

O prefeito de São José, Orvino de Ávila (PSD), anunciou três obras no município. De acordo com ele, duas pontes de acesso ao Aeropark e ao Aeroclube, na divisa com a Pedra Branca, em Palhoça, além da duplicação da Rua Antônio Jovita Duarte, em Forquilhas, com uma ponte a mais sobre o Rio Forquilhas, vão melhorar a mobilidade.
Cassação em Joinville

O vereador de Joinville, Cleiton Profeta (PL), tem boas chances de perder o seu mandato. A questão é que o processo de cassação é muito mais motivado por uma reação à sua oposição à gestão do prefeito Adriano Silva (Novo) do que a um fato concreto. A questão piorou quando Silva aceitou ser vice na chapa do governador Jorginho Mello (PL). Profeta se revoltou contra a aproximação e quase foi expulso do Partido Liberal. Além disso, foi posta em prática quase que uma espécie de operação de afastamento de quem ousou discordar da aliança. Se, por um lado, discussões que passem de certos limites e xingamentos não podem ser naturalizados nos poderes públicos, por outro, se Profeta for cassado por troca de ofensas ou xingamentos, então terá que haver cassação na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal e em outras câmaras municipais. O que ocorre em Joinville deve ser visto com muita atenção!
Articulação
Com o início do processo de expulsão do PL, o vereador de Joinville, Cleiton Profeta, se acertou com o PSD. Porém, com a abertura do processo de cassação, teve a ajuda da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo, que costurou uma reaproximação com os liberais. Uma reunião foi realizada entre Profeta e Bruno Mello, filho 01 do governador Jorginho Mello (PL). Bruno pediu ao vereador que fique no PL e garantiu que os vereadores liberais não votarão a favor da cassação. Além disso, prometeu conversar com o Novo. Profeta aceitou o apoio e definiu que seguirá no Partido Liberal.
O processo
O fato é que o pedido de cassação do vereador de Joinville, Cleiton Profeta (PL), foi colocado totalmente na conta do Partido Novo e do prefeito Adriano Silva (Novo). O fato de o Novo ter protocolado o pedido de cassação é visto pela defesa de Profeta como uma ilegalidade, pois teria que ter partido de pessoa física, não jurídica. Nesta semana começam as oitivas. Serão ouvidos vereadores e a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL). Entre os xingamentos que teriam motivado o processo estão “tanso” e “bunda-mole”.
Insatisfação no PL

“O Jorginho tá colocando muitos inimigos juntos no PL. Em todos os municípios estão filiando livremente adversários históricos, sem conversar com as lideranças locais. Muitos melancias e aproveitadores. O PL vai implodir depois da eleição. Muito índio e pouco cacique. Esse negócio de ‘cisca pra dentro’ tem um limite. Deixa chegar à eleição municipal pra ver só a guerra que vai dar”, escreveu uma liderança do Partido Liberal, preocupada com o impacto na organização partidária com o que chamou de “ajuntamento de adversários”.
Alesc Itinerante
Curitibanos, no Planalto Serrano, recebe hoje e amanhã o Programa Alesc Itinerante, iniciativa que leva a Assembleia Legislativa para o interior do estado. As atividades serão realizadas no Parque de Exposições Pouso do Tropeiro. Durante os dois dias, o município será sede de reuniões das comissões permanentes e de sessões plenárias que normalmente ocorreriam em Florianópolis. Os projetos em votação são voltados à Serra catarinense, e o plenário também abrirá espaço para pronunciamentos de entidades regionais indicadas pelos deputados da Bancada Serrana.
Anúncio em Araranguá
O Governo do Estado realiza hoje, às 16h, o ato de assinatura da ordem de serviço para a construção da 4ª ponte sobre o Rio Araranguá, conhecida como Ponte de Ilhas, e para a implantação da ciclovia na SC-447, no trecho entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá. A agenda contará com a presença do governador Jorginho Mello (PL) e demais autoridades.
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