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Artigo escrito por: Carlos Chiodini, deputado federal e presidente estadual do MDB

Março é sempre um mês marcante para o MDB. Há 6 décadas, em um cenário oposto a liberdade, o Movimento Democrático Brasileiro foi criado como o único partido de oposição, legalmente constituído durante o regime militar.

Desde o início o MDB se posicionou contrário ao modelo autoritário da ditadura, ficou conhecido como o “Partido do Não”, exigindo o restabelecimento da democracia – com direitos garantidos à todos os brasileiros.

A batalha foi árdua. Nas eleições de 1970, o MDB sofreu uma derrota esmagadora. O que poderia ser o motivo para o desânimo, se tornou em ascensão para Ulysses Guimarães à presidência do partido em 1971. O MDB não desistiu, passou a incomodar quem detinha o poder. Enquanto a ditadura reprimia, o MDB seguia firme e, com a liderança de Ulysses, o partido se renovou, adotou uma postura mais firme e defendeu a ideia de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Em 1973, liderado por Ulysses, o MDB promoveu uma campanha que percorreu o Brasil com ideais democráticos, denunciando a farsa do Colégio Eleitoral. A anticandidatura foi o ponto de virada para a vitória histórica nas eleições legislativas de 1974, elegendo 165 deputados. O MDB se tornava, cada vez mais, a voz daqueles que a ditadura perseguia para calar.

O fortalecimento do partido incomodou mais uma vez, foi então que o presidente Figueiredo acabou com o bipartidarismo para dividir a oposição em partidos menores. Resiliente, o “MDB velho de guerra” se manteve firme e reagiu, acrescentando o P a sua sigla, mantendo a base e os compromissos históricos.

Mais forte, liderou as “Diretas Já” em 1984. O PMDB foi um incansável na construção dos pilares da redemocratização do nosso país. E essa luta não passou despercebida. Em 1986 elegeu 22, dos 23 governadores, conquistou a maioria absoluta e teve atuação fundamental na Assembleia Nacional Constituiente, quando Ulysses Guimarães – presidente da Constituinte – entregou aos brasileiros a “Constituição Cidadã”, em 1988, um marco final da luta peemedebista pela institucionalização do Estado Democrático de Direito.

O mais longevo partido do Brasil chega aos 60 anos como uma das legendas mais capilares do país. O MDB tem 3 governadores, 8 vice-governadores, 13 senadores – sendo a senadora Ivete Appel da Silveira, a representante catarinense e 42 deputados federais, sendo 3 catarinenses. Em Santa Catarina, o partido elegeu 6 deputados estaduais na última eleição.

Nas eleições municipais de 2024, O MDB consolidou sua posição como o maior partido do Brasil, ocupando o primeiro lugar no ranking, com 9.684 eleitos pelo voto direto. É segundo partido com o maior número de prefeituras no Brasil, são 855 prefeitos, destes, 5 prefeitos são de capitais brasileiras. É também a legenda que mais elegeu vice-prefeitos no último pleito, com 808 vices.

Os motivos para comemorar não param por aí. O MDB é o partido que mais elegeu vereadores, alcançando a marca de 8.100 cadeiras no legislativo. As mulheres tem espaço e o partido lidera com 1.814 eleitas, entre prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras.

Em Santa Catarina, o MDB conquistou na última eleição, 70 prefeitos, 59 vice-prefeitos e quase 750 vereadores, em diferentes regiões do Estado. Os números demonstram a força do MDB que possui uma base de mais de 2 milhões de filiados.

É essa atuação que dá sustentação para celebrar 60 anos de história. Uma história sempre marcada pela responsabilidade na política brasileira. O MDB segue com protagonismo político e caráter plural, comprometido com a Democracia e atento para garantir oportunidades para todos os brasileiros.