Uma noite mal dormida: o pesadelo do coração
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Dormir deveria ser sinônimo de descanso.
Mas, para muitas pessoas, a noite é um período de estresse para o corpo.
A apneia obstrutiva do sono acontece quando a respiração se interrompe repetidamente
durante o sono, por fechamento das vias aéreas. Essas pausas duram alguns segundos,
mas podem ocorrer dezenas de vezes por hora, reduzindo o oxigênio no sangue e
fragmentando o sono.
O ronco é o sinal mais conhecido, mas não é o mais importante. Engasgos noturnos,
pausas respiratórias observadas por outra pessoa, sono não reparador, cansaço
persistente, dor de cabeça ao acordar e acordar várias vezes à noite para urinar também
são sinais de alerta.
Não por acaso, a apneia está fortemente associada à hipertensão arterial — especialmente
aquela difícil de controlar —, além de arritmias, como a fibrilação atrial, insuficiência
cardíaca, diabetes e ao infarto do miocárdio. Quanto mais grave a apneia, maior tende a ser
o risco cardiovascular.
É como se o coração passasse a noite inteira correndo uma maratona, enquanto a pessoa
acredita estar descansando. E, em um mundo com cada vez menos pausas, muitas
pessoas não percebem o problema — e, muitas vezes, nem sentem sonolência durante o
dia.
Diagnosticar a apneia é possível e necessário. Exames como a polissonografia ou os testes
domiciliares do sono ajudam a identificar quem realmente corre risco. O tratamento — que
pode incluir mudanças de estilo de vida, dispositivos de pressão positiva ou outras
abordagens — não serve apenas para melhorar o sono. Ele protege o coração, o cérebro e
a qualidade de vida.
Dormir bem não é luxo. É cuidado e saúde. Quando o sono adoece, o corpo inteiro paga o
preço.
E o coração, quase sempre, é quem sente primeiro.
Dra Araceli Thomaz – Cardiologista RQE 23926 – 27642 CRMSC 34981
Hospital Dom Joaquim – Sombrio/SC



