Renúncia de Adriano será um grande evento político
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Foto: Divulgação / Expoville
A lista de convidados para uma solenidade administrativa que se transformará no maior evento político-partidário do ano em Joinville ainda está na fase de confirmação. Trata-se da renúncia de Adriano Silva (NOVO), que em 2 de abril no maior palco de eventos da região (Expoville), onde também tomará posse a vice-prefeita Rejane Gambin (NOVO) por um período de quase dois anos. A jornalista e ex-apresentadora de TV será a primeira mulher a ser efetivada no cargo na história do município. Quase 24 anos antes (4 de abril de 2002) um prefeito de Joinville também renunciou para concorrer a governador em um dos maiores eventos políticos do MDB dos últimos anos.
Anúncio esperado
Os estudos estão em fase de conclusão e provavelmente a futura prefeita Rejane Gambin receberá um presente que foi muito sonhado por Adriano Silva: a estadualização do Hospital Municipal São José, o maior da região e referência no atendimento do SUS. Com este ato, o governador Jorginho Mello assumirá uma despesa significativa e a nova prefeita irá disponibilizar de recursos extras à manutenção do município, sobretudo em investimento em pavimentação.
Modelo definido
O próprio prefeito Adriano Silva já antecipou publicamente o modelo que está sendo formatado: uma OS (Organização Social) sob a responsabilidade do Estado administra o hospital e também seus servidores municipais. De acordo com o projeto, a folha de pagamento continuará sendo paga pela prefeitura e seus servidores permanecerão sob a jurisdição do município. Nos casos de aposentadorias, esclareceu Adriano Silva, a OS irá contratar os substitutos no regime da CLT.
Estado assume a rede hospitalar de Joinville
Caso se confirme o acordo, o governo estadual irá assumir 100% o atendimento hospitalar público no município mais populoso de Santa Catarina, já que a secretaria estadual da saúde já administra e mantém o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, a Maternidade Darcy Vargas e o Hospital Infantil Jeser Amarante Faria (administrado por uma OS). O atendimento ambulatorial e os três PAs (Pronto-Atendimento) permanecerão com a secretaria municipal de saúde.
Primeira renúncia em 1950
João Colin foi o primeiro prefeito de Joinville a renunciar ao mandato. Foi em 3 de abril de 1950 para se dedicar a sua campanha para governador de Santa Catarina, mesmo não tendo sua indicação garantida pela UDN. Acabou não sendo o indicado e ficou sem mandato. Seu sucessor foi Emilio Stock Júnior, eleito indiretamente pela maioria dos vereadores e administrou Joinville de março de 1950 a janeiro de 1951. João Colin retornou à prefeitura em 1965 e faleceu em 1957.

Luiz Henrique renunciou há 24 anos
Em 4 de abril de 2022, o MDB promoveu no Centreventos Cau Hansen um dos maiores eventos de sua história. Há 24 anos, o então prefeito de Joinville Luiz Henrique da Silveira renunciou o cargo para ser pré-candidato a governador de Santa Catarina, mesmo estando com pouco mais de 6% nas pesquisas e tendo pela frente o favoritíssimo Esperidião Amin candidato à reeleição. “Vieram caravanas de ônibus de todas a regiões”, lembra Cleonir Branco, responsável pela organização do evento.
Licença e depois renúncia
Eleito em 1976 e favorecido com prorrogação de mandato dos prefeitos em mais dois anos, Luiz Henrique se licenciou do cargo em 14 de maio de 1982 para concorrer a deputado federal. Na época não tinha o instituto de reeleição e nem a obrigação de renunciar, somente após vitória eleitoral. Seu vice foi o médico Violantino Rodrigues, que assumiu de maio de 1982 até março de 1983.
Pensando em 2028
Rejane Gambin vai ter o privilégio de inaugurar a maior obra da história de Joinville. Embora alguns permaneçam céticos, a Ponte Joinville será mesmo inaugurada em 2027. O prazo seria em 2026, mas obstáculos técnicos e não financeiros forçaram o adiamento. Por outro lado, a nova prefeita deverá enfrentar problemas na base governista na Câmara de Vereadores. Uma fonte do PL garante que o partido do governador terá candidato a prefeito, o mesmo acontecendo com o MDB. Ambos os candidatos serão definidos pela eleição de outubro. Dentro do NOVO, a futura reeleição de Rejane Gambin deverá ser próxima da unanimidade.
Frase
“A cidade mudou muito e existem pessoas mais integradas ao novo contexto, que podem contribuir mais para o desenvolvimento. O meu tempo já passou”, disse Violantino Rodrigues ao jornal A Notícia ao confirmar que foi convidado a ocupar um cargo em seu segundo governo Luiz Henrique (2007 a 2010).
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