Alijado do PSD, João Rodrigues anuncia hoje seu futuro; MDB segue com seu projeto; impasse no Progressistas – e outros destaques.
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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, se reúne hoje, às 08h, com integrantes do PSD. Junto com o presidente estadual, Eron Giordani, consultará vereadores e demais lideranças locais, além de prefeitos e deputados do partido. O clima entre os pessedistas é de perplexidade com o que ocorreu ontem, na coletiva concedida pelo ex-governador Jorge Bornhausen, que alijou Rodrigues do processo eleitoral pelo PSD.
A partir das 09h, no Hotel Mogano, será anunciada a decisão. A tendência é que o prefeito anuncie a sua saída do PSD, porém só deixará o partido se for uma decisão em grupo. Será uma coletiva e, segundo a organização, será aberto espaço para perguntas. Pelo menos uma decisão já foi tomada: o evento marcado para o próximo dia 21 foi cancelado. A informação é que, por enquanto, não há motivo para renúncia, que só poderá acontecer se Rodrigues disputar o governo por outro partido.
O fato é que a decisão sobre retirar Rodrigues do jogo foi definida em um jantar na casa do presidente nacional, Gilberto Kassab, que recebeu Bornhausen para uma conversa. Além de falarem do anúncio da pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior, à Presidência, no próximo dia 25, o assunto João Rodrigues entrou na pauta. O ex-governador estava irritado com a discussão que houvera durante o dia no grupo de WhatsApp do partido com Rodrigues, por causa da permanência do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.
Porém, uma fonte me disse acreditar que Rodrigues nunca foi, de fato, o candidato de algumas lideranças pessedistas, incluindo o próprio Kassab. O fato é que, antes mesmo de encontrar o presidente nacional, Jorge Bornhausen já estava decidido a tirar a candidatura do prefeito. Tanto que, no início da tarde de quarta-feira, a coletiva foi anunciada.
O que restou aos pessedistas é tentar evitar o maior prejuízo possível. Jorge Bornhausen destacou que o partido tem três nomes para assumir a candidatura ao governo e que o PSD precisará ter palanque no estado para Ratinho. Na lista, o presidente da Alesc, Júlio Garcia, a quem Bornhausen definiu como o maior político de Santa Catarina; o deputado estadual Napoleão Bernardes; e o ex-governador Raimundo Colombo. Acontece que Garcia está firme no seu projeto de eleição à Câmara Federal, e Napoleão, na reeleição. Caberia a Colombo a missão de tentar construir uma aliança com emedebistas e com a federação. É um nome que circula bem em diversos setores da política.
Já em relação a João Rodrigues, uma liderança próxima a ele me disse que resta se filiar a outro partido. Há quem diga que poderia ser um dos dois da federação e seguir trabalhando para disputar o governo levantando o discurso antissistema, mais ou menos ao estilo Pablo Marçal; tentar construir um projeto ao Senado; ou desistir da renúncia e seguir na Prefeitura de Chapecó. A possibilidade de tentar uma vaga como deputado federal, a princípio, não estaria no cenário.
Recado

Durante a coletiva, uma fala do ex-governador Jorge Bornhausen deixou claro que os pessedistas não estarão com o governador Jorginho Mello (PL) na eleição. “Só há, na história dos governadores de Santa Catarina, um que usou a força policial contra seus adversários. O atual governador, Jorginho, com o Clésio (Salvaro), que acabou sendo injustamente preso. Libertado, se tornou um grande líder no Sul do estado e será o deputado estadual mais votado da história de Santa Catarina”, afirmou.
Encaminhando

A leitura do dia seguinte é que, no cenário de hoje, o governador Jorginho Mello (PL) está com a reeleição encaminhada no primeiro turno. A menos que surja uma novidade, seja com João Rodrigues ou outro nome que venha a empolgar, o fato é que essa é a tendência. Isso porque, não havendo um candidato de centro-direita, esses votos tendem a migrar para o governador. Já o projeto da centro-esquerda, com Gelson Merisio, conforme já escrevi, é muito mais de longo prazo, pensando não somente nesta, mas nas próximas eleições. É a oportunidade do campo progressista de se aproximar de setores que estavam afastados. Sempre lembrando que, de largada, a esquerda sempre sai com cerca de 15% dos votos.
MDB seguirá
Os emedebistas seguem fazendo as suas reuniões. A informação é de que o partido mantém a ideia da candidatura própria ao Governo do Estado. Nos bastidores, fala-se no deputado federal Carlos Chiodini. O MDB deverá conversar com a Federação União Progressista sobre a possibilidade de aliança. Apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), era um movimento que estava se tornando forte. Agora, o partido avalia o cenário para tentar apresentar uma alternativa ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
Fala histórica

O ex-governador Eduardo Pinho Moreira fez uma fala ontem para a coluna que pode ser considerada histórica. Perguntado se o MDB poderá se unir à Federação União Progressista, mesmo com um passado de disputas com o Progressistas, ele disse: “Nós, do MDB, votaremos no Amin (Esperidião), até pelo desempenho dele no Senado. As divergências estão superadas”, destacou Pinho Moreira, que foi inimigo político de Amin, tendo até mesmo ocorrido processos na Justiça.
Progressistas

Há uma ala do Progressistas liderada por Aldo Rosa, o secretário Silvio Dreveck e o deputado estadual Pepê Collaço que defendem que o partido esteja com o governador Jorginho Mello (PL). Porém, enfrentam resistências dentro do partido e da federação. Lembrando que qualquer acordo passa também por entendimento com o União Brasil. Os nomes próximos a Jorginho defendem que Amin dispute em chapa avulsa, mas com o partido ligado ao projeto do PL, o que poderia fazê-lo tirar a vaga do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. Amin teria se irritado em uma reunião com Aldo ao discutirem a ideia. Ele já havia aceitado a aproximação com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Porém, os fatos de ontem podem redesenhar o cenário.
Sistema penal
Os policiais penais e os agentes socioeducativos se preparam para uma mobilização na próxima segunda-feira (16). Membros das categorias de todas as regiões do estado devem ir ao Centro Administrativo para a manifestação que será realizada a partir das 14h. Uma fonte ligada aos policiais relatou que o governo não sinalizou para uma conversa. Outro detalhe é que a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Silva, resolveu se manter fora de qualquer discussão. A explicação é que, mesmo sendo considerada uma profissional de alta capacidade técnica e respeitada pela categoria, não tem força política.
Entorpecentes
Fernando Henrique da Silveira voltou a assumir a presidência do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen). Ele substitui o conselheiro Marcos Mey, representante das comunidades terapêuticas, que renunciou ao cargo devido a outras atividades. Silveira deve pedir uma audiência com o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, para apresentar algumas demandas, além de uma prestação de contas das atividades do conselho. Fernando é advogado, jornalista e radialista, com PhD em Ciências Jurídicas e Sociais.
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