Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

No último sábado (07/03), a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, participou do ato de entrega de uma quadra de grama sintética, construída com recursos de emenda impositiva do deputado Marcius Machado.

Na ocasião, em seu discurso, Carmen reconheceu o que já estava desenhado: o seu governo está atravessando uma crise fiscal. Ainda, aproveitou o gancho do agradecimento que fez ao deputado e ao governo do Estado (este último ausente) para emendar que o município, no momento, não dispõe de recursos para investir em obras.

Foto: reprodução

A crise fiscal à qual se refere a prefeita surge em um cenário de arrecadação recorde no ano de 2025, mas também de gastos recordes com folha de pagamento. Se, por um lado, a arrecadação subiu 17%, passando de 1 bilhão para cerca de 1,17 bilhão, os gastos com pessoal aumentaram aproximadamente 90 milhões de reais de um ano para o outro, saindo de 470 para 560 milhões.

Em outras palavras: enquanto a arrecadação cresce, a estrutura de gastos da prefeitura cresce ainda mais rápido, e é exatamente aí que começa o problema.

Sabe-se que a prefeitura goza de uma saúde financeira de fazer inveja a muitos municípios do estado, com apenas dívidas correntes a serem pagas a longo prazo, que comprometem em torno de 15% da arrecadação – decorrentes de empréstimos contraídos ainda na gestão de Antonio Ceron, sendo boa parte correspondente ao FINISA.

Contudo, se a crise fiscal não decorre de queda no orçamento (uma vez que a arrecadação de 2026 tende, no mínimo, a se manter, considerando os mais de 200 milhões arrecadados no primeiro bimestre do ano), nem de dívidas com investimentos, a suspeita que “salta aos olhos” é de má gestão financeira. E isso não é difícil de explicar: a criação excessiva de cargos comissionados, ocupando funções inócuas em setores administrativos (alguns considerados inconstitucionais, conforme parecer do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina), além do aumento no número de servidores recebendo gratificações e benefícios, são reflexos dos primeiros atos de Carmen Zanotto, como prefeita, que encabeçam o inchaço da folha salarial e fazem o município perder em capacidade de investimentos.

Além do mais, no decorrer de apenas 14 meses de mandato, gastos mal planejados e algumas despesas criadas por projetos de lei, limitando-se, muitas vezes, à indicação de impacto financeiro, sem a correspondente dotação orçamentária ou readequação consistente, fizeram a folha de pagamento disparar em cerca de 20% de um ano para o outro – um erro de gestão que pode ultrapassar 300 milhões de reais somente durante o governo Carmen, recursos que poderiam estar sendo investidos em saúde, educação e infraestrutura.

Por fim, o cenário que se desenha para os próximos anos, caso não seja adotado um freio de arrumação, poderá ser de colapso financeiro: zero reais para investimentos e crescente dificuldade para cumprir salários e manter a estrutura administrativa do município.