HISTÓRIAS DA POLÍTICA CATARINENSE que a História não contou.
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!
Zonas Industriais Fechadas.

Instalações da empresa Cremer na Itoupava Seca, praticamente no Centro da Cidade.
Em 1989, em Blumenau, no decurso da preparação do novo Plano Diretor e da regularização das edificações fora das regras, detectamos, além dos prédios construídos irregularmente, uma outra questão anômala, esta, de natureza completamente diversa daquelas que foram conscientemente desviadas da lei. O problema agora era a existência de indústrias que o tempo e o desenvolvimento da cidade colocaram em áreas claramente inapropriadas.
Os tradicionais parques industriais de empresas grandes e bastante antigas, como Hering, Artex (àquela altura já com a incorporação da Industrial Garcia), Teka, Cremer, Sulfabril e Eletroaço Altona, construídas muitas décadas antes, tornaram-se, involuntariamente, um problema para a cidade. Devido ao porte dessas instalações, os mais óbvios transtornos eram os ruídos, o trânsito de caminhões por vias urbanas inadequadas para isso, e as emissões pelas suas chaminés.
Velhos tempos, novos tempos.
Na época em que instalaram suas fábricas, os Hering, os Zadrozny e Huber, os Kuehnrich, Schrader e Cremer, Fritzche, Werner e Auerbach, provavelmente não tinham ideia de quanto e como a pacata Blumenau de seus tempos iria crescer até o ponto de seus galpões industriais se verem cercados por uma intensa e populosa vida urbana. O fato é que ali no final dos anos 1980, Blumenau conservava, em meio a seus prédios antigos e modernos, diversas e grandes instalações das suas pujantes fábricas encravadas no meio da já vasta rede viária urbana, de casas residenciais e comerciais e de uma população que ia passando dos 160 mil habitantes.

Pelas novas regras, estabelecidas pela Lei das Obras Irregulares e pelo Plano Diretor, ambos de 1989, elas estavam localizadas em lugares onde era vedada sua presença. Certamente, porém, não havia como obrigá-las a se retirar de onde se localizavam até porque haviam sido formalmente aprovadas e autorizadas pelas autoridades competentes na remota época em que, para alegria da cidade, resolveram fazer aqueles grandes investimentos. Elas tinham o direito adquirido de estarem ali, tanto do ponto de vista jurídico como moral.
Se não era possível removê-las de seu legítimo endereço, alguma outra providência deveria ser tomada. E o lógico é que se enquadrasse o problema, insolúvel para efeitos imediatos, na categoria de uma espécie em extinção, uma ampla exceção à regra que deveria, dali para diante, carregar contingenciamentos que impedissem as empresas de fazer ampliações que agravassem os danos à vida urbana do futuro.
O engenhoso mecanismo das ZIF.
Em 1989 a solução encontrada foi, portanto, “congelar” esses conglomerados industriais de modo a limitá-los ao tamanho e com as características que já tinham. A isso se deu o nome de “Zonas Industriais Fechadas”.


Próxima coluna.
Garantindo o passado e prevenindo o futuro, a estratégia das Zonas Industriais Fechadas em Blumenau. Efeitos congelamento: a restrição a serviço de maior qualidade da vida urbana.



