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Santa Catarina registrou 52 casos de feminicídio em 2025, além de 255 tentativas do crime ao longo do mesmo período, número que coloca o estado entre os mais altos do país nesse tipo de ocorrência. Os dados foram apresentados durante o seminário “Vivas e Decididas – Contra o Feminicídio”, realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), e reforçam a dimensão da violência de gênero no estado. Outro indicador considerado preocupante é o volume de pedidos de medidas protetivas: mais de 31 mil solicitações feitas por mulheres que denunciaram ameaças ou agressões de companheiros ou ex-companheiros.

Durante o evento, autoridades destacaram que o feminicídio costuma ser a etapa final de um ciclo de violência que começa muito antes da morte. Segundo o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), os registros de medidas protetivas evidenciam que a violência frequentemente inicia com comportamentos de controle, agressões verbais e invasões de privacidade, evoluindo gradualmente para situações mais graves.

A procuradora da Mulher da Alesc, deputada Luciane Carminatti (PT), afirmou que os números indicam uma realidade que não pode ser naturalizada pela sociedade. “Todos nós conhecemos esses números. Eles estão nos jornais, nas redes sociais, na televisão. Nós lamentamos, nos chocamos, mas a vida continua. E é justamente isso que precisa mudar: nós não podemos naturalizar esses dados”, disse.

Representantes de instituições públicas também ressaltaram a necessidade de ampliar estratégias de prevenção e diagnóstico da violência. O Ministério Público de Santa Catarina informou que está finalizando um levantamento estadual sobre o perfil das vítimas e das ocorrências, enquanto especialistas defendem maior acesso às medidas protetivas, fortalecimento de políticas educacionais e programas voltados à prevenção da violência doméstica antes que os casos evoluam para situações extremas.

Seminário

“Vivas e Decididas – Contra o Feminicídio”: Cerca de mil pessoas participaram do evento / FOTO: Rodrigo Corrêa (Agência AL)

Entre os momentos do evento esteve a assinatura de um Termo de Compromisso entre os poderes públicos pela vida das mulheres em Santa Catarina. O documento estabelece ações conjuntas entre instituições, incluindo atuação integrada, produção e compartilhamento de dados, prioridade na prevenção da violência e atenção às desigualdades que afetam mulheres em diferentes contextos sociais. As entidades participantes terão prazo de dez meses para apresentar resultados sobre as medidas acordadas.

A programação também incluiu debates sobre masculinidades e violência, políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio, além de discussões acadêmicas e intervenções culturais. Para o presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Herneus de Nadal, o combate à violência exige responsabilidade institucional e social. “Este é um momento importante para refletir, mas também para agir. Combater a violência física e psicológica contra mulheres, mães e famílias exige consciência e responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou.