Hospital Dom Joaquim viabiliza primeira aplicação de polilaminina em paciente de Santa Catarina
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O Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, deve realizar nesta semana a primeira aplicação de polilaminina em um paciente no estado de Santa Catarina. O procedimento foi viabilizado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela gestão da unidade hospitalar, e envolve um tratamento experimental voltado a pacientes com lesões raquimedulares. O jovem Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro a receber a medicação após sofrer uma lesão cervical na coluna (C5) em janeiro, causada por um mergulho em águas rasas.
De acordo com o médico residente de anestesiologia e coordenador do pronto-socorro do hospital, Ângelo Formentin Neto, a equipe médica buscou alternativas para incluir o paciente na terapia experimental. “Nós entramos em contato com a doutora Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa juntamente com o neurocirurgião dr. Olavo Franco, que integra o grupo de apoio científico do projeto, que nos orientaram sobre os critérios e os caminhos necessários para que o paciente pudesse receber o tratamento”, explicou. Segundo ele, Alison foi enquadrado na modalidade de uso compassivo, que permite o acesso a terapias em fase experimental quando há possibilidade de benefício clínico.
Para viabilizar a aplicação, o processo incluiu trâmites administrativos e regulatórios, com suporte jurídico do IMAS e análise dos órgãos competentes. Após a apresentação das justificativas médicas e da documentação necessária, a autorização foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O procedimento está previsto para ocorrer no bloco cirúrgico do Hospital Dom Joaquim e deve durar cerca de 30 minutos, com a aplicação da proteína diretamente na medula.
Embora ainda esteja em fase de estudo, a terapia gera expectativa quanto aos possíveis resultados clínicos. “Hoje o Alison não apresenta movimentos nos membros superiores e inferiores. Se ele conseguir recuperar algum movimento, já será um ganho muito significativo. Existe uma expectativa grande em torno dessa terapia”, afirmou Ângelo Formentin Neto. Pesquisas sobre o uso da polilaminina têm sido estudadas como alternativa no tratamento de lesões medulares, que historicamente apresentam prognósticos limitados de recuperação.



