HISTÓRIAS DA POLÍTICA CATARINENSE que a História não contou
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A questão mais difícil de resolver no diálogo com os munícipes.

Em 1989, nas audiências livres que o Prefeito Vilson Kleinubing mantinha com a população de Blumenau duas vezes por mês, durante um dia inteiro, as mais complexas situações apresentadas pelos visitantes eram as brigas de marido e mulher. Parece incrível, mas esse assunto também surgia nas conversas. No parlatório montado por ele aparecia um pouco de tudo. E inclusive isso: uma crise familiar.
Neste caso, em geral alguém do sexo feminino, expunha dificuldades que vinha tendo com o marido, queixava-se que o cara-metade bebia muito, ou brigava com ela e com os filhos, ficava muito tempo fora, supostamente com os amigos. E havia também algum marmanjo que reclamava que a esposa era gastadora e passava grande parte do dia de fuxico com vizinhas.
Finais felizes.

Nesses casos, o Prefeito de Blumenau revelou-se um talentoso conselheiro. Por um lado, abordava a importância de ser paciente e tolerante; por outro, ensinava estímulos para a permanência do cônjuge no lar. Houve casos de casal reconciliado que, de braço dado, foi até a Prefeitura em outra oportunidade, para agradecer os bons conselhos de Vilson Kleinubing.

A maior recompensa.

Alguns anos mais tarde, numa conversa que tivemos em Brasília, ele Senador, eu Deputado, Vilson me disse que um dos momentos mais felizes do seu tempo como Prefeito, aconteceu na audiência mais curta dentre as muitas que teve com as centenas de pessoas que foram conversar com ele na Prefeitura. Foi quando apareceu um homem com jeito de trabalhador braçal, simples, que nem sequer sentou quando a cadeira à frente do Prefeito lhe foi oferecida. Ficou de pé. E quando Vilson perguntou se tinha alguma coisa a pedir ou a sugerir, o homem disse: “Não, Prefeito, não quero nada; eu só vim aqui para lhe dar um abraço. Admiro muito o trabalho que o senhor está fazendo”. Deu um abração e foi embora.
O efeito colateral dessas conversas. E a moral da história.
O Prefeito e seus auxiliares, todos nós, aprendemos muito com a voz da população falando assim, olho no olho, cara a cara. Tivemos verdadeiras aulas de cidadania ouvindo as conversas mantidas por ele com as pessoas que foram visitá-lo. Entendemos melhor como fazer pessoas felizes com a solução de problemas que muitas vezes parecem pequenos à Administração Pública, mas que são enormes para quem sofre suas consequências no dia a dia.
Uma experiência desse tipo deveria ser assumida por todos os governantes municipais que queiram compreender o que pensa o povo da sua cidade e o que mais urgentemente precisa ser feito por ele.
Próxima coluna.
Áreas Industriais Fechadas, uma medida inevitável e engenhosa.



