Tríplice aliança pode ter Raimundo Colombo ao governo; UP de Amin pode ser o fiel da balança
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

No último sábado (21/02), o ex-governador Raimundo Colombo reuniu-se, em Lages, com o presidente do MDB, o deputado federal Carlos Chiodini, que esteve na cidade durante as prévias realizadas no estado para discutir os rumos da sigla.
Nos bastidores, o MDB defende o nome de Colombo, tanto para candidatura própria quanto para encabeçar uma eventual tríplice aliança ao governo do Estado, envolvendo MDB, PSD e UP. A movimentação ocorre em meio à disputa interna com João Rodrigues. Na hipótese das articulações avancem em direção à candidatura do prefeito de Chapecó ao governo, não se descarta a possibilidade de Colombo disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pela legenda emedebista.
Na mesa de negociação, o ex-governador apresenta como principal trunfo sua capacidade de liderar uma frente ampla, como fez no passado. Em cenário semelhante ao que começa a se desenhar, foi eleito e reeleito em primeiro turno, feito inédito na história política catarinense.
Para viabilizar sua candidatura ao governo, contudo, Colombo precisaria convencer João Rodrigues a disputar o Senado, hipótese considerada difícil. O prefeito de Chapecó é hoje uma das lideranças com maior capacidade comunicacional do país e figura com protagonismo no cenário estadual.
Entretanto, João enfrenta maior dificuldade de diálogo com o eleitorado moderado e, por sua identificação com o bolsonarismo, tende a disputar o mesmo campo político do governador Jorginho Mello, que já possui parcela consolidada desse eleitorado. Em um eventual segundo turno, essa configuração poderia dificultar a ampliação de apoios, especialmente no campo da centro-esquerda, hoje considerado decisivo nas disputas majoritárias no Estado.
No caso do ex-governador Colombo, além do sucesso histórico atrelado ao MDB, soma-se a experiência administrativa consolidada e o trânsito em diversos setores políticos e empresariais. Sobretudo, vê-se Raimundo, hoje, como o político catarinense com maior habilidade de articulação em Brasília, também por ter fundado o PSD com Gilberto Kassab e ser, até hoje, vice-presidente nacional da sigla.
UP de Amin pode ser o fiel da balança
Com Esperidião Amin fora dos planos ao Senado na chapa de Jorginho Mello, o projeto da UP tende a pressioná-lo a se manter na disputa contra Carlos Chiodini e Carol De Toni.
Nesse cenário, a UP deve aguardar as definições de MDB e PSD para decidir se apoia João Rodrigues ou Raimundo Colombo ao governo. A sigla tornou-se o fiel da balança, tanto que os dois prováveis candidatos já iniciaram articulações com Amin.
Por vontade própria, Amin até recuaria para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, apenas para caber no projeto de Jorginho, como tem demonstrado em suas últimas e enigmáticas declarações à imprensa. Ocorre que sua candidatura ao Senado deixou de ser uma decisão pessoal e passou a representar um projeto da federação.
Contudo, a tese da tríplice aliança já conta com muitos adeptos e passou a ser debatida abertamente nos bastidores. Estaria aí a formação de uma frente ampla com condições reais de disputar, de igual para igual, com Jorginho Mello?



