Governo estoura o teto do funcionalismo público; emedebistas rechaçam Jorginho; crise no UB — e outros destaques
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Levantamento publicado pela jornalista Amanda Miranda, do ICL Notícias, mostra que o Governo do Estado destinou mais de R$ 544 milhões, em 2025, ao pagamento de remunerações que superaram o teto do funcionalismo público, fixado em R$ 46.366,19.
Entre janeiro e dezembro, foram registrados 8.808 contracheques acima do limite constitucional, distribuídos a 1.082 servidores — menos de 1% do total de funcionários ativos do Estado. O valor gasto representa cerca de 5% de toda a despesa com servidores no período e equivale a aproximadamente 10% do investimento anual em pessoal e encargos da Educação.
Os dados foram organizados a partir do Portal da Transparência e incluem salários-base somados a verbas indenizatórias, diárias, férias, retroativos e décimo terceiro.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), no início da atual gestão, 55% dos recursos da educação eram destinados à folha. Em 2025, o índice caiu para 49,6%, o que, para a entidade, evidencia priorização de determinadas carreiras.
Quem recebe acima do teto
Em Santa Catarina, os pagamentos acima do limite concentram-se principalmente entre auditores fiscais, procuradores do Estado, agentes de pesquisa e integrantes da segurança pública, com destaque para oficiais da Polícia Militar, em detrimento dos praças. Peritos também aparecem na lista.
Somente em dezembro, mês do décimo terceiro salário, o governo desembolsou R$ 220 milhões com esse grupo específico — valor muito superior ao registrado no início do ano.
Pelo menos dois servidores acumularam os maiores rendimentos anuais: um auditor da Fazenda recebeu R$ 814 mil em 2025, enquanto um servidor da Casa Civil totalizou R$ 792 mil. Ao longo do ano, 306 pagamentos ultrapassaram R$ 100 mil, muitos deles ligados à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O tema voltou ao debate nacional após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu os chamados “penduricalhos” e reforçou a limitação ao teto constitucional em todos os Poderes.
Em nota, a Secretaria de Estado da Administração afirmou que o governo cumpre a legislação vigente e destacou reajustes concedidos a carreiras consideradas essenciais. No entanto, não detalhou quais verbas indenizatórias compõem os valores que elevam parte dos contracheques acima do teto.
Insatisfeitos

Os deputados estaduais do União Brasil não estão nada satisfeitos com a condução que o presidente estadual do partido, deputado federal Fábio Schiochet, tem feito da federação. Uma fonte alertou que os três parlamentares poderão esvaziar o UB. A reclamação é pela forma como estão sendo tratados. Além disso, o governador Jorginho Mello (PL) partiu para cima dos deputados para que se filiem a partidos aliados a ele.
PSOL quer espaço

O PSOL também quer espaço na aliança de centro-esquerda ao Governo do Estado. Fontes afirmam que o partido vai buscar um espaço ao Senado, já que tem o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, como pré-candidato. É um sinal de que a esquerda está pensando em um projeto de união para a eleição.
O caminho do MDB

As reuniões do MDB têm sido reveladoras. As lideranças estão recebendo um recado muito claro de sua militância: se for com o governador Jorginho Mello (PL), depois de terem sido defenestrados, só vai o CNPJ e um pequeno percentual, pois a maioria tem optado, nos encontros, por meio do voto, pela candidatura própria ou por compor com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), indicando o vice. “Se for a reboque com o Jorginho, vai levar o carro sem gasolina, sem documentos e com o IPVA vencido. Não entrega”, afirmou uma fonte ligada ao partido. Se tem uma coisa que o governador conseguiu foi incendiar os emedebistas. Resta saber até onde vai essa chama.
Só na majoritária
As votações têm mostrado que menos de 10% do partido defendem a possibilidade de estar com o governador Jorginho Mello (PL). Para se ter uma ideia, em Lages, município que tem na prefeita Carmen Zanotto (Republicanos) uma forte aliada do governo, apenas 6% votaram a favor. “A reboque, sem estar na majoritária, não contem com a gente.” A frase foi repetida por diversas lideranças municipais ao longo dos encontros, que ocorreram em Guaraciaba, Chapecó, Concórdia, Campos Novos, Videira e Lages, reunindo mais de mil emedebistas. E o recado foi direto a todos que desejam ter os emedebistas em sua chapa. Mesmo assim, uma liderança do partido disse que, ainda que Jorginho ofereça a vaga de vice, a militância não aceitará, após a humilhante troca pelo Novo.
Recado direto

O deputado estadual Mauro de Nadal, ex-jogador de vôlei, presente em todos os encontros do MDB, fez um alerta direto: “A soberba é inimiga número um da vitória. Muitas vezes entrei em quadra achando que o adversário era fraco e saí derrotado. Há partido em Santa Catarina que acredita ser dono dos votos por causa de duas ondas eleitorais. História e trabalho prestado à sociedade catarinense quem tem é o MDB”, afirmou, em um claro recado ao PL.
Paulinha no MDB?

A deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, que preside o Podemos no estado, conversou com o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini. A informação é de que a parlamentar estaria preocupada com a formação da chapa federal e poderia migrar para o MDB. Questionada, Paulinha disse que foi uma ligação entre amigos e que ficaram de conversar pessoalmente, mas que as agendas ainda não encaixaram.
Fica no Podemos?
Questionada se pode mudar para o MDB, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, disse que é um passo difícil, já que não é apenas uma filiada: preside o Podemos no estado. “Tenho compromisso com os líderes que confiam em mim. Não posso aceitar. Mas não cheguei a falar pessoalmente com os meninos ainda”, afirmou.
Topázio resiste
Quanto à ida do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), para o Podemos, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, respondeu que não deve acontecer, apesar de gostar do pessedista e de serem amigos. “Ele gosta muito do Júlio (Garcia)”, afirmou. Porém, uma fonte relatou, neste fim de semana, que o próprio Topázio estaria resistindo à mudança de partido por temer um desgaste, caso o Podemos não consiga fechar uma boa nominata para federal.
Batendo de frente
No Republicanos, a briga será grande entre os deputados federais Jorge Goetten e Geovânia de Sá (PSDB), que deve se filiar ao partido. Há quem aposte que um dos dois poderá ficar sem a vaga devido à disputa direta.
Caso Orelha
Chama a atenção o fato de que os meninos do caso do cachorro espancado e jogado de um prédio, em Itajaí, já estejam recolhidos ao Case de São José. Por qual motivo o indiciado no caso Orelha também não está?
Veja mais postagens desse autor

