A Prefeitura de Joinville e dependência de recursos estaduais
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Um dos motivos – senão o principal – de Adriano Silva (NOVO) ter aceito ser o companheiro de chapa (vice-governador) de Jorginho Mello foi a continuação da “parceria” entre a Prefeitura de Joinville e o Governo Estadual. A maioria das obras previstas conta com a boa vontade de Jorginho Mello na liberação de recursos. Esta semana, por exemplo, o jornalista Jefferson Saavedra divulgou que a tão esperada terceira fase da duplicação da Ottokar Doerffel (importante acesso à cidade) custará R$ 36 milhões, dos quais R$ 26 milhões serão de responsabilidade do Governo do Estado. No principal projeto na área cultural também a participação decisiva do governador: o futuro Teatro Municipal – com capacidade para mais de mil pessoas – necessita de R$ 13 milhões para desapropriações no entorno do abandonado prédio do antigo Cine Palácio. O recurso já foi solicitado a Jorginho Mello.
O pedido da classe empresarial
O que Adriano Silva chama de “parceria” com o governador inclui também a duplicação de 5,8 Km da Rua Dona Francisca, trecho entre o viaduto Heinz Schulz até a BR-101, passando pela Rua Edmundo Doubrawa em Pirabeiraba. Em março de 2025, o Governo do Estado assumiu os R$ 63 milhões previstos, mas até agora a obra mais reivindicada pela classe empresarial está na fase de conclusão dos projetos.
Grama sintética
A data ainda não foi definida, mas a Secretaria Municipal de Esporte decidiu implantar grama sintética na Arena. Mais da metade do custo (R$ 2 milhões) virá de emenda parlamentar do deputado estadual Fernando Krelling (MDB), recurso estadual.
Financiamento e parceria
Com uma receita comprometida com a folha de pagamento – somente em janeiro último foi de R$ 103.253.674,72 – a maior prefeitura de Santa Catarina só tem a continuação de obras graças aos financiamentos (Ponte ligando os bairros Boa Vista ao Adhemar Garcia), emendas parlamentares e a “parceria” com o Governo Estadual.

Estadualização do Hospital Municipal
Em recente entrevista, Adriano Silva admitiu que as tratativas de estadualização do Hospital Municipal São José estão avançando. O anúncio oficial não aconteceu, mas este deverá ser um dos principais compromissos de campanha de Jorginho Mello aos joinvilenses (se for reeleito…). A manutenção do Hospital Municipal São José acaba sugando importante recurso mensal do Fundo 100 (caixa da prefeitura) que, com a estadualização, o valor será redirecionado à manutenção e pavimentação de centenas de ruas que permanecem com lama ou pó, lembrou o prefeito.
Indício da estadualização
Jorginho Mello praticamente antecipou a estadualização do São José ao anunciar em dezembro do ano passado a compra de um valorizado terreno de 17 mil m2 atrás do hospital por R$ 23,1 milhões. No local será construído um prédio para a expansão do hospital do município e da vizinha maternidade Darcy Vargas do Estado.
Os votos no maior colégio eleitoral
Joinville conta com mais de 425 mil eleitores. Na última eleição (2024) os votos válidos foram 310.497, dos quais 244.321 votaram pela reeleição de Adriano Silva (78,69%). Bolsonaro teve 83,13% dos votos no segundo turno em 2018 contra 21,43% de Lula. Em 2024, Bolsonaro baixou para 76,60% contra 23,40% de Lula. Com base nestes números, o cálculo é que Jorginho Mello com Adriano Silva de vice consiga uma vantagem superior a 200 mil votos somente no Município no primeiro turno.
Frase
“Eu saio de Joinville com uma vantagem que me coloca no segundo turno. Aí depois será outra eleição”, Luiz Henrique da Silveira, em entrevista ao colunista em maio de 2002.
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