Movimentos de Carlos Bolsonaro e Jorge Seif expõem racha entre PL bolsonarista ‘raiz’ e o PL de Jorginho Mello e Ana Campagnolo
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Após a decisão unilateral de Jorginho Mello de trocar o vice sem comunicar o MDB – com quem já havia firmado acordo -, opositores do governador buscam reconfigurar o cenário da disputa pelo governo em torno de um candidato capaz de aglutinar forças e se mostrar competitivo, bem como definir uma boa chapa ao Senado.
De acordo com informações obtidas junto a cúpulas de partidos, a ligação de Carlos Bolsonaro a João Rodrigues não foi uma manobra apenas para causar tensão dentro do PL e, tampouco, apenas um recado direto a Jorginho Mello. O filho de Bolsonaro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ao saber do provável recuo do prefeito de Chapecó para concorrer ao Senado, sentiu, pela primeira vez, a sua candidatura ameaçada.
Enquanto a primeira vaga, até o momento, fica com De Toni, num cenário com Amin em quarto e Décio Lima em terceiro, Carlos estava seguro. Ocorre que a possível entrada de João Rodrigues geraria uma disputa pela segunda vaga e, por isso, de acordo com informações, o ex-vereador do RJ ligou para João, colocando-se à disposição do partido para ele ser o candidato do PSD ao Senado: convencer João a deixar uma eventual candidatura ao Senado deixaria Carlos mais confortável.
A tentativa de aproximação de Carlos Bolsonaro com o PSD e, mais recentemente, uma entrevista do senador Jorge Seif elogiando João Rodrigues expõem o que já está muito evidente: o racha do PL bolsonarista, de Carlos e Seif, com o PL de Jorginho e Ana Campagnolo.
Vale lembrar que o governador já atuou nos bastidores para desgastar a imagem de Carlos Bolsonaro e, no episódio que gerou atrito sobre a divergência entre Seif e Ana a respeito da candidatura, Jorginho, em eventos com a presença do senador e da deputada, fez inúmeros elogios a Ana, causando constrangimento a Seif. As disputas internas no PL de Santa Catarina, a cada dia que passa, ganham contornos mais dramáticos, que podem influenciar no projeto de reeleição de Jorginho.
Carlos Bolsonaro no PSD hoje é praticamente improvável, uma vez que Flávio Bolsonaro, caso mantenha sua candidatura a presidente, estará no palanque de Jorginho. É impossível? Não. O PSD aceitaria? A saída do filho de Bolsonaro para o partido de Kassab representaria uma derrota acachapante para o atual governador. Neste momento, a única coisa que dá para cravar é que João Rodrigues, ao admitir nos bastidores que pode concorrer ao Senado, tem Carlos Bolsonaro na mão.
Ainda há tempo para Jorginho articular muita coisa; é ele quem ainda dá as cartas. Mas a sensação é de que o jogo começa a dar sinais tímidos de que pode mudar de mãos a qualquer momento.




