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Imagem: Gregori Flauzino

A Prefeitura de Criciúma concluiu a restauração de um locomóvel fabricado em 1914, equipamento considerado símbolo do início da industrialização no município. A intervenção foi coordenada pela Fundação Cultural de Criciúma (FCC) e integra um conjunto de ações voltadas à preservação da memória histórica e dos patrimônios culturais da cidade. O bem está instalado na Praça da Chaminé, no bairro Próspera, e passou por revitalização completa, com recuperação estrutural e respeito às características originais.

O equipamento havia sido retirado temporariamente do local em abril do ano passado, durante ações do programa municipal “Criciúma, Quem Ama Cuida” na região da Grande Próspera. A restauração, executada por empresa especializada, durou cerca de seis meses. Após o processo, o locomóvel retornou à praça com pintura, estrutura e componentes recuperados, seguindo critérios técnicos de preservação patrimonial.

Fabricado pela empresa alemã Henrich Lanz, de Mannheim, o locomóvel foi importado para atender às demandas da mineração de carvão em Santa Catarina. Apesar da aparência semelhante à de uma locomotiva, trata-se de um gerador elétrico a vapor, utilizado para fornecer energia às minas, alimentar lâmpadas, bombas d’água e equipamentos de perfuração. Em 1914, já operava na geração de energia para a Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá (CBCA) e para estabelecimentos comerciais e o cinema local, consolidando-se como marco do avanço tecnológico da cidade.

Segundo o prefeito Vagner Espindola, a preservação do patrimônio histórico contribui para manter viva a identidade do município. “Preservar o patrimônio histórico é reconhecer o esforço de quem construiu Criciúma e garantir que as próximas gerações compreendam a trajetória de desenvolvimento da cidade. Olhar para o futuro também exige respeito ao nosso passado”, afirmou. Paralelamente à restauração, a FCC realizou inventário que já catalogou cerca de 50 monumentos, incluindo patrimônios arquitetônicos, industriais, ferroviários e memoriais, além de promover intervenções em espaços públicos e bens tombados.