Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

O que tem incomodado Carlos

Foto: reprodução.

Carlos sabe que é preterido tanto por Jorginho quanto por João Rodrigues. O principal fiador de sua candidatura ao Senado por Santa Catarina é o capital político do próprio pai. Assim, para obter a bênção de Bolsonaro, qualquer candidato ao governo estaria disposto a assumir o ônus de tê-lo na chapa.

O ex-vereador do Rio de Janeiro também tem consciência de que nenhum dos pré-candidatos ao Senado da ala bolsonarista terá culhão para admitir publicamente que sua pré-candidatura está atrapalhando os planos da direita em Santa Catarina.

Toda a celeuma criada em torno da vaga ao Senado na chapa de Jorginho Mello tem servido, na prática, para desgastar a imagem de Carlos Bolsonaro. Nos bastidores, ele já começa a receber o pouco lisonjeiro rótulo de “estorvo” e “forasteiro”.

Seif cassado seria a solução de todos os problemas

É fato, também, que a tendência do TSE de manter o mandato de Jorge Seif frustra os planos de Jorginho. Sem a vacância da vaga, o governador perde a possibilidade de acomodar três candidatos ao Senado. Dessa forma, o impasse não se resolve, e a ideia de reunir Carlos Bolsonaro, De Toni e Amin na mesma chapa fica inviável.

Esse cenário também se torna um obstáculo para Carlos. A manutenção de Seif reforça a resistência de parte do eleitorado, que rejeita a ideia de Santa Catarina eleger dois senadores oriundos do Rio de Janeiro. Isso pode ampliar ainda mais sua taxa de rejeição.

O telefonema a João Rodrigues

O telefonema de Carlos Bolsonaro a João Rodrigues, aventando a possibilidade de disputar o Senado pelo PSD, revela (salvo incoerência da própria família Bolsonaro) uma hipótese praticamente inviável neste momento do cenário político.

Flávio Bolsonaro vem se consolidando como um dos principais adversários de Lula e depende do palanque do governador Jorginho Mello em Santa Catarina. Não bastasse Michelle Bolsonaro declarar apoio incondicional a De Toni, contrariando os irmãos, haveria agora Carlos no palanque de João, contra Jorginho, apoiado por Flávio. Não.

Portanto, esse contato com o pessedista parece ser mais uma tática de atuação daquele que, nas campanhas do pai, ficou conhecido como o “agente do caos”. Ele foi apontado como um dos responsáveis pela comunicação mais agressiva e pela disseminação de informações controversas. Esse traço também se percebe em suas poucas e, muitas vezes, confusas declarações públicas.

No período pré-eleitoral, é comum que “balões de ensaio” sejam lançados para medir a aceitação e a rejeição do eleitorado a determinadas possibilidades. Cabe a nós interpretarmos o que está por trás desses movimentos e informar com responsabilidade.

No caso de Carlos, não passa de uma traquinagem do filho mimado do pai rico em votos. Ele decidiu fazer o que quer de Santa Catarina, com o aval do próprio sobrenome.