Antídio resiste à pressão por candidatura; a conversa entre Carlos e João Rodrigues; caso Master gera temor na federação UP – e outros destaques
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

O deputado estadual Antídio Lunelli está sofrendo uma forte pressão de seus colegas de bancada para ser o candidato do MDB ao Governo do Estado. Uma conversa ocorreu em um jantar, na terça-feira, na residência que Lunelli tem em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Porém, segundo relatos, o que se viu foi um Antídio sem motivação.
Vale lembrar que, antes de os emedebistas aderirem ao governo Jorginho Mello (PL), em troca de espaços e também com a promessa de que indicariam o vice na chapa do líder dos liberais, Lunelli chegou a tentar convencer os seus colegas de que o MDB teria que ter um projeto próprio e que ele poderia ser o candidato a governador. Nem ele nem outros deputados que eram contra aderir ao governo Jorginho foram ouvidos, o que pode explicar o sentimento que demonstra agora. Mas ficou de pensar; portanto, ainda pode ser que Lunelli se convença a enfrentar o desafio. A única certeza que deu é que não sairá do partido.
Ontem, os deputados atenderam a um convite de Jorginho para um almoço na Casa d’Agronômica. O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, não foi convidado, mas foi comunicado por todos que iriam ao encontro. Se o cardápio gastronômico, que contou com camarão, peixe grelhado e vinho de uva Goethe, de uma vinícola de Urussanga, agradou, não é possível dizer o mesmo do cardápio político. Um parlamentar chegou a me dizer que conhece a receita desse cardápio e que não é nada agradável. “É o cardápio do ‘venha a mim o vosso reino’”, afirmou, referindo-se ao governador, o qual, segundo ele, age sempre pelos seus interesses.
Já outro deputado me disse que foi importante ir ao encontro, pois o partido teve uma relação de dois anos com o governador, o que não permite sair atirando. Mesmo assim, afirmou que o que Jorginho fez com o MDB a militância não perdoará. “Há uma revolta. Mas as pessoas estão dizendo para seguirmos e vermos como uma oportunidade de nos organizar e pensar em um projeto próprio”, afirmou. Outra liderança emedebista foi além: “Está voltando o sentimento de partido, de MDB. Aconteceu isso como oportunidade para se valorizar. Sentimos o golpe, foi uma humilhação, mas temos que seguir em frente”, destacou. A informação é que, até março, haverá uma definição.
Conversa
Uma liderança emedebista me disse que há boas conversas com o PSD e com o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues. Porém, revelou que o partido espera por uma proposta formal para que seja tomada uma decisão. “A ordem do presidente Chiodini é que devemos jogar parados. Não vamos correr muito”, informou. Consegui falar rapidamente com Carlos Chiodini, que se limitou a repetir que o MDB não estará em qualquer projeto se não estiver na majoritária. Também confirmou a informação de que o ex-presidente da República, Michel Temer, ligou para ele estimulando que o MDB participe apenas de projetos que o coloquem na majoritária.
Carlos com Rodrigues

A informação do colega Igor Gadelha, do Metrópoles, de que o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), ligou para o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), é confirmada pelo próprio filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Se, por um lado, é difícil que ocorra o movimento de ele se filiar ao PSD, já que o seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), disputará a Presidência da República, por outro, é sempre importante lembrar de um componente muito relevante: o psicológico. Carlos, quando é contrariado, torna-se indomável e pode fazer qualquer coisa, inclusive se filiar a outro partido de centro-direita, que é o caso do PSD. É importante destacar um ponto: ele jamais faria essa ligação sem a anuência do ex-presidente.
Flertes com o PSD
Quem conhece os bastidores sabe que nomes da extrema-direita já flertaram com o PSD no estado. No caso de Carlos Bolsonaro, houve um pedido de desculpas ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), e a pergunta se o pessedista bancaria a sua candidatura ao Senado. Rodrigues disse que sim, pela consideração que tem pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), de quem é amigo e ex-colega de Câmara Federal.
Se valorizou
Também de acordo com o colunista Igor Gadelha, o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), disse ao governador Jorginho Mello (PL) que, se ele não o quisesse, se aproximaria do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). É claro que Jorginho respondeu que o quer, assim como a deputada federal Carol de Toni (PL). Inclusive, o governador anda espalhando que a parlamentar ficará no Partido Liberal, situação que teria irritado De Toni.
Temor na federação
Há um temor na Federação União Progressista em Santa Catarina. Lideranças temem que Ciro Nogueira e Antonio Rueda se compliquem por causa do caso do Banco Master. Inclusive, corre nos bastidores em Brasília que eles poderiam tentar construir um acordo com o governo Lula (PT) para tentar evitar problemas. Se isso acontecer, como ficará a federação no estado?
Mais assédio em escola
A Secretaria de Estado da Educação instaurou mais um processo disciplinar para apurar a conduta de um professor acusado de manter relações indevidas com alunos da rede pública estadual. O novo caso se soma a outros 27 registros contabilizados apenas no ano passado, conforme levantamento que a coluna vem realizando sobre os procedimentos administrativos instaurados pela pasta. De acordo com o ato de instauração, o servidor — contratado em caráter temporário (ACT) — é investigado por “manter contato com aluno por meio de aplicativo de mensagens e, durante essa interação, enviar conteúdos de natureza sexual, incluindo vídeo e fotografia”. A denúncia acendeu novamente o alerta sobre os mecanismos de controle e prevenção dentro das unidades escolares.
Precisa de protocolos
Nesta semana, a coluna destacou o caso envolvendo a escola indígena em José Boiteux. A recorrência de episódios dessa gravidade evidencia que medidas mais firmes e urgentes precisam ser adotadas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes nas escolas públicas estaduais. A sucessão de investigações administrativas impõe à Secretaria de Estado da Educação não apenas a apuração rigorosa das denúncias, mas também a implementação de protocolos preventivos mais eficazes, capazes de garantir segurança, acompanhamento e transparência à comunidade escolar.
Inteligência que já existe
O vereador Rodrigo Andrade (PSD) quer apresentar um projeto para implantar um sistema de inteligência com videomonitoramento em São José. A proposta é boa, porém já existe esse sistema na cidade. Ao todo, quase 400 câmeras estão espalhadas em pontos estratégicos, integradas às forças de segurança, para auxiliar na identificação e elucidação de crimes e no monitoramento de áreas sensíveis. Uma fonte informou que, no Carnaval, a cidade terá câmeras com reconhecimento facial.
Influência

O ex-procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Fernando Comin, foi empossado nesta semana para mais um mandato de dois anos no Conselho Nacional do Ministério Público e eleito por aclamação como o novo Corregedor Nacional do MP. O catarinense Comin se tornou uma das figuras mais influentes no Ministério Público Federal.
Veja mais postagens desse autor

