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O melhor dos mundos

Foto: reprodução

Poucos meses atrás, Jorginho Mello tinha sua chapa praticamente cristalizada. Além do governador naturalmente encabeçar a majoritária, o partido havia assegurado a primeira vaga ao Senado para Carol De Toni, ambos com reeleição e eleição praticamente dadas como certas, de acordo com pesquisas recentes.

A formação de uma tríplice aliança contava com o vice do MDB, para ampliar o diálogo com o eleitor de centro e garantir capilaridade nos municípios menores. A segunda vaga do Senado ficaria com o União-PP, destinada ao senador Amin, que possui o maior tempo de programa eleitoral de rádio e TV.

Interferência 1: Jair Bolsonaro

O ex-presidente indicou seu filho, Carlos Bolsonaro, então vereador pelo Rio de Janeiro, para concorrer ao Senado, ocupando a vaga do PL que seria de Carol De Toni. Desde o início, o governador foi contra a chapa pura, principalmente porque a segunda vaga, destinada a Amin, é estratégica e poderá ser decisiva na eleição.

Por outro lado, na visão de Jorginho Mello, do PL e de boa parte dos catarinenses, deixar Carol fora da disputa ao Senado seria uma grande injustiça eleitoral, considerando que ela é o quadro mais bem avaliado do estado depois do próprio governador. Entretanto, nessa queda de braço entre correligionários, Jorginho não teve envergadurapara passar por cima de uma determinação de Bolsonaro e bancar Carol De Toni ao Senado.

— Com a consolidação da pré-candidatura de Carlos, o governador contra-atacou e iniciou, então, um período de desgaste da imagem do filho do “chefe”, amplamente explorado pela imprensa. Um movimento de senso de pertencimento chegou a colocar até os próprios bolsonaristas contra a decisão do ex-presidente.

Carol sentiu-se rifada

Ao perceber que não teria saída para viabilizar sua candidatura pelo PL, a deputada considerou a possibilidade de deixar o partido e chegou a abrir conversas com o NOVO. Caso a transferência se concretizasse, o NOVO já se preparava para lançar sua candidatura. Por outro lado, isso acabaria inviabilizando a participação do partido no projeto do governador, já que a lei permite apenas dois candidatos ao Senado por coligação.

Jorginho sem saída

Não podendo bancar a candidatura de Carol De Toni pelo PL, e sem poder cogitar retirar a segunda vaga prometida a Amin, Jorginho agiu para inviabilizar a candidatura de sua aliada. Convidou Adriano Silva, do NOVO, para ser seu vice. Foi rápido, deu um “chapéu” na deputada, conseguiu atrair a sigla para seu projeto, ganhar um vice bem avaliado em Joinville e, ao mesmo tempo, tirar mais uma vez Carol De Toni do páreo ao Senado.

Interferência 2: Valdemar

Há poucos dias, o presidente nacional do PL fez duas propostas a Carol De Toni. Na primeira, ofereceu a vaga de vice, passando por cima de uma definição de Jorginho. Na segunda, propôs que ela concorresse à reeleição como deputada, com a promessa de se tornar líder de bancada. Todas as propostas foram prontamente recusadas, e o líder do PL ainda prometeu interferir no diretório estadual caso De Toni mantivesse sua candidatura ao Senado.

Nesse emaranhado, Valdemar age para assegurar a vaga de Carlos Bolsonaro a pedido de Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, reforçar o acerto nacional que mantém com o PP.

Jair Bolsonaro é o agente do caos no Estado

Imagem: IA

Toda essa celeuma coloca Jorginho Mello e Carol De Toni para se equilibrarem como macacos em uma loja de cristais. O PL, especialmente em Santa Catarina, virou uma Babilônia; a casa da mãe Joana: todo mundo dá pitaco e ninguém se entende. A sigla vive em pé de guerra interna e longe de resolver seus conflitos, justamente por se deixar assombrar pelas decisões de um fantasma aprisionado.

A devoção incondicional ao bolsonarismo prejudicou Jorginho Mello, ao mesmo tempo em que pode tornar a oposição mais competitiva. A legenda se tornou refém de sua própria devoção à sombra de um líder preso. Infelizmente, a corda do bolsonarismo, que ajudou muitos a alcançar ascensão rapidamente, hoje está no pescoço, asfixiando todos aqueles que subiram com ela.