Presidente do PSD de Joinville crítica e responsabiliza NOVO por Adriano ser vice de Jorginho
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Iniciando seu quarto mandato na presidência da Câmara de Vereadores de Joinville e há quatro anos como presidente do diretório municipal do PSD, Diego Machado comentou o fato de Adriano Silva ser companheiro de chapa de Jorginho Mello em outubro. Segundo ele, foi uma decisão do partido NOVO. “O governador colocou o NOVO e o prefeito de Joinville no bolso dele”, afirmou Machado em seu pronunciamento no Plenário. “O NOVO caiu no conto do vigário…” prosseguiu.
Seria governador
Depois de argumentar que o NOVO influenciou a decisão do prefeito de Joinville a aceitar o convite do governador, Diego Machado garantiu que Adriano seria o próximo governador, mas e o candidato de seu partido, João Rodrigues? “Era para (o prefeito) ser candidato a governador e seria o próximo governador, mas o NOVO tem a esperança de que Jorginho Mello venha a apoiar Adriano daqui a quatro anos. O NOVO só existe porque Adriano existe. Adriano é muito maior do que o NOVO”, insistiu o presidente da Câmara de Vereadores.
Quem é o responsável?
Afinal, foi o NOVO que influenciou Adriano Silva em renunciar a prefeitura de Joinville para ser pré-candidato a vice-governador – ou foi decisão do próprio prefeito? Em longa entrevista para uma emissora local, Adriano Silva deixou implícito que a decisão foi dele. Lembrou que recebeu propostas para concorrer a governador e que aceitou o convite de Jorginho Mello pensando em Joinville. “Gastamos R$ 300 milhões do fundo 100 (caixa da prefeitura) com o Hospital Municipal São José e há estudos para que ele seja estadualizado. Nos cálculos do prefeito, esta operação vai permitir mais recursos para pavimentação, hoje a maior demanda e que não pode ser atendida por falta de recursos.
Hospital Municipal São José
Não há dúvidas de que a estadualização do maior hospital da região (mantido pelo Município) influiu na decisão de Adriano Silva. Ele adiantou na entrevista que, no estudo em andamento, o Estado contrataria uma Organização Social (OS) para administrá-lo e que não haveria mudança no status trabalhista (continuarão sendo servidores municipais). “Quando eles se aposentarem serão substituídos por contratados da OS”, acrescentou.
Maior que o NOVO
Diego Machado tem toda a razão quando afirma que o NOVO “só existe por causa do Adriano Silva” e que ele “é maior do que o partido”. Então como o partido iria “influenciar” Adriano? Aliás, entrevistas do presidente nacional e também do estadual contestaram Jorginho Mello e até recentemente defendiam que o NOVO deveria ter candidatura própria, ou seja, Adriano Silva. Por que a cúpula (incluindo o deputado joinvilense Matheus Cadorin) do NOVO iria mudar tão repentinamente de posição (de candidatura própria para ser vice) e “influenciar” seu maior líder catarinense em aceitar o convite de alguém (Jorginho) tão criticado por ela? A decisão foi pessoal de Adriano.
Linha do tempo
No início de janeiro, as principais lideranças do PSD – incluindo João Rodrigues e Jorge Bornhausen – estiveram na casa do pai do prefeito de Joinville e ofereceram a Adriano Silva candidatura de governador (pelo NOVO) com o apoio do PSD. João Rodrigues seria candidato ao Senado. Adriano não teria aceitado. Ao tomar conhecimento da reunião de JOINVILLE, Jorginho Mello fez o convite para ele ser seu candidato a vice-governador. Óbvio que houve compromissos por parte do governador, como a questão do Hospital Municipal, entre outros. Uma semana depois, Adriano reúne a cúpula do NOVO em um almoço e relata seu dilema sobre renunciar e revela que no dia seguinte pela manhã estaria no Palácio da Agronômica para anunciar que seria companheiro de chapa na reeleição do governador.
Primeira reunião
Antes da eleição de 2024, uma caravana do PSD esteve em Joinville para filiar o único vereador eleito pelo PSDB em Joinville, Diego Machado. Depois, estiveram reunidos com Adriano Silva, então candidato à reeleição. João Rodrigues, presidente estadual Eron Giordani, Clésio Salvaro, entre outros, propuseram uma coligação ao prefeito, com o PSD indicando o seu vice. Adriano recusou porque não abriria mão de continuar com Rejane Gambin de vice. Não aceitou, também, a sugestão do PSD da vice-prefeita se filiar ao partido e continuar como candidata a vice. Adriano Silva não aceitou, concorreu de chapa pura, teve o apoio do PSD (sem negociar cargos) e se reelegeu com 78,69% dos votos.
Curtas
– Em seu pronunciamento na Câmara de Vereadores de Joinville, Diego Machado – a maior liderança do PSD na região Nordeste – deixou escapar que, com Adriano, Jorginho pode até ganhar no primeiro turno.
– Sem citar o nome, Diego Machado revelou que não conhece e “nunca vi” o presidente estadual do NOVO.
– É o empresário joinvilense Kahlil Zattar.
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