Liesla, Liga das Escolas de Samba de Lages, minimiza caso de injúria racial; ataque ao exercício do jornalismo
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Ao entrar em contato com a Liga das Escolas de Samba de Lages, recebi a seguinte resposta:
“Boa tarde, Jean. Em breve a Liga vai se manifestar. Grato pela informação.”

Logo depois, foi divulgada uma nota de repúdio que não menciona o caso ocorrido na Secretaria da Mulher, contendo o seguinte trecho:
“Diante dos fatos recentemente divulgados e da grande repercussão ocorrida no município de Lages, envolvendo denúncias de práticas racistas, em ‘ambiente de trabalho’ e em outra situação que resultou em prisão em flagrante, entendemos que se faz necessário um posicionamento claro, responsável e contundente.”
A ausência de referência ao caso específico da Secretaria da Mulher levanta a seguinte questão: estaria a Liga omitindo o local do acontecimento para não desagradar a Prefeitura, que tem auxiliado as escolas na organização dos desfiles? Surge, então, uma reflexão ética: a dignidade da pessoa preta pode ser negociada por apoio institucional ou por algumas migalhas? Certamente, não.
A Liga das Escolas de Samba representa uma manifestação cultural construída pela população preta e, por isso, carrega responsabilidade pública. Diante de atos de racismo, omitir o local do ocorrido é minimizar a gravidade dos fatos. A luta de um povo oprimido por séculos – inclusive pelo próprio Estado – não pode ser precificada por tão pouco. Na dimensão ética e política, calar ou relativizar episódios de injúria racial rompe o vínculo histórico entre o samba e a luta por dignidade.
Posição do SINDSERV
Procurado pela redação do SC em Pauta, o presidente do Sindserv manifestou repúdio aos casos, em especial ao ocorrido com a servidora do município. Acrescentou que a justiça deve cumprir o seu papel e que o caso seja esclarecido, sendo tratado com a importância e o cuidado que merece.
Ataque ao exercício do jornalismo
Durante a manhã do dia 30/01, entrei em contato pelo grupo de WhatsApp da Liga para cientificá-los sobre a matéria, tratando da ausência de manifestações institucionais diante dos casos de injúria racial. Fui violentamente hostilizado por uma senhora, que proferiu ofensas pessoais e acusações graves. Segundo consta, ela foi a pessoa que redigiu a “nota de repúdio” relativizada.
Diante da gravidade das acusações imputadas a este colunista, não vejo outra alternativa senão ingressar com processo cível e criminal. Também entrarei em contato com a Liesla para verificar se a referida senhora faz parte da Liga ou, de algum modo, a representa. Caso isso se confirme, a Liga poderá ser corresponsável pelas consequências do episódio envolvendo essa integrante. Por fim, emitirei uma nota de repúdio em face do comportamento desta pessoa dentro da instituição.



