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Imagem: ChatGPT

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 59,2 mil empregos formais, segundo dados do Novo Caged. O resultado colocou o estado na sétima posição nacional na geração de vagas. Apesar do desempenho, os indicadores apontam desaceleração da atividade econômica, especialmente quando comparados a 2024, ano em que o crescimento foi de apenas 2,3%, o que posicionou SC na 23ª colocação entre os estados que mais criaram postos de trabalho.

A indústria catarinense fechou o ano com saldo positivo de 6,9 mil vagas. No entanto, o setor apresentou sinais de perda de ritmo ao longo do ano, com impacto mais evidente no mês de dezembro. De acordo com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), fatores como a manutenção de juros elevados e o chamado Tarifaço influenciaram negativamente o desempenho industrial, afetando cadeias produtivas e o consumo de bens duráveis.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a política monetária restritiva tem reduzido a atividade econômica de forma geral. Ele destaca que o impacto é mais perceptível na indústria, setor sensível à elevação do custo do crédito. Além disso, questões externas contribuíram para o resultado, especialmente nos segmentos de madeira e móveis, que encerraram o ano com fechamento de 2,8 mil postos de trabalho.

Entre os segmentos industriais, alimentos e bebidas lideraram a criação de vagas em 2025, com saldo positivo de 3,8 mil empregos, conforme dados do Observatório FIESC. O desempenho foi impulsionado pelo consumo interno e pela ampliação das exportações. A construção civil registrou o segundo maior saldo, com 3,7 mil vagas, refletindo o dinamismo do setor, especialmente no litoral catarinense, e menor sensibilidade à alta dos juros em comparação a outros estados.

O setor de máquinas e equipamentos também apresentou resultado positivo, com criação de 2,8 mil vagas, favorecido pela safra recorde, incentivos como a depreciação acelerada e pela retomada da economia argentina, que impulsionou as exportações. Por outro lado, além do setor de madeira e móveis, os segmentos têxtil, de confecção, couro e calçados registraram retração, com fechamento de 1,7 mil postos de trabalho no ano.

Na avaliação do economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o atual cenário econômico afeta de forma mais intensa a indústria, em razão do encarecimento do crédito e da redução no consumo de bens duráveis. Em contrapartida, os setores de serviços e comércio apresentaram desempenho mais favorável ao longo de 2025, com saldo positivo de 38,7 mil e 12 mil vagas, respectivamente. A agropecuária encerrou o ano com criação de 1,5 mil empregos.

Os dados de dezembro reforçam a tendência de desaceleração da economia catarinense. No último mês do ano, o estado registrou saldo negativo de 48 mil empregos formais. Todos os grandes setores apresentaram perdas, com destaque para a indústria, que fechou 27,1 mil vagas no período. Serviços perderam 15 mil postos, o comércio registrou saldo negativo de 3,8 mil e a agropecuária encerrou dezembro com queda de 2 mil empregos.

Para Bittencourt, embora a redução de vagas em dezembro seja um movimento sazonal, o volume registrado em 2025 superou as expectativas e indica uma perda mais acentuada de tração da atividade industrial no estado.