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Isadora Neumann / Agência RBS

Relembrando. No final dos anos 1980, em Blumenau, a rua XV de Novembro, principal via comercial do Centro da Cidade, estava repleta de vendedores informais que espalhavam grandes toalhas nas calçadas, ali expunham seus produtos, e abordavam as pessoas que passavam. A balburdia atrapalhava o trânsito de pedestres, perturbava o sossego das pessoas, enfeiava o coração de uma cidade que se orgulhava de sua beleza e de sua organização.

Muita gente clamava pela pura e simples expulsão dos camelôs. Mas, o Prefeito Vilson Kleinubing e seu Secretário de Planejamento queriam que o problema da informalidade fosse solucionado sem deixar de lado o aspecto social da questão. Qualquer que fosse a alternativa, ela teria de incluir a proteção daqueles que já exerciam o comercio informal há bastante tempo.

Da rua para o centro de compras dos preços baixos.

Foto: autor da coluna.

A resposta seria a transferência dos ambulantes tradicionais para local adequado à sua atividade, o “camelódromo”: um centro de compras de preços acessíveis a todos, bem-organizado. E para tornar viável um projeto assim, que fosse, ao mesmo tempo, factível, operativo e justo, muitas dificuldades precisavam ser superadas.

Quem eram os autênticos camelôs de Blumenau?

FreePik

A primeira grande complexidade foi a definição de quantos daqueles informais deveriam ser reconhecidos como camelôs “de Blumenau”. Eles teriam de ser arrolados em um cadastro e somente teriam direito a um lugar na lista, e no projeto, aqueles que já estavam instalados em seus informais lugares de trabalho antes da posse do Prefeito em 1º de janeiro de 1989. Era preciso passar uma régua nesta data. Recém-chegados à cidade e ao comercio de rua não poderiam ser aceitos porque, se assim fosse, o rol não teria fim.

Como fazer isso? Que critérios haveríamos de adotar? Quem poderia designar, com segurança, quem eram os autênticos camelôs originais?

Eis que surgem os líderes do outro lado da mesa.

FreePik/IA

Nossa sorte é que, ainda nas primeiras semanas do ano, quando começava a se tornar público o projeto dos camelódromos, compareceu lá no Planejamento um pequeno grupo representativo dos mais antigos vendedores ambulantes. Eram, todos, reconhecidos como líderes dos interessados, e conheciam todos. Ainda que informalmente, eles assumiram a responsabilidade pelo cadastro dos que teriam espaço nos novíssimos centros de comércio barato da cidade.

Próxima coluna.

O final da história dos camelódromos. Um projeto que visava a resolver um problema – a desorganização urbana causada pela proliferação de vendedores ambulantes no centro da cidade – acabou se transformando numa atividade legal, organizada, e interessante para vendedores e consumidores.