Peregrinação ideológica: vereador Castor, de Lages, vai a Brasília tietar Nikolas Ferreira: “senti no meu coração”
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Críticas
Na página de notícias Biguá Tá On, entusiasta da prefeita Carmen Zanotto e apoiadora do vereador Castor na última eleição, foi publicado um vídeo em apoio ao parlamentar. No entanto, o que se viu foi uma verdadeira chuva de críticas ao ato do vereador interiorano de “caminhar para salvar a nação” – pretensioso, megalomaníaco ou utópico? Não sei.
Mas está de acordo com aquilo que se pode esperar de um vereador de primeira viagem: desconexo e desapegado das suas prerrogativas constitucionais do Paço.
Frases como “por que não caminha pelas ruas de Lages?”, “não tem mais o que fazer na vida!” e “vereador federal” representaram o pensamento predominante entre os comentários.
Após a repercussão da sua viagem, o vereador enviou uma mensagem de voz para um determinado grupo, solicitando ajuda para mitigar a percepção negativa dos comentários dos lageanos na página Biguá Tá On: “Pessoal, o Biguá reportou um storie meu ali, e o pessoal meio que caiu de pau em cima de mim. Preciso da ajuda do nosso exército pra me defender lá, fazer comentários positivos. Se vocês puderem me ajudar, eu agradeço muito.”
“Senti no coração”
A busca por validação, por qualquer gesto que demonstre fé política em determinada crença, é o que tem levado muitos políticos de todo o Brasil a saírem de suas casas para peregrinar com Nikolas Ferreira. Não é um movimento pelo Brasil, é por uma eleição, por um projeto próprio de fortalecimento de imagem e possível ganho de capital político que uma foto com o deputado mais famoso do Brasil pode proporcionar.
Recurso próprio
Ao que tudo indica o vereador não fez uso de recurso público, como pedido de reembolso da sua viagem, e nem o fará. Ele esteve num ato político-partidário, não num ato institucional, representado a cidade como vereador.
Comparação
Não se pode comparar a caminhada de um agitador barato de redes sociais com a marcha liderada por Martin Luther King. I Have a Dream foi um dos maiores discursos da história da humanidade, marco civilizatório na luta por direitos civis.
Nikolas Ferreira não possui envergadura cognitiva para tal paralelo, e tampouco o Brasil vive um momento histórico que justifique esse tipo de investidura messiânica ou encenação política.
O ato de Nikolas Ferreira é uma estratégia de reavivamento do espírito do bolsonarismo das últimas eleições e de fortalecimento da polarização em ano de campanha.
Editorial – Coluna Jean Carlo Lima, no SC em Pauta. Este texto expressa a interpretação e o posicionamento editorial do colunista sobre os fatos narrados acima.



