Camelôs e camelódromos. Um problema e uma solução.
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No final dos anos 1980, em Blumenau, a rua XV de Novembro, principal via comercial do Centro da Cidade, estava repleta de camelôs. Vendedores informais espalhavam grandes toalhas nas calçadas, ali expunham seu sortimento de produtos, e abordavam as pessoas que passavam. Essa balburdia atrapalhava o trânsito de pedestres, perturbava o sossego das pessoas, enfeiava o coração de uma cidade que se orgulhava de sua beleza e de sua organização.
Este era um fenômeno que se alastrava por todo o País, especialmente nas grandes cidades, e, em muitas permanece até hoje.

A urgência de encontrar uma solução em Blumenau.

Em Blumenau, tal situação despertava a inconformidade dos comerciantes ali estabelecidos, que tinham, dentro do seu custo, o alto preço do aluguel das lojas mais os inevitáveis impostos. E ainda sofriam com a concorrência dos que não tinham nada dessas despesas. Os camelôs eram, na época, menos do que microempreendedores, mas, somados, competiam de maneira significativa com os empresários tradicionais.
Devido à tradição da rua XV como centro comercial de excelência, e sua importância para o turismo da cidade, era preciso tomar providências rápidas e incisivas, que levassem em conta esses aspectos e, também, a questão social envolvida.
Análise, planejamento e diálogo.
Quando Vilson Kleinubing assumiu a Prefeitura de Blumenau, no abafado primeiro dia de 1989, já tinha todas essas informações na cabeça e a firme intenção de resolver a questão que era econômica, turística e também social. Alguns dos camelôs estavam ali há muito tempo. Embora não tivessem, claro, nenhum direito adquirido ao seu “ponto de venda”, esperavam que as autoridades olhassem sua situação com empatia. O novo Prefeito tinha, sim, compreensão no que dizia respeito ao lado mais fraco, sem ignorar que os lados mais fortes mereciam que o problema fosse resolvido.
Pioneirismo em uma complexa questão urbana.
A solução encontrada foi, provavelmente, uma das pioneiras em cidades do interior do País. O primeiro camelódromo do Brasil foi criado no Rio de Janeiro em 1984 e o de Goiânia, que é de dezembro de 1995, teria sido o segundo. Mas, entre 1989 e 1990 o Prefeito Vilson Kleinubing idealizou um projeto desse tipo e seu sucessor Victor Sasse lhe deu seguimento em 1991 e 1992. É possível que seja de Blumenau o segundo lugar nessa ordem de pioneirismo.
Mãos à obra.

O plano que teria de beneficiar, ao mesmo tempo, os vendedores informais, o comércio formal e a cidade, tinha como base a instalação de centros de vendas, em instalações de médio porte, que reuniam os ambulantes de maneira organizada, cada um com seu espaço fixo. Não lembro de quem foi a ideia, provavelmente do próprio Prefeito. E ficou a meu encargo, como Secretário do Planejamento, sua implementação. Confesso que, de início, parecia menos complicada do que se constatou ao longo do processo.
Próxima coluna.
A organização e o prestígio crescente dos camelódromos.



