Racha na política e na igreja; O estranho convite a um prefeito investigado – E outro destaque
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O mundo político-evangélico está passando por mais uma disputa em Santa Catarina. Desta vez, coloca em lados opostos o ex-deputado estadual Narcizo Parisotto (sem partido) e o deputado estadual Jair Miotto (UB).
Tudo começou quando Parisotto foi informado de que não seria mais o presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular. A decisão partiu do pastor e ex-deputado federal por Minas Gerais, Mário de Oliveira. Ele e o missionário catarinense chegaram a trocar farpas, o que tornou a situação insustentável.
Narcizo Parisotto atribui a decisão de afastá-lo do comando da IEQ em Santa Catarina à inveja que Oliveira tem de seu trabalho e afirma que os acontecimentos prejudicam a igreja no estado. Ele acusa o presidente nacional de ter feito escândalos e agressões verbais. Porém, a questão não para nas diferenças na igreja. Segundo Parisotto, o deputado Jair Miotto é um dos responsáveis pela situação, ao ter viajado para São Paulo com outros membros do conselho estadual da Quadrangular para apresentar denúncias contra o seu trabalho. “Denúncias que não se confirmaram. Se fosse verdade, teriam me chamado para conversar. A cria que eu criei passou na frente do criador. Foi uma traição terrível”, afirmou.
Questionado sobre o motivo que Miotto teria para se voltar contra ele, Parisotto respondeu que o parlamentar quer o seu lugar na igreja, além de se tratar de uma vingança pelo fato de sua filha, Débora Parisotto, ter se anunciado como pré-candidata a deputada estadual. “Quando eu elegi o Jair, disse que seria para um mandato. Depois, ele iria a federal e a Débora a estadual. Mas ele roeu a corda e se virou contra quem o ajudou”, acusou.
Quanto ao futuro, Narcizo Parisotto me disse que já está acertado com o PSD para que Débora dispute uma vaga à Assembleia Legislativa e que pensa em fazer uma dobradinha, com ele disputando a federal e trabalhando pela eleição do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado. Na parte religiosa, anunciou que deixará a Quadrangular do Brasil, mas que já está acertado com a Igreja Quadrangular Internacional para assumir o comando em Santa Catarina.
Contraponto
Conversei com o deputado estadual Jair Miotto (UB). Ele confirmou a ida a São Paulo, já que é membro do Conselho Estadual, junto com outros integrantes, atendendo a um chamado do Conselho Nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular. Porém, nega que tenha havido qualquer ato ou fala contra o missionário Narcizo Parisotto. “A nossa ida foi em dezembro de 2023. Nada foi feito para tirá-lo da presidência ou da igreja”, afirmou Miotto, destacando que respeita a história do líder religioso.
Operação contra prefeito
Chamou a atenção um acontecimento político-policial que ocorreu em Pescaria Brava na semana passada. A Polícia Civil realizou a segunda fase da Operação Coleta Seletiva na prefeitura. O prefeito Luiz Henrique de Souza (Progressistas) foi alvo de busca e apreensão. O fato não tem nada a ver com o município diretamente, apenas com Souza. É que ele foi secretário de Administração de Garopaba, na gestão do prefeito Júnior Bento (Progressistas), que foi preso no mesmo dia, acusado de participar de um esquema de corrupção com empresa de coleta e reciclagem de resíduos sólidos. O prefeito de Pescaria Brava é um dos suspeitos por ter participado do suposto esquema quando era secretário. Outros dois servidores do município, que também trabalharam em Garopaba, foram alvo de busca.
O que foi estranho

O que ficou estranho é que, alguns dias depois, o delegado-geral Ulisses Gabriel foi ao município de Pescaria Brava para uma conversa com o prefeito Luiz Henrique de Souza (Progressistas). Segundo uma fonte, durante o encontro, Ulisses convidou Souza a se filiar ao Partido Liberal. Confirmado o convite, temos uma situação, no mínimo, estranha. Como o comandante da Polícia Civil convida um prefeito alvo de uma operação dias antes a se filiar ao partido do governador? Há algum tempo, algumas situações têm colocado o nome da Polícia Civil em posição de constrangimento.
Denúncia de assédio
Portaria publicada no Diário Oficial de segunda-feira (12) determina a abertura de uma sindicância para apurar a possível existência de importunação sexual dentro da Secretaria de Estado da Administração. Como mostrou a coluna, em 13 de maio do ano passado, caso do mesmo tipo aconteceu na área da saúde. A Corregedoria da Secretaria de Estado da Saúde abriu um processo contra um médico de uma unidade de saúde em Joinville, que está sendo acusado de assédio e importunação sexual por uma paciente durante um atendimento na Maternidade Darcy Vargas. Uma comissão disciplinar foi instalada na maternidade para apurar o caso.


